Outubro de 2012

A Proposta

A turma do Sítio do Picapau Amarelo já faz parte da nossa vida há tanto tempo que fica até difícil separar fantasia de realidade… Dessa vez, a nossa brincadeira literária foi essa:
E se você vivesse uma aventura com o seu personagem preferido do sítio?
Aqui estão algumas criações.

Aventuras com Pedrinho

Gabriel Braga

Certo dia estava passeando por uma floresta, quando esbarrei com Pedrinho.
– Ai, olha por onde anda! – ele gritou.
– Calma, cara! – falei tentando acalmá-lo.
– Foi mal, pensei que era um saci.
– Tudo bem, o que você está fazendo?
– Estou caçando uma onça…
Pedrinho foi interrompido por um rugido de onça. Começamos a correr, até Pedrinho tropeçar e o pó de pirlimpimpim que estava em seu bolso cair e nos teletransportar para outro lugar.
– Onde estamos? – eu perguntei.
– Não sei.
Olhamos ao redor.
– Estamos na Lua! – gritamos nós dois juntos.
Começamos a andar, quando encontramos São Jorge, que disse:
– Oi! Quem são vocês?
– Eu sou Gabriel.
– E eu, Pedrinho.
– ARRAH! Ouvimos um rugido, vindo em nossa direção.
– Corram, é o dragão! – disse São Jorge.
– Não! – disse Pedrinho. Gosto de uma aventura…
– Se é assim…. – retrucou São Jorge.
Pegamos espadas e fomos atacar. O dragão cuspiu fogo em Pedrinho. Ele desviou. Depois tentou me esmagar.Desviei. Então, São Jorge gritou:
– Agora!
E fomos nós três para cima do dragão. São Jorge espetou um pé, Pedrinho chutou o outro e eu pulei e cortei a sua cabeça.
Depois disso acordei e percebi que tudo não tinha passado de um sonho.

Malu e Emília no País das Maravilhas

Malu

Eu e Emília estávamos deitadas na grama do Sítio, quando vimos uma estrela bem brilhante e grande. Emília disse para que eu fizesse um pedido, que ele se realizaria. Então eu fiz, e pedi para que nós fôssemos para um lugar parecido com o país das Maravilhas, de Alice.
Mais tarde, quando fui dormir, sonhei que meu desejo tinha se realizado.
De repente eu e Emília vimos um buraco bem fundo.
– Olha, Malu, parece até o buraco em que Alice, do país das Maravilhas entrou! – disse Emília.
– Ah, Emília, não me venha com bobagens, você está achando que lá no fundo tem coisas como na história da Alice? – perguntei.
– Malu, aposto com você que lá dentro tem coisas tão estranhas quanto no País das Maravilhas.
– Ah, como acho que lá dentro não tem nada disso, vou entrar com você para ver se tem razão.
Enquanto caíamos, Emília foi fazendo caretas. E eu caía na gargalhada.
Assim que a queda chegou ao fim, eu e Emília ficamos chocadas com a cena que vimos: um grupo de coelhos, espantalhos e leões, todos robôs. Praticamente todos os personagens de “Alice no País das Maravilhas”.
Perguntei para um deles que mundo era aquele.
– Aqui é o País das Maravilhas Industriais. Criamos sonhos através de robôs. – respondeu o coelho-robô.
Emília não se conformava com isso!
– Mas como se pode criar os nossos sonhos através da tecnologia?
– Muito simples, meninas. – disse o coelho. Vocês não gostam de joguinhos que tenham histórias com personagens infantis?
– Sim. – afirmou Malu e Emília.
– Então, os nossos robôs criam esses sonhos de jogos para as crianças!
Eu e Emília pedimos para eles nos mandarem de volta para o Sítio através de um jogo de labirinto. Então, eles nos colocaram no meu Iphone e retornamos.

Em Alto-Mar com o Visconde

Lucas Gentil

Eu fui para Arraial do Cabo nas férias, e fui andar de barco em alto-mar. Era um dia ensolarado, porém a maré estava bem agitada. Após uma hora e meia de passeio me deu uma fome… Então fui até o bar do barco e pedi uma espiga-de-milho. Fui sentar e já ia comendo a espiga quando ouvi uma voz dizendo:
– Ei, menino, não me come não!
Quando eu olhei para a espiga descobri que era o Visconde de Sabugosa e logo falei:
– Me desculpe, Visconde, eu estava com muita fome.
– Não precisa se desculpar, eu também estou com muita fome. – disse Visconde.
– O meu nome é Lucas, quer comer comigo? – indaguei.
Depois de pensar um pouco, o sabugo cientista respondeu:
– Só se você prometer não me comer.
– É claro que eu prometo!
Após nos alimentarmos, eu, curioso como sempre, perguntei a Visconde o motivo dele estar em um barco em pleno alto-mar. Ele me disse que estava estudando os mares e que não havia melhor lugar no mundo para se estudar os mares a não ser em pleno mar.
Visconde me disse que tinha um grande problema. Perguntei qual era e o sabugo falou que o seu saquinho com pó de pirlimpimpim havia caído no mar e ele não conseguia pegar. Então me pediu para pegar. Pulei na água, consegui pegar e voltar para o barco antes de ele ir para outra praia.
Depois de um tempo eu e Visconde nos despedimos e viramos grandes amigos. Passei a lhe visitar uma vez por semana.

Uma Tarde no Sítio

Maria Carvalhosa

Um dia, eu estava indo dormir quando, no meio do nada, a Emília apareceu do meu lado.
– AAAAAhh!-Eu gritei.
– Êta menina, pára de berreiro! Sabe que dia é hoje?
– Sei, eu disse, é o aniversário do Monteiro Lobato, 18 de abril.
– Grrr! Não é Lobato, é LO-BA-TÍS-SI-MO.- Ela disse.
– Tá, não é que você aprendeu muito sobre superlativos no País da Gramática?
– Sim, mas isso não interessa! Agora vamos para o Sítio!
Nesse instante, a Emília me deu um pozinho para eu cheirar (tinha cheiro de fubá) e, de repente, tudo ficou azul depois verde, depois quente e depois frio, depois grande e depois pequeno…
E comecei a sentir o cheirinho dos bolinhos de Tia Nastácia… Quase pedi para a Emilia andar mais rápido, só que nem precisei, pois no mesmo instante bati de cara com o chão do Sítio.
Não estava mais com o meu pijama e sim o meu short preferido e minha blusa predileta. Quando eu levantei a cabeça vi uma casa branca com uma velhinha de mais de sessenta anos de cestinha no colo e óculos de ouro na ponta do nariz. Se você acertou, era a Dona Benta, mas se você não sabia quem era até eu falar vai ter que ler e reler “As Reinações de Narizinho”. Logo conheci D. Benta, Tia Nastacia (eu acertei ela estava fazendo bolinhos), Pedrinho, Narizinho e a turma toda.
Com Emília brinquei de faz de conta, com Pedrinho cacei o Saci, Com Narizinho fui ao Ribeirão, com Rabicó comi uns bolinhos e ouvi as filosofias do Burro Falante.
No final, Lobato apareceu e cantamos parabéns para ele.
E depois ouvimos os Serões:
– Todas as invenções são ampliações do poder da boca, da mão, do pé e até do nariz. -Disse D. Benta
Depois, Lobato e seus personagens autografaram os meus livros e quando eu ia embora, Visconde apareceu e disse que o pó de pirilimpimpim tinha acabado.
– Mas isso não é problema – Disse Emilia – Faz de conta que o pó de pirilimpimpim ainda não acabou!
Imediatamente o famoso pó apareceu na minha mão e voltei para casa.

Eu e Pedrinho

Matheus Fausto

Um dia eu estava na praia e vi alguém muito familiar, alguém que eu já tinha visto em um livro de Monteiro Lobato, mas não conseguia lembrar quem era… Eu via ele brincar com um estilingue e fui perguntar seu nome:
– Oi! Qual é o seu nome?
– Meu nome é Pedro, mas todos me chamam de Pedrinho
– Bem que eu suspeitava! Já te vi em muitas histórias do Lobato.
– Quais?- quis saber ele.
-Em Caçadas de Pedrinho, História das Invenções, Emília no País da Gramática, Reinações de Narizinho…
De repente, ele me interrompeu:
– Ei! O que é aquilo?
– Não sei, está muito longe!
– Eu vou pegar o meu binóculo…Pronto! Peguei!
– O que é?
– Não sei!
– Deixe-me ver…Ei! É um tubarão branco!
– Eba!!! Adoro aventura…Pegue esta espingarda!
– Está bem, mas como chegamos até lá?
Então gritamos juntos:
-Vamos pegar aquele barquinho!
Nós subimos no barco e fomos até o tubarão. Quando chegamos o tubarão nos atacaou e eu disparei uma bala nele. Ele continuou lutando até que Pedrnho acertou uma bala e ele morreu. Nós suspiramos:
-Ufa…!

As Aventuras de Alice e Emília em Nova York

Alice Gastal

Sempre pedi a minha mãe para conhecer o Sítio . E um belo dia ela, finalmente, me levou. Eu fiquei tão feliz!
Durante o caminho eu fiquei pensando” será que esses famosos bolinhos de chuva de Tia Nastácia são tão bons mesmo? E a Emília será que é tão asneirenta? E Dona Benta será que é a melhor contadora de histórias do mundo?”
Chegando lá Tio Barnabé abriu o portão para nós e bem ali atrás estava Emília que logo me levou para comer os bolinhos de Tia Nastácia . Depois, encontramos Dona Benta que nos contou uma historia maravilhosa. Senti falta de Pedrinho e Narizinho. Emília falou que eles estavam em mais uma aventura no capoeirão.
Emília me disse que sonhava em ir para Nova York e eu falei que já tinha ido e amei! E num piscar de olhos Emília jogou o pózinho de ”pirlimpimpim” na gente e nós aparecemos em Nova York, no meio do Central Park. Emília perguntou onde nós estávamos e eu falei que estávamos no parque mais famoso de Nova York . Emília nem quis apreciar a vista, ela já quis ir correndo comprar um cachorro – quente. Depois desse cachorro quente’ da Emília fomos patinar no gelo no Central Park.
Só que não deu muito certo …Emília levou cada tombo que se encharcou inteira. Logo, logo levei ela para secar em um banco. Emília secou rápido e fomos comer em um hotel ali em frente chamado Hotel Plaza.
Comemos, comemos, comemos e fomos correndo ver um especial de Natal no Radio City. Bom, não deu para prestar muita atenção, pois a Emília só sabia falar… Logo depois do espetáculo, fomos correndo para o Sítio.
Quando chegamos lá Pedrinho e Narizinho já tinham chegado. Fizemos uma rodinha. Eles contavam um pouco da aventura deles e a gente da nossa. Demos muitas risadas.

O Saci e Eu

Marina Juppa

Eu estava passeando no parque quando vi o saci…Não acreditei que ele estava ali! Mas eu não podia perder essa oportunidade. Saí correndo e o convidei para ir à praia.
Ele aceitou e no dia seguinte…
Chegamos na praia, alugamos uma barraca e uma cadeira. Sentamos e quem estava do nosso lado saiu correndo quando viu o saci. E eu falei:
– Saci, quer dar um mergulho?
– Vamos – respondeu ele.
Entramos na água, mas logo ele levou um caldo…
– Pode ficar aí que eu vou para a barraca – disse o saci.
Então a festa começou…
O saci roubou as barracas e as cadeiras das pessoas, entrou na água com cuidado e roubou a sunga e os biquines dos banhistas! Depois de armar essa confusão, voltou correndo para o sítio e nunca mais ouvi falar nele…

No Aeroporto

Sofia N. Arruda

Eu ia viajar com a Narizinho, mas como ela é muito certinha, resolvi ir com a Emília para Londres. Ia ser mais divertido …
Lá foi muito divertido e vou contar um pouco do que aconteceu com as peripécias da Dona Emília:
– Peripécias é o seu nariz!
– Emília, deixa eu falar!
Mas… De repente, Emília caiu em uma poça de café e começou a brigar comigo:
– Sooooofia!!! Trate de dar um jeito agora nessa coisa porque eu sou de pano e… Por que você está parada aí? Quer que eu soletre: eu sou de p-a-n-o!!!!
E o pior, se ainda tem pior, Emília começou a falar no ouvido da primeira pessoa que viu passar pela frente, mas ela viu uma pessoa com um copo cheio de alguma bebida e achou que era café. Como o café era que tinha feito a poça, ela abriu a torneirinha de asneiras:
– Seu … Por que você fez isso? Tá querendo arrumar encrenca?! – disse Emília com cara de mau dando soquinhos no ar igual gente grande.
– Emília, aquilo não era café e sim coca cola. Trate de andar logo!
E no avião, as asneirices continuaram, nem te conto…
Chegando em Londres fomos a um museu. Ficamos um tempão lá, olhando e quando estávamos indo embora, Emília disse:
– Sofia, essas coisas que você chama de arte abstata, sinceramente, parece a cara suja do Rabicó depois do jantar…
Preciso dizer mais?

Uma Viagem para a Itália

Valentina Gori

À noite todos estavam dormindo quando a campainha tocou .Ninguém esperava a minha chegada, mas pularam de alegria quando me viram. Fui ao Sítio buscar a Emília porque queria levá-la para esquiar na Itália.

– Emília, está pronta para a viagem que conbinamos há 20 anos atrás?
– Lógico! Vou arrumar a minha mala! -respondeu Emília já indo para o quarto
No dia seguinte, viajamos.
A nossa chegada na Itália foi um sucesso! Todos queriam conhecer a famosa Emília do Monteiro Lobato.
Quando chegamos na minha casa, subimos para o meu quarto para colocarmos a roupa de esquiar. Emília ficou tão enrolada com tanto agasalho que até caiu no chão, parecia uma múmia desmiolada!
Finalmente, chegou o momento de descer a montanha . Aí sim, foi uma grande tragédia… Emília, sem saber esquiar nem me esperou e desceu montanha abaixo. Ela rolou, derrubou várias pessoas e quando chegou no fim, deu uma cambalhota no ar e enfiou a cabeça na neve.Todos começaram a rir.
Emília ficou tão zangada que começou a berrar em italiano:
– PIZZA,MAMMA MIA ,MADONNA,vou embora daqui!!
-Emília,nem deu tempo da gente esquiar juntas!!!!!!!
-Não tô nem aí,preciso voltar para o sítio.Isso daqui é muito complicado.
No dia seguinte, Emília já estava no avião voltando para o sítio.

Saci, Pedrinho e Eu

Rafael

Eu estava no Jardim Botânico quando vi Emília vendendo pó de pirlimpimpim e quis comprar para fazer uma aventura. Perguntei a ela se eu podia comprar e ela disse que sim, só que ela também disse que eu só podia usar uma vez.
Chegando em casa, fiquei pensando que aventura eu iria fazer. Fiquei entediado e fui ler o livro “O Saci”. Pensei: “Já sei, eu vou caçar Saci com o Pedrinho!
Quando cheguei ao Sítio, vi o Pedrinho conversando com o Tio Barnabé. Fui em direção a eles e falei:
– Olá, meu nome é Rafael. Eu também quero caçar o Saci com vocês, posso ir?
– Claro, Rafael! – Falou Pedrinho.
– Mas você tem que me ajudar a pegar.
– Claro, vai ser demais!
Chegando na floresta eu e Pedrinho vimos um redemoinho no ar. Pedrinho jogou a peneira nele e disse:
– Rápido, Rafa! Pega a garrafa!
Eu corri, peguei a garrafa e prendi o Saci dentro dela.
Então percebi que tinha acabado de fazer minha melhor aventura com o Pedrinho e, é claro, com o Saci.