Informe Literário F5M – 2017

Vamos cirandar?

Para que lemos? Para aprender, conhecer, nos transportar para outros universos, nos aproximar do novo, nos comover, fazer-nos pensar, fazer-nos sonhar, tirar-nos do lugar, inquietar… Ler para a turma, ler com a turma, conversar sobre o contexto das histórias lidas, sobre o que mexeu com cada um… Acreditando que a leitura e a escrita se entrelaçam e caminham juntas para o mesmo fim, muitas foram as propostas que ampliaram e aproximaram as crianças do universo literário, como leitores ou escritores.
Depois de estudar a fundo Lobato e sua obra, era chegada a hora de conhecer outros autores da literatura brasileira: Lygia Bojunga, Glaucia Lewicki, Ricardo Azevedo, Luciana Sandroni, Moacyr Scliar e Tatiana Belinky foram os escolhidos para fazer parte da nossa ciranda de autores brasileiros. E, cirandando entre livros e autores, os alunos da F5M viveram aventuras com muitos personagens, conhecendo diferentes estilos, enredos e narrativas.
As leituras vieram acompanhadas de propostas diversas, desde discussões sobre elementos da narrativa, representação do livro com uma imagem, música ou palavra e também algumas atividades de escrita que buscavam trabalhar a diversidade de gêneros textuais: biografias, cartas, resenhas e contos. Algumas ampliavam o universo dos personagens dos livros lidos, colocando-os em diferentes situações: viajando no tempo, encontrando com Emília, entrando em contos clássicos…
Compartilhamos aqui algumas das produções feitas ao longo da ciranda! Venha cirandar com a gente!

Resenhas

“Os Colegas”

“Os Colegas” representa a bela amizade de um grupo que se apoia em qualquer situação, mais um sucesso da famosa escritora Lygia Bojunga.
Um livro bem criativo com reviravoltas engraçadas.
Um grupo que se apoia em qualquer situação desesperançosa, que fixa o leitor em todas as partes, um maravilhoso infanto-juvenil com uma história divertidamente delicada.
Outro ponto que chamou atenção é que ele pode inspirar as crianças a sonhar, ter imaginação e principalmente a pedir ajuda para seus amigos quando precisar (e ajudar também). A definição de ser uma FAMÍLIA.

Mateus

 

 

“O Mistério da Casa Verde”

O livro conta sobre uma casa que antigamente morava um homem, que tentava cuidar dos loucos, mas de tanto cuidar de loucos ele ficou maluco, e um dia, vão quatro garotos naquela casa abandonada, e descobrem ”O Mistério Da Casa Verde”.
No começo do livro “O Mistério Da Casa Verde” o autor Moacyr Scliar dá muitos detalhes, mas no meio começa a esquentar, esquentar no final você não consegue parar de ler.

Iara

 

 

 

“Era Mais Uma Vez Outra Vez”

Livro por Glaucia Lewicki, ilustrações por Gonzalo Cácamo, por editora Edições SM, livro da faixa etária infanto-juvenil, e do gênero “contos de fada”. O livro ganhou o prêmio “Barco a Vapor”.
A história é de um livro, que depois de passar muitos anos esquecido na estante de biblioteca é escolhido, mas o narrador fica desesperado quando descobre que tudo está fora de ordem, mas ninguém quer voltar ao enredo antigo. Agora o narrador precisa botar tudo em ordem novamente!
O livro é muito bem escrito, e
ilustrado. Engraçado e interessante, o jeito que Glaucia escreveu deixou o livro cativante.
“Era mais uma vez outra vez” é recomendado a pessoas que gostam de um livros de contos de fada ou de ficção. Também é recomendado a pessoas que não gostam de livros muito formais, em outras palavras, com escrita simples, pois o livro tem um estilo mais descontraído.
Livro maravilhoso, uma pontuação máxima definitivamente!

Violeta

Biografias

Ricardo Azevedo

Ricardo é autor e ilustrador, nasceu em 1949 na cidade de São Paulo, Brasil. Tem 68 anos, ganhou o prêmio Jabuti em 1989. O nome dele é Ricardo José Duff Azevedo e é autor de muitos livros. Um deles é “Bobos, Bocós, Burraldos e Paspalhões, que é um livro muito engraçado. Esse autor pode ser considerado um autor da literatura infantil. Tinha apenas 17 anos quando escreveu seu primeiro texto para crianças. Mais tarde, ele foi publicado com o título de “Um homem no sótão…”
Ricardo também foi pesquisador brasileiro, filho do também autor de obras didáticas e pensador da Geografia Aroldo Azevedo e neto de Arnolfo Rodrigues de Azevedo, que foi senador por São Paulo e deputado nacional. Quando deputado foi presidente da Câmara dos deputados por quatro anos e foi quem fez construir o Palácio Tiradentes, no Rio de janeiro.
Ricardo ganhou várias vezes os prêmios Jabuti, APCA e outros. Tem livros publicados na Alemanha, em Portugal, no México, na França e na Holanda.

Antonio

Glaucia Lewicki

Nasceu em uma sexta feira 13 (de muita sorte) no mês de fevereiro do ano de 1970, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro.
Cresceu em uma família de educadores e aprendeu, logo cedo, desde criança, inventando histórias, mas não sabia ao certo o que seria quando crescesse. Hoje em dia é formada em Comunicação Social pela PUC-RJ. Também já fez pós-graduação em Comunicação e Imagem.
Sua carreira começou no ano de 2003. O primeiro livro que publicou foi “Coelhos na Cartola”. Em 2006, com o texto “Era mais uma vez outra vez”, obteve o prêmio Barco a Vapor, um dos mais importantes do mundo para textos inéditos. Esse livro foi lançado em 2007 e conquistou muitos leitores.
Hoje Glaucia continua a publicar livros e encantando o público, mas quando será que vai publicar seu próximo livro?

Beatriz Baeta

Tatiana Belinky

Tatiana nasceu no dia 18 de março de 1919, em Petrogrado na Rússia e morreu no dia 15 de junho de 2013 em São Paulo, Brasil. A autora veio pro Brasil com dez anos de idade com os pais e seus irmãos, fugindo das guerras que assolavam a União Soviética. Nessa altura já era fluente em russo, alemão e letão.
O primeiro livro que caiu nas mãos dela era de Monteiro Lobato, mais conhecido como Lobatinho para Emília. Leitora voraz, acabou autora de literatura infantil. Antes, já havia sido colunista de teatro infantil, tradutora e roteirista da primeira versão do “Sítio do Picapau Amarelo” na TV. Aos oitenta e cinco anos, já tinha publicado mais de 100 livros . “Fala pelos cotovelos” como ela dizia.
Aos 18 anos, após concluir um curso na faculdade Mackenzie começou a trabalhar com secretária bilíngue nos idiomas inglês e português. Aos 20 anos ingressou no curso de filosofia da universidade São Bento, mas logo depois largou, quando se casou com o médico e educador Júlio Gouveia Em 1940, o casal teve 2 filhos .
Em parceria com o marido em 1952, encenam “Os três ursos” a pedido da TV Tupi , que atinge grande sucesso. Aos 66 anos ela embarca na carreira de autora de literatura infantil e resolveu ficar nela para o resto da vida.

CURIOSIDADE
Tatiana também escreveu um poema que cada verso começa com a letra de seu nome:

Trazes no peito um sonho de ventura
Amável sonho que te embala vida
Tornando-a suave e mau sofrida
Irmão do teu sequioso de ternura
Arde outro sonho dentro do seu peito
Não te parece assim bela medida
Amarmo-nos os dois num só proveito?

Cecilia Neves

Lygia Bojunga

Lygia Bojunga nasceu em Pelotas dia 26/8/1932. Quando Lygia tinha 8 anos, sua família se mudou para o Rio de Janeiro, “Copacabana”, e logo se encantou com a praia. Aos 19 anos ela se apaixonou pelo teatro e foi contratada para uma companhia profissional “Os artistas Unidos”. Quando fez 21 anos teve seu primeiro casamento. Depois de abandonar sua carreira de atriz, Lygia passou 10 anos escrevendo para uma rádio e TV. Quando fez 33 anos ela foi morar no fim do Vale das Montanhas. Depois ela se casou de novo com um inglês. Em 1982 foi morar na Inglaterra . Em junho de 2002 ela lançou o livro “Retratos de Carolina”.
Também em junho a CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) convidou ela para representar o livro “Os Colegas” e em 26 de Maio de 2004 Lygia recebeu da princesa da Suécia o ALMA (Astird Lindgreen Memorial Edward), o maior e mais importante prêmio internacional. Atualmente tem 84 anos.

Davi

Moacyr Scliar

Moacyr Jaime Scliar nasceu em 23 de março de 1937, em Porto Alegre. Ele foi alfabetizado pela mãe, professora primária.
Em 1963, iniciou sua vida de médico, fazendo residência médica. Em 1970 frequentou curso pós-graduação de medicina em Israel. Depois se tornou um doutor em ciência pela Escola Nacional de Saúde Pública.
Depois de uns anos, Scliar publicou mais de 70 livros, o primeiro deles foi: Histórias de um Médico em Formação. Em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.
Ele escreveu “Max e os Felinos”, “A Majestade do Xingu”, “A Guerra no Bom Fim”, “O Mistério da Casa Verde” e muitos outros.
Moacyr morreu no dia 27 de fevereiro de 2011, aos 73 anos, de falência múltipla de órgãos.

Francisco

Luciana Sandroni

Luciana Sandroni nasceu em 1962 no Rio de Janeiro. É formada em letras pela PUC-Rio e fez mestrado em comunicação e semiótica pela PUC de São Paulo. É uma das melhores escritoras de livros infantis brasileiros. Ela ajudou muitas bibliotecas públicas a ter mais livros. Sua maior obra foi o livro “Minhas memórias de Lobato”, que ganhou o prêmio Jabuti de 1998. Este prêmio de livros infantis e juvenis é importante para vários autores.

Alguns de seus títulos são:
Ludi vai a praia : a odisseia de uma marquesa (1989)
Ludi na TV: outra odisseia da marquesa (1994)
Ludi na revolta da vacina : uma odisséia no Rio antigo (1999)
Ludi e os fantasmas da Biblioteca Nacional (2011)
Ludi na Floresta da Tijuca (2016)

Miguel

Cartas

Cara Glaucia Lewicki,

Quero lhe informar que li o seu livro, “Era mais uma vez outra vez” e adorei. Os melhores personagens (pra mim) são o Dragão de 7 Asas e o Sir Narrador.
Acho que a história é curta demais para um livro desses…acho que também tem que ter mais personagens e menos romance (pois não gosto muito) mas esse livro me fez repensar sobre os livros da ciranda, mesmo sendo o último me fez pensar “ por que não dei uma segunda chance aos livros?”

Tchau,

De seu fã, Danilo

Olá, Moacyr,

O seu livro “O mistério da casa verde” me deixou muito curioso e, quando terminei, me senti feliz de ter lido o seu livro. Depois também li um livro seu, chamado ”Deu no jornal”. Gostei mais ainda !!!!!!

Você é um escritor muito importante para a literatura nacional e internacional. No seu enterro, você foi homenageado pelo seu time de coração: O Grêmio. Espero paz e sossego para você.

Atenciosamente,

Gabriel Kalil

Cara Glaucia,

Meu nome é Maria Eduarda mas pode me chamar de Maridu. Li seu livro, “Era mais uma vez outra vez” e muita gente apoia o seu trabalho. parabéns pelo Prêmio Barco a Vapor que seu livro recebeu.
A parte que eu mais gostei foi a do enigma do dragão e a parte que eu acho que podia melhorar é a parte do capítulo “O rei que fica enrolando muito e não vai direto ao assunto”, que ele podia parar de enrolar e falar logo.
Obrigada! Beijos, tchau e até a próxima.

Maria Educarda

Olá, Moacyr,

meu nome é Theo, estava lendo um de seus livros, “O Mistério Da Casa Verde”. Achei muito legal o livro e de como conta uma história de mistério bem empolgante. Todos os meus amigos que também leram esse seu livro disseram que adoraram.
Eu sei que você faz pouco livro infantil mas mesmo assim seus livros infantis são ótimos, sempre continue de escrever livros, porque eles são fantásticos!

Obrigado por ter lido essa carta,
atenciosamente, Theo Iglesias

Encontro com Emília

Quinta-Feira

Por Aurora Pessoa , que usou o livro de histórias de “Bobos, bocós, burraldos e paspalhões”, do autor RICARDO AZEVEDO

Era uma quinta feira normal, sem nada de especial. Todas as crianças foram para o recreio. Então os personagens dos livros do Rafa, Aurora, Isadora, Bia .B, Cecília .P e da Violeta pularam dos livros e começaram a andar pela sala. Até que a Emília trombou com o Mané Bocó e começou:
Quem é você?
Ah! Eu sou… Eu sou…
É?
O Mané Bocó, e você quem é?
Como assim você não sabe?! Sou a Emília, a melhor boneca do mundo!
Boneca?! Você é uma boneca?
Óbvio né? Sou feita de pano, achou que eu era o quê?
Você ser de pano não te define como uma boneca.
Me define como o quê?
Como algo parecido com… Uma boneca!
Ah que burro!
Claro, olha o nome do meu livro: “Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões”.
Eu não te chamei de bobo, nem de bocó, nem de burraldo e muito menos de paspalhão. Eu falei BURRO.
O quê? Ricardooooooooo!

Aurora

Pedrão e Emília

Um dia, Emília estava andando pela rua, quando encontrou um desconhecido:

-Olá!
-Oi.
-Quem é você?
-Ué, você não me conhece?
-Não.
-Eu sou o Pedro Álvares Cabral.
-Quem?
-Pedro Álvares Cabral. Você nunca ouviu falar no descobrimento do Brasil?
-Ah, então é você que o Pedrinho fica falando sem parar?
-Quem é Pedrinho?
-É meu amigo. Mas eu queria saber… O que você sentiu quando você descobriu o Brasil?
-Eu posso te dizer. Mas vai custar dinheiro.
-Você é doido?
-Dinheiro, dinheiro… – disse Pedrão hipnotizado pelo dinheiro.
-Não falo com malandros. Tchau bobão! – disse Emília desprezando Pedrão. E ela saiu indignada.

Rafael

Emília com Emília do Sítio
no Descobrimento

Nós estamos falando do encontro da Emília de antes do descobrimento com a Emília que voltou do descobrimento vamos ver o que vai dar!
-Olá, eu sou a Emília – disse a Emília 1.
-Oi, eu também sou a Emília só que eu fui ao descobrimento pois você é a Emília do passado e eu sou a Emília do presente! – disse Emília 2.
-Nossa Emília, então significa que você é a Emília do futuro? – Perguntou Emília 1.
-Meu Deus do céu, Emília. É óbvio que não! Você que é a Emília do passado! Nossa! -Nunca pensei que no passado eu era tão burra! – Afirmou Emília 2.
-Eu não sou burra! Ontem acabei de matar a Onça dos Taquaruçus com meu espeto de assar frango.- disse Emília 1, se achando.
-Nossa, mas essa onça morreu há muito tempo! – gritou Emília 2 – Eu sou muito mais esperta porque eu sei história.
-Não! Eu sou mais esperta, matei uma onça com um espeto de assar frango! – disse Emília ,1 perdendo a paciência.
-Aiiiii!!! Eu sou mais espertaaa!!! – berrou Emília 2.
-Já chega!! Perdi a paciência!! Não sei porque eu fui me meter com você Emília!! -Tchau até o dia de São Nunca! – gritou Emília 1, já com a paciência perdida.
-Tchauuuuuuuu!!!!! – berrou Emília 2.

Sofia Zyngier

O dia é das Emílias

-Ai ai, mas que dia belo para ver…
-Lalalalala!!!
-Quem é você?
-Ah, olá eu sou a Emília.
-Quê?! Então além de ser copiona de roupas, também é de nome!
-O que você tá fazendo aqui?
-Ah, eu peguei um pouquinho de pirlimpimpim e vim ver Cabral de novo.
-“De novo”?!
-Sim.
-Eu estou na excursão com Visconde, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta e tia Nastácia.
-Como assim eu fiz isso?!
-Espera, eu tô entendendo. Eu sou você do passado, e você sou eu no futuro! Que legal vamos ser muito amigas e bla bla bla……
“-Se eu soubesse que era ttttãããoooo CHATA assim, eu pararia.”
-Bla bla bla……
-Pera aí , vamos esclarecer tudo. Você tá me chamando de velha só porque eu nasci primeiro!!!
-Nã….
-Oolha você tem que comer MUITO arroz e feijão para discutir comigo…..
-Eu sou mais nova lalala!!!!
“- Tá retiro que eu disse eu tenho que comer arroz e feijão”
-Bla bla bla……
-Tchau uuffff!!!!
-Tchau!
-Oooouuu acabou o pirlimpimpim!!!!!!!!!!
-Você vai ficar comigo!!!!!
-NÃO!!!!!!

Sophia Chediak

Zé Burraldo e Emília:
conversa no telefone

Numa certa manhã de quinta-feira, um homem chamado Zé Burraldo, que devia ter 23 anos, tinha acabado de conhecer o telefone (que ele nunca tinha visto na vida). Ele pegou o telefone e saiu tocando em todos os botões. Mas, mal sabia ele, que o número que ele havia discado era o número do Sítio do Picapau Amarelo. O telefone do Sítio tocou e Emília foi correndo atender.
-Alô…
Então a marquesa tentou de novo:
-Alô!
Ninguém respondeu e isso deixou a boneca indignada:
-Alôôôôô !!!!!
Zé ficou um pouco assustado com o telefone quando ouviu a Emília falando. E sem querer soltou um arroto.
-Ecaaaaaaaaa!!! – gritou Emília.
Sempre quando Zé fica com medo ele começa a cantar, e foi isso que aconteceu:
– Yeah, yeah, yeah!
– Que música é essa? – perguntou Emília.
-Oras, uma música.
-Seu burro, eu sei que é uma música, mas que música é essa?
-Eu inventei… – falou Zé Burraldo orgulhoso.
-Deu pra ver… – comentou Emília debochando.
Emília perguntou:
-Ei, quem é você? Qual é o seu nome?
-Meu nome?
-É, né!!
-Ah, meu nome é …
-Fala logo, sou muito ocupada para ficar falando com você!
-Meu nome é Zé Burraldo.
-Hahahahahahaha, seu nome é Zé Burraldo?
-Sim, por quê? – perguntou Zé começando a se irritar.
-Porque é muito feio! Ai, o meu nome é lindo, eu me chamo Emília!
-Humilha? Quê? Quem se chama assim?
-Zé Burrito, meu nome é Emília!
-Família, com quem você está falando?
-Meu nome é Emília, e eu estou falando com você, Zé Buraco! – falou Emília aumentando o tom de voz.
-Quem é o Zé Buraco?
-Você, né!!!
Bem naquela hora, a Tia Nastácia avisou que os bolinhos estavam prontos:
-Os bolinhos estão prontos! Quem quer? – gritou Tia Nastácia.
-Aff… Tchau, Zé Chutado! Vou comer os melhores bolinhos do mundo agora!
-Tchau, Ervilha!
-Eu sei, foi uma honra falar comigo! – falou a esnobe boneca de pano.
-Honra!? O que é honra? – perguntou Zé Burraldo curioso.
Emília ficou furiosa e ignorou a pergunta do Zé. E a Marquesa desligou o telefone com força!

Olívia

Era uma vez…
os personagens
nos contos clássicos

Tão perto Tão longe

Narizinho estava passeando pelo pomar e, de repente, sentiu um cheirinho de pirlimpimpim caindo sobre seu nariz arrebitado. Então, do nada, ela se viu na porta de uma casinha amarela e vermelha, e do seu lado estava uma menina de capuz vermelho, que não notou sua presença.
Como Narizinho sabia muito sobre contos clássicos, logo a reconheceu: A Menina do Capuz Vermelho. Em carne, osso e chapéu. Narizinho foi tentar falar com ela, mas passou como se fosse um fantasma, e viu porque Chapeuzinho não a via, sentia e muito menos ouvia: ela estava presente apenas em espírito.
Do nada, a imagem foi se apagando. Quando se apagou por completo, Narizinho se viu no seu quarto, com um chapéu vermelho no chão…

Beatriz Amarante

O Sítio do Descobrimento com: Chapeuzinho Vermelho

Em um dia como qualquer outro, Emília estava andando por aí quando viu uma cesta. Ficou curiosa para saber o que tinha dentro. Quando abriu a cesta se deparou com deliciosos bolinhos de chocolate. Obviamente, Emília devorou os bolinhos. Imediatamente, segundos depois, a pobre Emília apareceu numa floresta gigantesca, e avistou uma menina de capuz vermelho com a mesma cesta que ela já havia visto. Emília chegou para a garota e perguntou:
– Ei, qual é seu nome ? E o que tem nessa cesta ?
– Meu nome é Maria Eugênia, mas sou mais conhecida como Chapeuzinho Vermelho. E aqui na cesta tem esses lindos e maravilhosos bolinhos de chocolate.
– Peraí, você disse bolinhos de chocolate?
– Isso mesmo, foi isso o que eu disse.
-Ahhhh, eu amo bolinho de chocolate
Nesse mesmo instante Emília abriu o bocão e… Ela voltou para o sítio do nada. E desde aquele dia, Emília desenhava o rosto da Chapeuzinho Vermelho para sempre se lembrar da dona dos bolinhos de chocolate.
Mais você acha que acabou por aqui ? Pois não acabou não desde então, Emília sempre desenhava (como eu já havia dito) , e em um dia, enquanto desenhava na grama do quintal de-repente viu um rabo atrás da árvore…

Norah

A História de como Anascar e Sir Narrador foram parar na história dos Três Porquinhos

O narrador da história dos Três Porquinhos estava na parte do terceiro porquinho…
– O Lobo tentou assopr…
*BARULHOS DE PORTAL*
– O QUE ESSE BIGODUDO E ESSE DRAGÃO ESTÃO FAZENDO AQUI? Ô Escritor, isso não tá no roteiro!
– Eu sou Sir. Narrador, narrador da história do reino de Calibúrnia, e esse é Anascar, o dragão de sete asas. Agora, O QUE A GENTE TÁ FAZENDO AQUI????!
O Lobo começa a ficar estressado
– A GENTE PRECISA CONTINUAR A HISTÓRIA, SE NÃO NOSSA INTERESSADA LEITORA VAI PARAR DE LER!!! XÔ NARRADOR E XÔ ANASCAR!!!!
– É SIR NARRADOR!!!!!!
– O que seja, só caiam fora daqui.
– Acontece que meu irmão gêmeo malvado Aniscrimby usou magia negra e me aprisionou neste livro. O que eu devo fazer?
Todo mundo veio cheio de ideia. Todas foram meio ruins. Menos uma, que foi a do 3º porquinho. Ele sugeriu fazer duas corridas da casa dele até a do lobo (distância de 2 km). Em caso de empate, uma corrida extra.
– Que ideia BOA! PERFEITA! O único problema é… Como vou chamar Aniscrimby?
– Já sei! – exclamou a leitora.
– Leitora? Como você está falando conosco? – perguntou Anascar
– Ué, pelo narrador, uai! Ele não conectava o mundo dos humanos com o dos livros?

Theo Joels

Viagem no Tempo

Viagem no tempo

-Ah!!! O que eu estou fazendo aqui??? – disse Emília desesperada.
Cinco minutos depois Emília ficou com tanto tédio que foi ver onde ela estava, e descobriu que foi pra Era dos dinossauros. Foi logo puxando conversa com um deles:
-Olá! O que você faz da vida? Qual é o seu nome? Quantos anos você tem? Que saco, você não fala nada!
O dinossauro estava dormindo, mas acordou e foi comer a boneca. Emília correu tanto que não conseguia andar direito. Foi aí que ela teve uma ideia, ia falar até ele não aguentar mais:
-Seu dinossauro eu sou uma boneca de pano. Vossa “dinossaurência” não vai me comer, né? Tá, eu sei que você está com fome mas eu tenho um amigo que é um milho e eu acho que você vai ado…
Quase que o dinossauro come ela, mas o Visconde jogou o pó de pirlimpimpim nele, e a Emília foi logo reclamando:
-Olha, Visconde, se você fosse mais rap…
Pela primeira vez na vida Visconde interrompeu a Emília:
-Emília, o dinossauro foi pro sítio!!!
-O que você está esperando, seu lerdo!!!!!!!Vamos logo!!!!!!

Theo Bianchi

Viagem no tempo

Virinha e Latinha estavam revirando uma lata de lixo após terem sido demitidos do circo. Por que foram demitidos do circo? Simplesmente porque Cara-de-Pau havia INCENDIADO O CIRCO INTEIRO e, como se já não bastasse: SOLTOU, sem querer, TODOS OS ANIMAIS! Inclusive o leão que tem… isso já são outros quinhentos! Como Cara-de-Pau incendiou o circo? Foi assim: Cara-de-Pau estava treinando o malabarismo com fogo quando tropeçou numa baqueta que o baterista tinha perdido quando deu um espirro bem forte. E já que ele incendiou o circo, era impossível as jaulas não abrirem.
VOLTANDO…
Virinha e Latinha estavam revirando uma lata de lixo após terem sido demitidos do circo quando, de repente, encontraram uma coisa estranha:
– O que é isso Virinha?
– Eu sei lá, Latinha! O que é branco, redondo, médio, tem um botão azul no meio e quando a gente fala pisca?
– Isso aí. – Virinha pôs a pata na testa.
– Você quer dizer além disso aí? – Virinha fez um sinal de sim com a cabeça
– Não sei! – Latinha preparou a garganta e depois gritou:
– Pessoal, venham aqui!
Todos vieram.
– Alguém sabe o que é isso?
Ninguém respondeu, mas Flor falou:
– Vamos apertar o botão, aí a gente dá um nome pra ele de acordo com o que ele faz.
Todos adoraram a ideia, apertaram juntos e sincronizados falaram:
-Máquina do tempo!
Estavam no dia do incêndio. Então Voz de Cristal falou:
– Podemos consertar tudo! Podemos fazer o incêndio não acontecer!
Todos AMARAM a ideia.
Ficaram escondidos horas e horas em um canto, até que o baterista fungou, fungou e… antes que ele pudesse espirrar Flor segurou a baqueta. Depois dele espirrar sem perder a baqueta, os amigos esperaram até o ensaio de Cara-de-Pau e, quando finalmente essa hora chegou… tam dam! Nada de incêndio!

Cecília Palmeira

A viagem no tempo

Virinha e Latinha estavam procurando pedaços de coisas usadas para adicionar em sua “casa”. Quando estavam voltando eles pisaram em um botão e … PLIM! Eles estavam no futuro, os cachorros dirigiam, as pessoas voavam e os gatos (o bicho) falavam. Quando eles chegaram acharam o mundo muito estranho. Eles chegaram e falaram com um gato:
Gato, em que ano nós estamos?
Em 2999, e amanhã é a virada do ano e vai virar 3000! – Disse o gato.
Obrigado. – Disse Virinha e Latinha, enquanto eles andavam comentando o quão isso era estranho.
E sem querer pisaram em outro botão e … PLIM! Eles estavam na época dos dinossauros. Nessa época já existiam seres humanos, mas eles eram bem burros.
Ei Latinha, o que é esse animal gigante? – Disse Virinha
Eu acho que é um elefante.- Disse.
Mas eles descobriram que não era um elefante, era um dinossauro gordo tentando fazer dieta. Como eles descobriram isso, eu não sei, só sei que eles descobriram.
Mais uma vez eles estavam andando e sem querer pisaram em… você sabe o que né? E PLIM! Eles estavam no presente. Aí voltaram para casa e contaram tudo que aconteceu.

Clarice

Sir Narrador em 1620

Eram 00:00, Sir Narrador estava dormindo quando um personagem de um outro livro saiu! Mas tem um porém, este personagem tinha poderes! Ele era de um livro novo, moderno e tal, ele se achava o melhor dos melhores da biblioteca. (Ah! Desculpe, eu sou um narrador novo. Esqueci de falar o poder desse personagem.) O poder deste tão misterioso personagem é de… Teletransportar pessoas!
Passaram-se alguns minutos após o personagem sair quando de repente ele avistou um livro chamado “Era mais uma vez outra vez” e teve a brilhante ideia de ir lá ver o livro. Entrando no livro, viu um senhor com mais ou menos 50 anos, baixinho e usando um chapéu um tanto quanto estranho, e pensou alto:
-Hahaha vou teletransportar este velhote para que eu possa ter este livro somente para mim! E não perdeu tempo com sua ideia, ele juntou as mãos e falou:
-Arapapá mande este velho para longe de mim!!!!
Falando isso, Sir Narrador foi parar lá em 1620, onde as coisas eram em preto e branco e as crianças corriam livres pela cidade. Após muitas horas estatelado no meio da rua, Sir Narrador acordou e logo em seguida deu um berro tão alto que, acho eu, que dava para ouvir da China. Depois deste berro se levantou e olhou ao redor e avistou crianças correndo, rindo e se divertindo. Uma ou duas horas depois, Sir narrador avistou um homem, e foi perguntar aonde eles estavam e o homem respondeu exatamente assim:
-Você está em 1620 na rua Papilote número 25 no país Brasil.
-Ah muito obrigada senhor.
Disse Sir narrador com uma cara meio estranha. Passou um tempo e Sir Narrador começou a desconfiar de que tudo aquilo era uma brincadeirinha de seus amigos (ele esperava).
Mas o tempo foi passando, ele esperando e chegou um ponto em que ele ficou tão irritado que começou a gritar:
Parem de fazer isso, eu sei que é uma pegadinha.
Todas as pessoas que estavam passando ficaram assustadas e começaram a correr!
Após muito tempo tentando fazer com que aquela realidade virasse mentira, Sir Narrador aceitou e viveu feliz para sempre com os velhinhos que passavam pela rua.

Isadora