Informe Literário F5T – 2017

Vamos cirandar?

Para que lemos? Para aprender, conhecer, nos transportar para outros universos, nos aproximar do novo, nos comover, fazer-nos pensar, fazer-nos sonhar, tirar-nos do lugar, inquietar… Ler para a turma, ler com a turma, conversar sobre o contexto das histórias lidas, sobre o que mexeu com cada um… Acreditando que a leitura e a escrita se entrelaçam e caminham juntas para o mesmo fim, muitas foram as propostas que ampliaram e aproximaram as crianças do universo literário, como leitores ou escritores.
Depois de estudar a fundo Lobato e sua obra, era chegada a hora de conhecer outros autores da literatura brasileira: Lygia Bojunga, Glaucia Lewicki, Ricardo Azevedo, Luciana Sandroni, Moacyr Scliar e Tatiana Belinky foram os escolhidos para fazer parte da nossa ciranda de autores brasileiros. E, cirandando entre livros e autores, os alunos da F5T viveram aventuras com muitos personagens, conhecendo diferentes estilos, enredos e narrativas.
As leituras vieram acompanhadas de propostas diversas, desde discussões sobre elementos da narrativa, representação do livro com uma imagem, música ou palavra e também algumas atividades de escrita que buscavam trabalhar a diversidade de gêneros textuais: biografias, cartas, resenhas e contos. Algumas ampliavam o universo dos personagens dos livros lidos, colocando-os em diferentes situações: viajando no tempo, encontrando com Emília, entrando em contos clássicos…
Compartilhamos aqui algumas das produções feitas ao longo da ciranda! Venha cirandar com a gente!

Resenhas

“Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões”

O livro “Bobos, Bocós, Burraldos e Paspalhões” foi escrito e ilustrado por Ricardo Azevedo. Ricardo usou como inspiração para o livro o folclore brasileiro e suas culturas. A editora da edição nova do livro é Ática.
Os contos são muito engraçados, e todos eles tem um homem muito burro que mora no sertão. Como, por exemplo, Zé Burraldo, Chico Zoeira, Zé Goiaba, entre outros…
Esse livro é muito divertido, e é ideal para crianças de 10/11 anos, que adoram um humor bobo, e umas risadas.

Luísa, Diogo, Gabriel, Maria Moletta e Bem

 

 

 

 

“Era mais uma vez outra vez”

Essa resenha é sobre um livro chamado “Era mais uma vez outra vez”, que foi escrito pela Glaucia Lewincki e ilustrado pelo Gonzalo Carcámo. O livro é um conto de fadas e a editora é a SM.
A história é de um livro que ja foi pego há muitos anos atrás e depois nunca mais foi lido, então os personagens foram tirar “férias” de seu trabalho. Qual trabalho? O de ser personagem.
Mas um dia, uma menina entrou na biblioteca e escolheu o livro “que ninguém mais pegava” e levou para casa. Enquanto isso, dentro do livro estava uma bagunça. No entanto, será que os personagens vão conseguir se arrumar antes que a menina leia o livro? Leia para descobrir.
A historia é muito boa, tem muitas partes legais do livro em que todos se divertem, porque não só é um livro de contos de fadas, é também um livro de suspense, ação e comédia. A faixa etária de 8 á 11 anos é recomendada para esta leitura, e o tipo de pessoa que adoraria ler são as que gostam de contos de fadas.

Cecilia, Julia Bacellar, Maria Sá e Nina

“O Sítio no Descobrimento”

O livro “Sítio no Descobrimento” foi escrito pela Luciana Sandroni com ilustrações de Cris Alhadeff. Foi lançado pela editora Globinho, e é literatura infantil.
O livro é sobre o Síto do Pica-pau Amarelo. Nesse livro, Pedrinho récem havia chegado no sítio, seu trabalho era explicar a história do Descobrimento do Brasil. Narizinho e Emília achavam ele estranho, não queria brincar nem nada só trabalhar. Dona Benta sempre contava aos seus netos umas aventuras, reinações e muito mais. Naquela semana, ela começou a ler a carta de Pero Vaz de Caminha para Portugal em 1500. Essa carta explicava as maravilhas do lugar que o Cabral conheceu (Brasil) para Dom ManueI. Dona Benta explicou como o Cabral encontrou o Brasil, como era o tempo em Portugal, em 1500, e leu a carta de Pero Vaz de Caminha. O que se pode imaginar, mas estava na hora das crianças irem para cama. Emília não se conformava como eles estavam tão animados com a história que não queriam mais parar de ouvir! Então Emília bolou um plano, pediu para o Visconde fabricar mais pó de “pirlimpimpim” e… Voltaram para 1500!!!!
Esse livro é indicado para para meninos[as] da nossa idade porque não é um livro de bebê nem de adulto/adolescente, por isso é perfeito para as crianças de 9 e 10 anos.

Fred, Caetano, Miguel e Sophia

“O Mistério da Casa Verde”

O livro “O Mistério da Casa Verde” foi escrito por Moacyr Sclyar e editado pela Ática. Foi inspirado no livro “O Alienista” de Machado de Assis.
A história é sobre um garoto que, com seus amigos, resolve transformar uma casa abandonada em um clubinho para curtirem. Mas havia boatos de que ela era mal assombrada. Porém lá dentro tinha uma surpresa…
O livro é bem escrito, fácil de entender e tem bastante suspense! É um livro bem recomendado. É aquele tipo de livro que dá um pouco de susto no início, mas depois o leitor vai se entusiasmando com a tensão da casa mal assombrada. O livro parece que é de terror, mas tem um pouco de aventura, e também um tanto de humor.
Ele é recomendado para crianças de 9 a 11 anos.

Joaquim, Julia G., Pedro e Théo

“Os Colegas”

O livro “Os colegas” de Lygia Bojunga, ilustrado por Giam Calvi, é editado pela Casa Lygia Bojunga.
Esse livro conta a história de cinco amigos que moram na rua: três cachorros (Virinha, Latinha e Flor), um urso (Voz de Cristal) e um coelho (Cara-de-Pau). Ao longo do tempo, começaram a se tornar muito leais uns aos outros. Adoravam samba, carnaval e festa. Sempre tentavam dar um jeito de arrumar comida. Eram até de bem com a vida, mas havia um porém, eles não eram nem um pouco respeitados pelos moradores do bairro.
Um dia não tão belo assim, Virinha estava no beco descansando quando algo aconteceu… Uma grande aventura estava pela frente!
Esse conto é recomendado para crianças de 7 a 10 anos que gostem de livros nem muito infantis e nem muito avançados,

Ana, João, Mariana, Tom e Yuri

 

“Onde já se viu?”

“Onde já se viu?” é um livro de crônicas escrito por Tatiana Belinky, ilustrado por Orlando e editado pela editora Ática.
Tem 33 histórias, como a do pescador, a do umbigo, a do menino de rua que pede um livro, a da mãe que dá bronca no filho que tira nota boa, entre outras.
Esse livro não foi feito para ser lido em, por exemplo, uma semana, mas sim para se ler com mais tempo. Como são várias histórias, essa leitura pode ser um pouco cansativa.
É indicado para crianças de 7 a 10 anos, ou para pessoas que gostam de ler histórias antes de dormir, pois tem várias delas nesse livro.

Fernando, Gustavo, Tomás e Valentina

 

 

Biografias

Ricardo Azevedo

Ricardo José Duff Azevedo nasceu no ano de 1949, tem três filhos, é escritor e ilustrador. Publicou mais de 100 livros infantis e infanto juvenis, entre eles os livros:
Histórias de Bobos, Bocós, Burraldos, e Paspalhões,
Armazém do Folclóre, Cultura da Terra, Contos de Bicho do Mato e Contos de enganar a morte.
Seu primeiro livro publicado foi chamado “O Homem no Sótão” que escreveu com 16 anos. Ricardo Azevedo já ganhou vários prêmios “Jabuti”
Ele é formado em comunicação visual pela fundação Alvares Penteado e doutor de letras pela USP.
Ricardo também é professor convidado em cursos de especialização em arte e literatura.

Fernando, Joaquim, Tomás e Tom

Glaucia Lewicki

Glaucia Lewicki nasceu em uma sexta-feira 13, em Niterói, no ano de 1970 em uma família de educadores. Ela se formou em Comunicação Social, na PUC do Rio de Janeiro. A autora diz que sempre foi apaixonada por inventar histórias. No ano de 2003, Glaucia escreveu seu primeiro livro de sucesso “Coelho na cartola” que foi dedicado ao público infantil. Em 2006, fez o livro “Era mais uma vez outra vez” que ganhou o prêmio Barco a Vapor (2006). Ao todo, já fez 34 livros. Atualmente, faz livros por diversas editoras e diversos temas. Além de ser autora de livros infanto-juvenis, é professora e editora de um site de literatura.

Ana, João, Valentina e Yuri

Luciana Sandroni

Luciana Sandroni nasceu em 9 de setembro de 1962, no Rio de Janeiro. Quando criança estudou no colégio São Vicente. Depois do 3° ano do ensino médio se formou em letras na PUC-Rio. Trabalhou em bibliotecas infantis durante 10 anos. Logo depois que virou escritora recebeu o Prêmio Jabuti por “Memórias de Lobato”em 1998. Já fez livros para adultos, e a coleção da Ludi.
Sua maior inspiração é Lobato, pois o sítio da sua avó era bem parecido com o Sítio do Picapau Amarelo, e se identifica muito com as aventuras de lá.

Gustavo, Julia Galotti, Mariana e Pedro

Moacyr Scliar

Moacyr Jaime Scliar nasceu no dia 23 de março de 1937, em Porto Alegre (RS) em Bomfim, em um bairro porto alegrense, o bairro era judaico como Moacyr. Seus pais, José e Maria, tinham origem russa e sua mãe que o alfabetizou. Em 1943, começou a estudar em Iídiche, porém em 1948 se mudou para o colégio Nossa Senhora de Rosário, um ginásio católico.
Em 1995, ele foi aprovado para estudar pela faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Ele escrevia muito sobre literatura infantil e juvenil, romances, contos, crônicas, humor e literatura medicinal, ele foi um autor muito bem premiado e publicado por vários países.

Caetano, Fred, Diogo, Théo e Bem

Lygia Bojunga

Lygia Bojunga Nunes nasceu dia 26 de agosto de 1932 em Pelotas, Rio Grande do Sul. Atualmente ela tem 85 anos. Quando fez oito, ela veio morar no Rio de Janeiro. Aos 19 anos, iniciou sua carreira de atriz de rádio, depois voltou-se para a literatura e fez seu primeiro livro, “Os Colegas”. Lygia também escreveu outros livros como: “A Bolsa Amarela”, “Angélica”, “Tchau”, “A Casa da Madrinha”, “O Sofá Estampado” e “Meu Amigo Pintor”. Ela também ganhou vários prêmios como o Prêmio Jabuti, o Prêmio Hans Christian Andersen e o Prêmio Memorial Astrid Lindgren. Lygia é casada com um inglês chamado Peter e divide seu tempo entre Londres e Rio. No Brasil, tem uma casa no Rio, em Santa Teresa, e um sítio em Itaipava.

Cecília, Luísa, Maria Sá, Nina e Sophia

Tatiana Belinky

Tatiana Belinky nasceu em São Petersburgo (que na época era a capital da Rússia e se chamava Petrogrado) em 18 de março de 1919.
Seus pais resolveram emigrar para o “exótico” Brasil (uma viagem de barco que durou três semanas!).
Tatiana adorava a leitura e, de tanto ler, aprendeu a escrever com desenvoltura.
Depois de casada com um médico, psiquiatra e poeta, ela conheceu pessoalmente Monteiro Lobato, que admirava muito desde que conheceu a Emília.
Ela foi roteirista, escreveu roteiros para teleteatro e comentarista critica de literatura. Depois foi eleita “a personalidade Cultural do Ano”, em 1988, e virou escritora!
Tatiana Belinky chegou ao Brasil para nos presentear com seus livros e enriquecer a nossa cultura.

Gabriel, Julia Bacellar, Maria Moletta e Miguel

Encontro com Emília

A história de bobos, bocós burraldos e …Emília?

Era uma vez um homem pobre, ele se chamava Zé…Emília?
-Seu narrador, quem é Emília? –perguntou Zé Goiaba.
– É aquela bonequinha ali, olha:
-Aqui no meu roteiro não tá dizendo nada. – falou Zé Goiaba.
-Alguém pode me explicar onde eu estou?- indagou Emília.
Então Zé Goiaba disse:
-Você está nos atrapalhando!!!
-Eu perguntei onde eu estou, seu burro! – gritou Emília.
– Gente calma. Emília, você está no meio do nosso set de filmagem!!!
-Parem de achar que isso é um set, é só um livro! – explicou Emília.
– Já estou cansado, vou arrancar está página. Zé, vá para a próxima página!!!
-Com prazer – disse Zé Goiaba indo para a próxima página.
O narrador arrancou a página, e jogou no lixo.
-Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!- gritava Emília com a cabeça no lixo.
Magicamente Monteiro Lobato apareceu dentro do lixo com o saco de pirlimpimpim:
-Vamos dar o fora daqui, Emília!!!-falou Lobato.
Então Emília disse:
-É claro!!
Lobato jogou o pó de pirlimpimpim e sumiu junto com Emília.
-Que bom que ela foi embora.- disse Zé e o narrador pergunta:
– Aonde eu estava?….

Cecília

Emília e sua viagem a…

Emília estava no sítio muito entediada, quando teve a ideia de pegar o pó de pirlimpimpim para ir a um lugar diferente, que ela nunca tinha pensado em ir, um lugar alegre com muita gente alegre. Pegou o pózinho e foi pra um lugar qualquer, só com a intenção de ser animado e passar seu tédio. Chegando lá, era muito animado, pois estava em tempo de folia, em tempo de carnaval!!! Lá Emília encontrou uma cachorra dançando, se aproxima e pergunta:
— UAU, você é tão majestosa! Não tanto quanto eu mas…Qual seu nome?
— Meu nome é Flor, e o seu, qual é?.
— Seu nome não é tão lindo quanto o meu, Marquesa de Rabicó, Emília para os amigos.— falou ela se gabando.— Vem cá,”Rosa”, tem um lugar pra uma linda ficar por aqui?
Flor, achando que era um elogio, diz:
— Muito obrigada!!!
Emília pensou que era uma piada e começou a rir histericamente:
— VOCÊ?!! BONITA?! MAIS QUE EU, NÃO!!! NINGUÉM!!! Ai ai acho que já ri o bastante, vou voltar pra casa.

Julia Galotti

Meu encontro com Emília

Eram dez horas e eu ia me encontrar com a Emília. Eu saí de casa correndo, pois já estava atrasado.”Toc,toc…” eu bati na porta e ouvi passos e mais passos vindo em minha direção.”Buf” quem apareceu foi a bonequinha mais fofa de todas, Emília. Ela perguntou:
-Então, o senhor é mais velho do que me disseram – ela riu baixinho e prosseguiu – Você é o alienista, certo?
Eu respondi:
-Sim, sou eu.
Ela perguntou:
-Como o senhor se sentia tendo que cuidar de loucos?
-Bem… como posso lhe dizer…eles eram loucos. Certamente tinham hábitos estranhos e peculiares para nós.Mas depois de um tempo, me acostumei.
Emília fez aquela cara de que estava interessada.Pensava e anotava tudo em seu caderninho. Eu fiquei parado. Mas logo ela me perguntou:
-Como foi viver lá isolado de tudo e de todos?
Eu novamente respondi:
-Foi ruim. Confesso que senti saudades da minha família, mas não seria justo com aquelas pessoas que prendi. No final, estava enganado, o louco era eu, então prendi a mim mesmo.
Emília ficou muito impressionada com minha resposta. Me deu os parabéns pela minha emocionante história. Me agradeceu por ter vindo, e me convidou para voltar uma próxima vez. Nós nos abraçamos e ela me deu suas anotações, que ela fez ao longo da conversa. Me deu adeus e eu fui embora.

Maria Sá

Cara-de-Pau e Emília

Cara-de-Pau, um coelho bem esperto, estava andando na rua voltando pra casa distraído, e não percebeu que Emília estava vindo do lado oposto e esbarrou nela.
-Oi, Emília – disse Cara-de-Pau – É um prazer te conhecer. Eu fui criado pela Lygia Bojunga e estou no livro “Os Colegas”.
Emília respondeu:
– Olá, tudo bem? Estou muitíssimo bem e fui criada por Monteiro Lobato e sou do Sitio do Pica-Pau Amarelo, acho que já me conhece. O que você quer fazer? Quer ir passear? Quer ficar aqui conversando?
Cara-de-Pau respondeu:
-Só estou de passagem mesmo.Tenho que ir. Tchau! Vou ficar com o resto da galera. Eles são Virinha, Latinha, Flor e Voz de Cristal, eles são bem legais e divertidos você vai gostar! Vamos lá?
– Não, – disse Emília – vou ficar envergonhada! Ainda não conheço
eles! Eu sou muitíssimo mais legal que eles! -Tudo bem! Do mesmo jeito você vai gostar deles! Os dois foram e Virinha, Cara-de-Pau, Flor, Latinha e Voz de Cristal ficaram muito felizes! No início Emília queria voltar pro sítio porque ela não sabia muito bem conviver com eles já que eles viviam de um jeito bem diferente de como ela vive, mas depois achou a experiência bem legal.

Miguel

A viagem ao livro

Emília como sempre muito xereta, estava mexendo nos livros do Visconde, e viu um livro que lhe interessou chamado: Onde já se viu?. Ela começou a folhear o livro e jogou um pouco de pó de pirlimpimpim nele. Logo depois se viu dentro dele. Emília então encontrou alguns personagens e perguntou:
-Vocês aí, podem me informar onde eu estou?
-Antes de te informar eu gostaria de me apresentar, eu sou Tatiana aquele ali é meu …
E Emília interrompeu Tatiana:
-Vamos, fale alguma coisa útil, não quero saber quem é você. O que me importa é onde eu estou!
-Tá bom, tá bom, você está dentro de um livro – falou Tatiana.
-Isso eu sei, não sou idiota! – exclamou Emília – A propósito, estou com muita fome.
– Aqui não tem comida, nós não comemos, somos apenas personagens. – disse Tatiana.
Emília, já com o estômago quase saindo pela boca, ouviu vozes:
-Emília, acorda!
Era tia Nastácia, aquilo tudo era apenas um sonho. Emília ficou um pouco confusa, mas até que a tia Nastácia tê-la acordado valeu a pena porque um bolo fresquinho tinha saído do forno.
Onde já se viu entrar dentro de um livro e passar fome em pleno sonho?

Nina

Casa da Emília

Dona Benta e a galera do sítio estavam de férias, passeando por várias cidades do Brasil, e eles pararam em uma pequena cidade no interior. Todo mundo foi para um hotel para dormir. Mas no meio da noite Emília saiu do hotel de fininho para explorar. Porém no seu caminho ela encontrou uma casa toda velha e esquisita, a casa verde. Ela também reparou que tinha alguns meninos atrás dela, a turma do Arthurzinho. Emília foi até eles e disse:
– Ei, por que vocês estão com a fuça enfiada nessa casa aí que nem o Rabicó fuçando na comida?
– Quem é Rabicó? – perguntou Arthurzinho.
– Ai, não importa! Só me falem por que vocês estão aí.
– Não conte pra ninguém, mas estamos investigando essa casa! – respondeu Arthurzinho.
– Mas o que que tem de tão especial nessa casa?
– Da última vez que entramos ali dentro encontramos um homem velho e estranho vestindo roupas esquisitas.
– Ah, como assim? Essa casa está toda fechada, desmoronada. Como alguém pode morar aí dentro?
– Você não acredita? Então por que não entra lá para provar? – desafiou Arthurzinho.
– Pois vou mesmo!
Então, Emília entrou na casa para averiguar. Andou por um corredor assustador e quando entrou na tal sala viu mesmo que tinha um homem velho e esquisito lá dentro. Assustada, Emília correu em disparada para fora da casa.
– Viu? Tem mesmo um homem aí dentro.
– Mas como assim? O que ele tem a ver com essa casa? O que essa casa tem a ver com ele? O que está acontecendo?
– Bom, tenho algumas teorias… Por que você não vem com a gente amanhã para resolver esse mistério?
– Ah, eu gostaria muito de arriscar a minha vida vendo essa coisa assustadora. Mas vou embora dessa cidade amanhã. Eu só estou de passagem.
– Ah, que pena. Então tchau eu acho… Peraí, você é uma boneca de pano?
– Não, sou um tubarão – respondeu Emília sarcástica.
– Sério?
– Ah claro que não, né? Tchau!
– Tchau! – despediu Arthurzinho.

Tomás

Clonada?

Um belo dia, Emília estava passeando perto do rio Tejo, quando começou a suspirar:
-Como é bom passear perto do rio…- ela andou um pouco mais e foi ficando entediada – Vou olhar os peixes, para esperar vossa “cabralência” finalmente sair com aquelas car…Aquelas…Qual é o nome daquele barquinho mesmo?
A boneca começou a olhar o rio para pensar, e se deparou com uma menina dentro do rio:
-Ei, menina! Por que você está dentro do rio? Qual o nome daqueles barquinhos que os portugueses andam mesmo?
A menina não respondeu nada.
-Por que você não me responde, garota? Qual é o seu nome?
……………….
-Já que você não vai me responder, deixa que eu me apresento. Meu nome é Emília, e sou a importantissíssima boneca de pano do Sítio do Picapau Amarelo. Sou a Marquesa de Rabicó. E você?
…………….
A metida boneca de pano foi se levantar a fim de ir embora, entretanto, a menina de dentro do rio se levantou também, ficando de cabeça para baixo! Emília ficou indignada:
-Menina, como você está de cabeça pra baixo? Pode me ensinar a fazer isso?- ela começou a se preparar para entrar no rio, achando que ficaria de cabeça pra baixo, quando viu que a menina era igualzinha a ela. Também fazia os mesmos movimentos que ela. E ao mesmo tempo! Tinha alguma coisa errada. Emília resolveu resgatá-la para receber satisfações.
– Vou tirar você do rio para você se explicar!
SPLASH!
Quando a boneca pulou, a outra sumiu e Emília percebeu que era só o seu próprio reflexo:
-Atchim! Atchim! Atchim! Era só o meu reflexo! Atchim! Bem… Bem que eu percebi que ela era bonitinha…

Valentina

Era uma vez…
os personagens
nos contos clássicos

Zé Goiaba e Branca de Neve

-Ela morreu! Chamem o Príncipe Encantado!
Soneca saiu correndo até o castelo. Quando ele chegou, não encontrou o Príncipe e sim um homem com um chapéu de fazendeiro, um palito na boca sentado no trono dele. Como só a Branca conhecia o Príncipe , Soneca achou que fosse esse homem do sertão mesmo.
O homem chegou perto do caixão, abriu e deu um nojento e curto beijo em Branca de Neve. Ela acordou com um ódio profundo do fazendeiro que se chamava Zé Goiaba.
O passado de Zé não é muito legal, ele já sequestrou várias pessoas, foi preso e fugiu da cadeia. Branca sabia disso e quando o reconheceu, ela não sabia onde estava o Príncipe, ninguém sabia onde ele estava, só o Zé. Quando viraram para trás o fazendeiro tinha sumido. Branca chamou os guardas do castelo para que fossem atrás do Zé
Os guardas chegaram e Branca pediu para um deles cuidar dos anões.
Ela foi junto com eles procurar o Príncipe ,
-Já sei onde o Príncipe está! Ele está na fazenda de Zé Goiaba.
Quando eles chegaram lá, viram o Príncipe e o irmão de Zé Goiaba.
O Príncipe agradeceu a Branca de Neve e pediu ela em casamento. Todos viveram felizes para sempre.

Julia Bacellar

A Nova Terra do Nunca

Era um lindo dia e lá estava Sir Narrador narrando mais uma história, mas dessa vez era uma leitora diferente das outras, seu nome era Emília, Emília era diferente das outras leitoras, pois ela queria entrar no livro. Quando Emília teve a ideia de entrar no texto ela começou a berrar e gritar, ela berrou tanto, que do nada ela magicamente entrou no livro. Logo em seguida Sir Narrador começou a gritar e berrar:
-Olha aqui, senhorita leitora, primeiro você começa a querer mudar a história do meu livro, e depois você entra, no meu livro, isso é um absurdo!!!
Então Emília furiosa respondeu:
-Fecha a sua matraca seu, narrador de uma figa. Pra começar eu sou a mais lindissíssima desse mundo, isso significa que eu sou mais lindissíssima desse mundo, e isso significa que eu também sou a melhorissíssima leitora que esse livro já teve, seu narradorzinho de meia tigela!!!
Então apareceu um dragão gigante e muito nojento, extremamente nojento, horrendamente nojento que começou a gritar, gargalhando:
-Hahaha, enquanto vocês estão aqui discutindo sobre o livro, o castelo do rei está sendo destruído!!!
Então todos rapidamente se direcionaram para o castelo, até Emilia que não sabia onde ficava o castelo foi para lá e acertou o caminho, não sei como. Quando todos chegaram no castelo havia um garoto de 12 anos que disse:
-Olá, pessoal, quem são vocês? Eu sou “Peter-Pan” e moro na “Terra-do-Nunca”, uma ilha linda que atualmente precisa de grandes expansoẽs então pensamos em vir neste livro e negociar este castelo por uma cobertura em Londres.
Contudo Emília não entendendo nada questionou:
-Pera aí como assim apartamento em Londres???
-Nós livros – respondeu o Rei – somos todos parte da vida real tudo que existe e você, por mais incrível que pareça, é um livro do mesmo modo que nós do “Era mais uma vez outra vez”, aquele livro da Glaucia Lewick.
Então Emília acordou de seu sonho e questionou “será que eu sou um livro???”

Fernando

Os Três Porquinhos
e Zé Burraldo

Era uma vez três irmãos porquinhos, que encontraram um velho amigo Zé Burraldo. O irmão mais novo pediu ajuda para Zé Burraldo:
– Que material eu uso para construir minha casa?
– Eu acho que palha é bom. – respondeu Zé.
– Mas e o lobo? – perguntou o porquinho.
– Não vai acontecer nada. – afirmou Zé. – A palha segura.
O porquinho construiu a casa de palha para se abrigar. O irmão do meio falou para Zé que queria um material forte, então Zé falou que graveto era bem forte. O irmão mais velho que não era burro não perguntou para Zé, e construiu uma casa de tijolos.
Os irmãos mais novos já tinham terminado as casas. Enquanto isso, o mais velho, ralava muito, e os irmãos chamavam ele para brincar, mas ele recusava varias e varias vezes. Quando ele terminou, ouviram no rádio da PM (PORQUINHOS MILITARES) que um lobo muito faminto tinha fugido e a PM mandou todo mundo ir para casa. Zé foi para casa do irmão mais novo, eles ficaram jogando X-Box 360.
Primeiro o lobo foi para casa do irmão mais novo e derrubou a casa sem nenhum esforço. Zé Burraldo e o porquinho correram para casa mais próxima, a do irmão do meio, que estava jogando X-Box one. Perceberam que o Zé não estava lá, ele tinha sido comido pelo lobo. Os porquinhos estavam chorando com a perda do Zé, também estavam vendo o jogo do Flamengo perdendo para o Cruzeiro, e choravam mais ainda.
O lobo também destruiu a casa de gravetos, eles foram correndo para casa do irmão mais velho que estava tranquilo jogando PS4. Depois os irmãos contaram sobre o Zé e ele ficou triste. Então bolou um plano para pegar o lobo, que caiu direitinho. Chamaram um cirurgião e ele tirou o Zé da barriga do lobo, que por sorte estava vivo.

Gustavo

Julinho com Peter Pan

Um belo dia, Julinho estava assistindo o filme “Peter Pan”. Bem no final do filme, quando os personagens estavam voltando da Terra do Nunca, viu uma luz que não fazia parte do filme, o que o fez fechar os olhos de tão forte era a luz. Quando abriu os olhos, percebeu que estava caindo no meio de uma cidade grande.
Julinho ficou desesperado. Esta cidade parecia Londres, até que de repente uma mão o segurou, e essa mão era a mão de Peter Pan. Julinho ficou pasmo e quase desmaiou, só não desmaiou porque ficou empolgado para participar das aventuras que aquela turma fazia, só não sabia que os personagens do filme estavam voltando e não indo à Terra do Nunca.
Quando chegaram na casa das crianças, Julinho tinha ficado triste, pois esperava ir à Terra do Nunca e não voltar dela, foi assim que Julinho perguntou:
-Olá, meu nome é Julinho. E me desculpa perguntar, mas vocês sabem como voltarei ao ano de 2017 no Rio de Janeiro?
-Bem, vou lhe mostrar- disse Peter – Ah, e tchau!!!!!
-Bem, então tá, tchau!!!
Quando ele disse isso, Peter jogou um pó em cima de Julinho, e Julinho voltou para casa, voltando tudo ao normal.

João Henrique

Os Três Porquinhos
e Tatiana Belinky

Era uma vez uma mulher chamada Tatiana Belinky, uma escritora russa. Em um dia ensolarado, ela encontrou seus três velhos amigos, os três porquinhos.
Então o irmão mais novo perguntou:
-Você tem palha, Tatiana?
-Não, mas eu indico você a fazer uma casa de tijolo igual ao seu irmão mais velho.
-Está bem, vou fazer uma casa de tijolo.
-Tatiana, você acha que devo fazer uma casa de madeira? – perguntou o irmão do meio.
-Não, eu acho que você também devia fazer uma casa de tijolo.
– Está bem.
Depois de todo mundo terminar, eles foram brincar de pique pega, foi muito divertido. Quando anoiteceu, eles foram dormir.
Ao amanhecer um lobo tocou na porta e disse:
– Eu vou pegar você!
Então ele assoprou bem forte, tão forte que tinha chance de empurrar uma pessoa e uma casa. O sopro do lobo derrubou a casa de tijolo inteira. Quando o lobo conseguiu entrar na casa que estava destruída, os porquinhos jogaram pimenta na cara do lobo e a Tatiana deu um chute na bunda dele. Ele saiu correndo para o rio, mas quando chegou lá, o rio estava com muita água. Ele era muito gordo. Quando o lobo mergulhou, ele ficou muito tempo debaixo da água, todo mundo achou estranho… e depois viram que ele morreu. Todos comemoraram.

Joaquim

A viagem no livro

Em uma manhã de domingo,Tia Nastácia estava sem absolutamente nada para fazer, pois já tinha terminado todos os bolinhos de chuva que Emília tinha pedido para a festa de 67 anos do doutor Caramujo. Então resolveu procurar algo para fazer, foi andando, até que se deparou com um livro em cima da mesa de jantar, “A bela adormecida” , e o abriu, curiosa.
Era uma vez, uma rainha muito linda e feliz que estava prestes a ter o bebê mais esperado do reino, uma garotinha cujo nome era Aurora. Todos estavam contando os dias para o bebê nascer, até que finalmente chegou o grande dia.Uma festa grandiosa no salão principal, um lindo buffet cheio de sobremesas das mais sofisticadas foram feitas , nasceu um bebê maravilhoso, mas então eles precisavam preparar um batizado para o bebê ,todos prontos em suas cadeiras para a cerimônia começar, até que começou, a rainha pediu para as fadas benzerem sua filha.
-Ai gente! Sério? fadas? Faça-me o favor, que coisa mais brega! – disse Tia Nastácia, já entretida com a história.
Então quando a última das três fadas foi benzer Aurora, ouviram um barulho, a pior de todas as bruxas do reino tinha chegado, Malévola. Ela abriu o portão muito feliz e gritou :
-Estou lançando uma maldição, quando sua filha estiver com 16 anos de idade irá em busca de uma roca de fiar e enfiará o dedo na agulha da roca, então estará sobre o feitiço do sono até que seu amor verdadeiro lhe dê um beijo
Tia Nastácia ficou indignada com isso, e resolveu entrar na história com o resto do pó de pirlimpimpim da Emília.
-Ô, minha querida, não fica achando que pode tudo não, para de se achar e se enxerga sinhá, São Jorge tá aqui olhando para a gente, e você fica aÍ fazendo coisa feia.
Logo em seguida Malévola saiu do salão, mega nervosa porque foi a primeira vez que alguém desafiou ela. Então a bela rainha aplaudiu e deu vários tesouros para Nastácia por ter salvado a vida de sua filha.

Luísa

Vida de Princesa

Era uma vez… Emília estava lendo um de seus contos preferidos, Cinderela! Amava a parte que a gata borralheira se transformava em princesa, e quando a Cinderela achava seu príncipe encantado.
Então a boneca começou a imaginar como seria se ela fosse realmente uma princesa. E como Emília é muito exigente, queria logo um vestido longo, brilhante e lindo; e pra não deixar em branco precisava de um sapatinho de cristal!
Mas não era tudo lindo não. Quando Emília pisou no chão com seu sapato, ele quebrou inteirinho.
Então esqueceu essa ideia de ter um sapato de cristal, foi logo para o baile.
Mas quando chegou lá, não achava seu príncipe igual ao livro.
Ela já estava ficando irritada. E para a noite dos sonhos ficar pior, o efeito da carruagem, do vestido etc voltou ao normal antes da meia noite!
Foi aí que Emília não aguentou mais, preferiu acordar mesmo e continuar sua vida como boneca, porque ser princesa não era tudo aquilo que ela imaginava não!

Maria Moletta

Os três burraldos

Era uma vez um grupo de três porquinhos, Burraldo, Zé Trouxa e Burroiaba. Cada um queria sua própria casa. Foi quando tiveram a brilhante ideia de construir cada um a sua. Um queria a casa de palha,o outro a de madeira, já o terceiro porquinho, queria a de tijolos. Começaram o trabalho, e não perderam tempo,foram até a cidade para conseguir os materiais que precisavam. Um pegou palha,o outro madeira e o terceiro irmão levou tijolos. Começaram a construir a casa. O que estava fazendo a de palha, Zé Trouxa, começou a construir e logo perguntou:
-Será que começo por cima?
-Acho melhor por baixo – respondeu Burraldo.
-Verdade,também acho!!! – concordou Burroiaba.
Assim todos começaram a fazer a casa, até que apareceu um sujeito peludo dizendo
– Eu vou devorar vocês!!!
– Uma bola de pelo dizendo que vai devorar a gente ? Hahahhahaha até parece – todos disseram dando gargalhadas.
O bicho então foi embora triste e cabisbaixo pois não conseguiu assustar ninguém. Depois de um tempo já tinham terminado as casas, foi quando ele decidiu voltar e disse novamente em frente a casa de palha:
-Abra a porta ou então…-o bicho nem terminou a frase e o porquinho sem medo,já ia abrindo a porta. Nhaaaack! O bicho devorou ele inteirinho e foi bater na porta da casa de madeira.
– Abra essa porta ou então…-o porquinho abriu a porta no mesmo instante e também foi devorado.
Então, o bicho partiu para última casa, pois o terceiro porquinho foi esperto. Logo depois que o bicho bateu em sua porta, o porquinho examinou pela janela para ver quem era. Quando viu que era o Lobo, ele não abriu. O bicho cansado de esperar foi embora e nunca mais voltou. Assim o porco ficou sossegado e viveu feliz, não para sempre, ele não viveu a eternidade.

Mariana

Viagem no Tempo

De volta ao descobrimento

Um dia, Emília estava indo procurar o Visconde para que ele escrevesse suas memórias. Ela foi procurar o Sabugo em sua casa onde trabalha com seus experimentos científicos:
– Aí está você, Visconde, procurei você pelo sítio inteiro.
– Me desculpe, Dona Emília, mas eu estava trabalhando em uma nova máquina que substituísse o pó de pirlimpimpim.
– Ahhh…E que máquina é essa?
– Estava fazendo uma máquina que nos fizesse voltar no tempo.
– Sério?! E será que eu posso testar? Quero voltar para 1500, quando nós pegamos o pó de pirlimpimpim e descobrimos o Brasil!
– Não, senhora, isso é muito perigoso!
– Ah! Deixa de ser chato! – disse a boneca.
Quando Visconde virou de costas, Emília entrou na máquina do tempo e foi até o dia que eles descobriram o Brasil. Quando a Emília chegou lá, viu ela mesma (no passado) e o Cabral conversando. Como a máquina do tempo era bem pequena, Emília a enfiou no bolso do vestido e se escondeu atrás de uma moita. Ela viu que eles tinham terminado a conversa, puxou a boneca do passado para trás da moita e disse:
– Você é igualzinha a mim! – exclamou a boneca do passado que se espantou ao ver a outra boneca igualzinha a ela.
-Só que muito mais bonita, né?! Tia Nástacia costurou uma roupa novinha para mim!
-Quem você está pensando que é? – ela começou a ficar muito brava com a Emilia do presente que estava “se achando” como sempre.
-Se liga, Emília, eu sou você! Visconde inventou uma máquina do tempo para substituir o pó de pirlimpimpim.
-Eu posso usar?
-Lógico que não! Eu sei muito bem que você tem um resto de pó de pirlimpimpim.
-Droga!
-Volte logo antes que todo mundo perceba que você sumiu! – disse a Emília do presente.
-Ok, Adeus!
-Tchau.
Emília voltou para o sítio, e o Visconde estava revoltado, mas ela nem ligou e fez ele escrever mesmo assim suas memórias.

Ana

De volta para o passado

Antes dos leitores pegarem o livro, todos os personagens estavam embaralhados por suas páginas, inclusive o Sir Narrador. Ele, de tanto esperar por um leitor, decidiu dar uma volta por aí pelo castelo do rei. Sir foi ao porão do castelo em uma parte que nunca foi explorada e, nesse lugar, encontrou uma pessoa que lhe disse:
-Olá, eu vim do passado, pra onde você deseja ir?
O Sir Narrador não estava entendendo nada, ele achava que aquele lugar era vazio mas quando se deparou com aquele tal homem do passado e aquela máquina gigante resolveu perguntar:
-Mas…Mas…Mas o que é isso?
E o homem do passado chamado Bruno respondeu:
-É só uma máquina do tempo. Você pode escolher entre ir ao passado ou ao futuro.
-Eu posso entrar na máquina? Porque eu quero ver se no futuro alguém pega o meu livro para ler.
-Ok eu deixo você usar a minha invenção, mas você vai ter que trazer alguma coisa pra mim do futuro.
-Trato feito – disse Sir Narrador muito empolgado com a nova aventura no futuro.
O Sir Narrador foi ao futuro e descobriu que muitas crianças ainda leriam o seu livro e por isso ele seria muito famoso. Para recompensar Bruno, Sir trouxe um animal futurístico que eles (do futuro) chamavam de orgitólo. É uma animal que ainda será inventado pelo homem, misturando os genes de um búfalo com uma zebra. Para sua surpresa, essa nova espécie acabou dominando o mundo, fazendo os homens de escravos para puni-los por terem se alimentado de seus ancestrais por tanto tempo.

Caetano

Viagem no tempo

Estava lá ele mesmo, o menino maltrapilho, com sua relíquia, o livro de fotos da família. De roupa rasgada, descalço e bem sujinho, ele andava procurando por mais senhoras que lhe comprassem livros, já que os adorava.
Um dia, quando ele estava indo para mais uma livraria atrás de mais livros, o dono da livraria disse pra ele ir lá nos fundos que tinha um livro muito divertido. O menino foi, abriu o livro e de repente … Estava no passado há muito tempo atrás, onde os livros estavam sendo criados,estava em uma rua vazia, só alguns carros passando. Então resolveu andar um pouco, procurar uma livraria.
Andou muito, até virar uma esquina e se deparar com uma livraria 24 horas gigante! Entrou nela leu todos os livros, passou noites lendo, mas estava com muita fome e estava se sentindo sozinho, e o dono da livraria percebeu isso e levou ele para o orfanato.
Um senhor, um escritor muito famoso estava lá naquele mesmo momento e, quando viu a criança com um livro na mão, já se apaixonou e acabou adotando ela.
Os dois ficaram muito amigos, escreveram alguns livros, mas um dia o menino teve que voltar para seu tempo.
Ele voltou, estava revisando seu livro de fotos da família e descobriu uma coisa………….
O senhor que adotou ele simplesmente era seu bisavô!!!!! Será que o senhor sabia disso?! Como?!

Diogo

Viagem do Anascar

Anascar, o dragão, estava andando tranquilamente no reino da Calibúrnia.
Ele estava saindo da praia do rei, quando sentiu algo batendo em sua cabeça. Ele ficou meio tonto e caiu no chão, desmaiou.
Anascar ficou horas e horas desmaiado, mas quando ele acordou viu que estava em um lugar estranho e bem diferente, viu uma mulher sentada em uma cadeira escrevendo. Ele perguntou para a mulher assim: -Oi,onde estou? E o que você está escrevendo? -Oi, eu sou Glaucia Lewicki,estou escrevendo um livro que se chama “Era Mais Uma Vez Outra Vez”
O dragão ficou muito assustado porque ele era um personagem do livro e pensou: Glaucia está reescrevendo-o? Então ele perguntou:
-Estamos em 2007? Como?
O dragão ficou mais assustado ainda, ele começou a gritar:
– Voltei para o passado!!!-E soltou uma rajada de fogo pela sua boca- Eu sou Anascar, o dragão da sua história!
-Sim, 2007-disse Glaucia-Quando acha que estamos?
O dragão respondeu confuso:
-Não sei!!!
“PUF”!
Anascar acordou com um berro do narrador da história:
-Temos uma leitora!!! Preparem-se!!!
Glaucia comemorou por ter vendido seu primeiro livro: “Era Mais Uma Vez Outra Vez”.

Fred

Emília no futuro

Emília estava indo viajar para a data do descobrimento do Brasil, só que sem querer, ela viajou para o futuro com seu pó de pirlimpimpim. O pior é que ela não tinha mais pó de pirlimpimpim para voltar para o presente. Emília surtou, ela não sabia o que fazer, não sabia com o que ela estava lidando. De repente um cara apareceu e falou:
– Emília, né?
-Sim, por quê? Aaahhh já sei, quer um autógrafo. Sabia que no futuro seria famosa – disse Emília se gabando.
-Não… nada disso é porque sua “eu” do futuro me mandou para cá para te mostrar a sua casa do futuro – explicou ele.
Então os dois foram para a casa da Emília do futuro. A casa era gigante, tinha mordomos para todo lado, tinha a melhor comida do mundo feita pela tia Nastácia. Emília já foi perguntando por que a tia Nastácia estava ali (afinal de contas ela é uma humana e já deveria ter morrido no futuro). Acontece que a turma do sítio tinha virado imortal porque uma vez, em uma das missões que participaram, a recompensa seria imortalidade. Então Emília descobriu tudo sobre o futuro, ela comprou um skate voador e ficou brincando na mansão da galera do sítio. Ela ficou um dia dentro daquela mansão até que a Emília do futuro ofereceu à Emília do passado um pó de pirlimpimpim para ela voltar para a sua casa no presente.
Emília não aceitou a proposta porque ela gostou muito do futuro, então a Emília do futuro teve que contar que se ela não voltasse nos próximos dez minutos, a linha do tempo iria se dobrar e explodir. Com medo das possíveis consequências, a boneca acabou aceitando voltar para o presente sem contar nada a ninguém, pois não queria que os guardas do tempo a multassem ou sei lá o que mais poderia acontecer. Então a Emília voltou a casa dela e tudo acabou “suave braid”.

Gabriel

João Bobão
no mundo da internet

Era uma vez, em um reino, muito, muito distante, um Rei que se chamava João Bobão e ele queria conhecer outros reinos. Então ele olhou no mapa e disse:
– Conselheiro, eu quero ir para o Rio de Janeiro! Quero visitar o Dom Pedro II.
– Mas vossa Majestade, o Rio de Janeiro é longe daqui, vamos ter que pegar um avião.
– Seja o que for preciso, vamos pegar esse tal “avião” – disse o Rei.
Algumas horas depois, ao desembarcarem no Rio de Janeiro…
– Mas o que é isso? – perguntou espantado o Rei.
– Estamos no Aeroporto, Majestade… eu lhe apresento: o Rio de Janeiro! Agora, podemos prosseguir a nossa viagem.
– Prosseguir? -disse o confuso Rei. Mas nós não chegamos?!
– Sim Vossa Majestade, chegamos ao aeroporto, mas ainda falta chegar ao castelo do Imperador Dom Pedro II, em Petrópolis.
– E falta muito?- perguntou o Rei.
– Deixa eu ver no “Google Maps” – respondeu o ajudante do Rei.
– Google o quê?- disse o Rei.- E o que esse celular faz?
– Google Maps é um aplicativo desse celular, que é uma espécie de mini computador e ajuda em bastante coisa! Aqui tem máquina fotográfica, mapas, correio eletrônico, músicas, vídeos e muito mais…
– Tudo isso nessa coisinha aí?
– Sim, esse aparelho ajudou muito a população a como se localizar, trocar mensagens… É um ambiente onde as pessoas não precisam se encontrar. Ah, e também tem a internet!
– Inter o quê?!
– Internet ,Majestade, é uma rede de celulares dispersos por todo planeta que trocam dados e mensagens.
– Interessante, mas mudando de assunto quando o avião sai?
– O avião foi cancelado.
– Eu mereço.

Sophia

Arthurzinho em 2017

Eram duas horas da madrugada e Arthurzinho estava indo dormir. Escovou os dentes e foi para cama.
No dia seguinte…
Drim, Drim – tocou o despertador acordando-o.
Assim começava mais um dia de aventuras para Arthurzinho. Ele foi tomar seu café da manhã, e deu de cara com seus pais que estavam com roupas estranhas e com uma espécie de aparelho que acendia em que estava escrito “Iphone X”. Achou muito estranho mas optou por não comentar. Um pouco depois, ele escutou um barulho de motor extremamente alto vindo da rua. Arthurzinho pensou que tinham autorizado os carros de fórmula 1 a andar nas ruas. Foi dar uma olhada. O garoto abriu a porta de casa e saiu um pouquinho para ver as coisas novas com que tinha se deparado: muitos aviões, helicópteros, placas pela cidade em que estava escrito “liquidação nas Casas Bahia”, prédios, lojas, assaltos etc. Quando percebeu, estava muito longe de casa. Estava perdido!
Ficou um tempo sentado no meio fio pensando como voltar para casa. Estava muito nervoso pois era quarta-feira e tinha que ir para escola. O garoto pensou em ligar para os pais, mas não achou nenhum orelhão por ali. Então Arthurzinho perguntou para um comerciante como podia voltar para casa. Seguindo a dica do vendedor, ele pegou um táxi e voltou rapidamente para seu amado lar.
Achou tudo aquilo muito esquisito. Foi quando encontrou, bem na frente da sua casa, Pedro Bola, um amigo. Perguntou para ele o que eram aquelas coisas tão estranhas na cidade. O vizinho falou para ele se ligar porque eles não estavam no tempo das cavernas. Estavam em 2017! Arthurzinho insistiu que eles estavam no ano de 1976 e foi correndo para casa verificar em seu calendário. Lá ele viu que era mesmo… 8 de setembro de 2017! Ficou muito surpreso com aquilo. Pensou em várias hipóteses. Uma delas era que ele podia ter sofrido uma mudança temporal. Não havia mais tempo, tinha de ir para a escola.
No final da aula bateu o sinal de saída. Arthurzinho pegou a mochila e saiu da sala. Foi o primeiro a sair da escola. Quando abriu o portão, ficou muito surpreso… Ele viu tudo como era antes! Tinha voltado a 1976! Ufa!

Tom

A Viagem ao Futuro

Em um dia nublado aconteceu um caso raro. Um bebê foi teletransportado para o futuro porque um carrinho de brinquedo deu defeito e foi a 50000000000 km por hora e quebrou a barreira do espaço tempo. Lá no futuro o bebê conseguiu mandar uma carta para a N.A.S.A explicando como era o futuro. A carta, apesar de ser escrita por um bebê tão pequeno, não estava tão mau escrita, apesar disso nós vamos traduzir: Eu achei bem estranho ser teletransportado para o futuro. Mesmo sendo tudo diferente, eu já me adaptei. Aqui é bem legal, as pessoas são mais gentis, é um lugar muito bonito, divertido… Ops, esqueci de falar, no futuro a gente não mora mais na Terra e sim em Escobrat, um planeta distante que nunca foi visto aí no passado. Nós saímos da Terra porque a camada de ozônio tinha sido destruída. Aqui no futuro é bem legal o único problema é que eu estou sendo caçado porque eu quebrei um robô. Mas vocês não precisam vir me buscar aqui. Eu estou sendo bem cuidado por robôs babás. Até logo!!!!!!!!!!!!!!!!

Yuri

A Viagem de Voz-de-Cristal!!!

É mais um dia para Voz-de-Cristal, um urso como todos os outros que moravam em circos, e era obrigado a fazer manobras com malabares na frente de um público gigante dentro daquele antigo circo nojento, o Circo da Aventura, que felizmente não existe mais. Se ele errasse alguma coisa, levava uma pancada. Ele achou isso um pouco injusto, porque era obrigado a ser treinado todo dia, muito violentamente, mas não reclamou porque se ele falasse alguma coisa, levaria pancada. E nesse dia ele estava tonto porque ele não queria fazer essa coisa novamente. Voz estava levando muita pancada porque não estava trabalhando corretamente. E por isso, foi expulso do circo, após levar várias chicotadas.
Ele estava nas ruas solitário, procurando algum amigo, comida, e principalmente esperança. Mas algo terrível aconteceu, um monte de soluços atacou o pulmão dele, ele ficou uns dois minutos assim, e de repente chegou um animal correndo atrás dele, era um leão assustador, com garras enormes correndo atrás dele, e corria para lá, e para lá. Até que a fera gigante pegou ele. Bem na hora que o leão ia engolir ele… ele começou a escutar algumas vozes.
-Voz-De-Cristal, ei!, Acorda! Estamos atrasados!
Voz-de-Cristal acordou com muito medo, mas lembrou que tudo era um pesadelo sobre o passado desse pobre urso. Esse tempo todo, ele estava dormindo, e se atrasou para o encontro dos colegas. Ele saiu correndo e…
Pelo menos tudo era apenas um pesadelo terrível …

Pedro

A viagem no tempo

João Bobão estava no seu castelo em uma festa da sua mulher Elizabeth, quando ele ouviu um barulho estranho vindo do seu quarto. Ele foi checar o que era aquele barulho. Quando ele abriu a porta, João viu uma máquina do tempo, que nunca esteve lá. João Bobão que não era mais bobo entrou na máquina do tempo. Sem apertar nenhum botão em um segundo ele chegou em um lugar muito moderno chamado Dubai.
Todas as crianças olhavam para ele como se fosse um maluco, porque a roupa que o povo árabe usa é uma roupa branca que vem do pé até a cabeça, e João usava um terno e gravata super elegante, por isso o povo árabe achava que ele era um maluco. Ele também achava que todo mundo lá era maluco, porque a roupa árabe era muito diferente.
Por sorte João Bobão tinha dinheiro no seu bolso, então ele foi se hospedar por uma semana no melhor hotel de Dubai. Todos os dias João Bobão foi em lugares diferentes e irados. Mas chegou o dia que ele sentiu muita falta da sua família, e procurou pela máquina do tempo por ali, procurou por aqui… quando de repente achou ela embaixo de um viaduto. A primeira coisa que ele fez foi botar o destino do seu castelo.
Ele adorou Dubai, achou a cidade o máximo. E o povo era muito simpático apesar da roupa deles serem super estranhas.
A sua família estava preocupada com ele. Quando naquele exato momento eles ouviram um barulho no jardim, era o João Bobão cheio de histórias para contar. João passou a manhã inteira contando das aventuras que ele teve. Depois que João Bobão explicou tudo, sua família ficou calma e tranquila, e todos ficaram felizes para sempre.

Théo