Wilson Leal

Abre ‘Os Cadernos’, por favor. É hora de anatomia!
Não importa a cor da pele do tambor.
Tecidos de uma mesma fantasia.

Incorporei um tum, tum, tum…
Corpo a corpo é mais que um.
Cromossomos energia,
Na ressonância da bateria.

Se o corpo fala, o meu canta e diz no pé.
Um corpo que cai no samba tem fé. (BIS)
Quero respeito: ‘Cala a boca já morreu’
Pois ‘quem manda no meu corpo sou eu’

(Nos meus olhos)
Nos meus olhos cheios d’água,
Corpo estranho, chorei
Com a emoção da minha escola
Anticorpos conquistei.

‘Mens sana in corpore sano’, me ensinam todo ano, já sei!
Peço ‘Habeas corpus’, Capoeira!
Mestre-Sala, me dê aula, só de brincadeira…

Eu vi o Raio-X dessa bandeira,
Dois corpos no mesmo lugar, (BIS)
É Raiz. É Sá Pereira.

(Olha o professor!)