novembro – 2013

A Proposta

Com o Projeto Institucional “Transformações”, as F5 escolheram estudar o Rio de Janeiro, uma cidade que está passando e sempre passou por muitas transformações. E para estudar a história do Rio, era obrigatório trazer Machado de Assis, nosso escritor fundamental. Então, encontramos um livro perfeito para apresentá-lo às crianças: “Joaquim e Maria e a estátua de Machado de Assis”, de Luciana Sandroni. Nesse livro, ela deu vida à estátua que deixou seu pedestal na ABL e saiu para conhecer o Rio, com Joaquim e Maria. Quem não gostaria de ter uma experiência como essa? Foi mais ou menos isso que propusemos às crianças. Pedimos que pesquisassem as estátuas da cidade e convidassem uma delas para um passeio.

Meu Passeio com Millôr pelo Rio de Janeiro

Por Antonio

Eu estava em um domingo tomando um sorvete de creme, quando vi a estátua de Millôr, uma pessoa que eu adoro! A estátua estava sendo inaugurada e eu, claro, cheguei mais perto!
_ Ei, moço, posso tirar uma foto? – perguntei.
_ Claro! – respondeu.
Eu tirei a foto, cheguei bem pertinho da estátua e disse baixinho uma de suas famosas frases.
_ “O pôr do sol é de quem olha”, que nesse caso é você!
Voltei para casa e gritei:
_ MÃE, OLHA A FOTO QUE EU TIREI!!!
_ Nossa! Que lindo, filho, que estátua é essa?
_ É a de Millôr, lá no Arpoador. Linda, não é?
_ Linda mesmo. Agora vem almoçar, senão esfria!
_ Tudo bem, mãe!
Eu almocei, lanchei, tomei um banho, jantei e dormi.
No dia seguinte, eu fui de novo na estátua e disse:
_ Como eu queria que você fosse de verdade.
_ Mas eu sou de verdade!
_ COMO É QUE É?
_ Sim, eu sou de verdade.
_ Meu Deus! Meu Deus!
_ O que foi, menino?
_ Você estátua falando, se mexendo… Isso só pode ser um sonho ou até um pesadelo!
_ Ah, mil perdões, meu nome é Millôr e o seu?
_ Ah, o seu eu já sabia! O meu é Antonio.
_ Prazer, Antonio.
_ O prazer é todo meu, Millôr!
_ Já estou cansado de sentar aqui, deixe-me levantar um pouco e ver a praia.
_ Vamos caminhar pela praia?
_ Já estava esperando por esse convite.
A gente passeou o dia inteiro. Fomos para o mar “ele” só tomou banho, porque é de metal sabe? Todo mundo estranhou, mas dissemos que o Millôr era uma estátua viva, uma das primeiras ou a primeira na praia. “Ele” leu meu texto da escola, que tinha aquela fala dele e foi muito legal! Mas tudo que é bom, uma hora acaba. Já era tarde da noite e ele teve que voltar.
_ Tchau, Millôr!!!
_ Tchau, Antonio!!!

O Grande Michael Jackson

Por Bento

Eu estava dando um passeio, pelo morro Dona Marta, quando encontrei com… a estátua de Michael Jackson.
Fiquei muito feliz de ver a estátua dele pela primeira vez. Me sentei e comecei a conversar:
– Sabe, se eu fosse para o The X Factor (1), eu ia cantar uma música sua, quero dizer, do Michael Jackson… Você acha que eu deveria?
Quando fiz minha pergunta, vi que ele fez um movimento com a cabeça para cima e para baixo, formando um… sim!
Não acreditei naquilo, mas não consegui pensar em nada, naquela hora, além de que eu devia estar maluco. Não consegui evitar e soltei um grito. Contei para minha mãe e ela disse que era só coisa da minha imaginação:
– Tá bom – disse eu um pouco mais calmo.
Naquela noite não consegui dormir, pois fiquei pensando na estátua, então, decidi provar pra mim mesmo que aquilo era real. Sendo assim,  eu saí de casa e fui atrás dela.
Quando cheguei lá, fiquei parado por horas até que ele, finalmente, falou comigo:
– Oi, como vai?!
– Santo Deus!!! Você fala???!!!!
– É claro que sim, meu jovem.
– Você canta também?
– Não, filho, não sou “o” Michael Jackson, sou a estátua dele. Mas meu sonho sempre foi cantar em público.
– Podemos ir a um KARAOKÊ, se quiser?!
– Mesmo?
– Claro, por que não? Estou totalmente livre.
– Poxa, obrigado.
Chegamos ao Karaokê, a estátua escolheu a famosíssima música BEAT IT. Quando ele começou a cantar, o único som que saiu, foi aquele barulho horrível de ferro sendo arrastado pelo chão. Por isso segurança nos expulsou de lá.
Michael ficou muito triste, então, resolvi mostrar para ele as maravilhas do Rio de Janeiro. Vimos a maravilhosa natureza do Jardim Botânico e do Mirante Dona Marta, passeamos pela beleza da Lagoa Rodrigo de Freitas e por fim, fomos ver o nascer do sol na Praia do Arpoador.
Quando acordei estava na minha cama, na minha casa, com um bilhete do meu lado:
Obrigado por tudo   :- )
Ass: a estátua de m-j.

(1) Competição de canto realizada em diversos países.

Estátuas Colossais

Por Bernardo 

Tudo começou em 28 de outubro de 1886 e depois em 12 de outubro de 1931. essas duas datas levarão a nossa historia. A primeira data foi da Estátua da Liberdade sendo fundada, e a outra data é a do Cristo Redentor.
Lá em Nova York, um turista americano chegou de sua viagem ao Rio, e a primeira coisa que fez, foi rever a Estátua da Liberdade:
– Aff, o Cristo é bem melhor.
Quando a estátua ouviu aquilo, ficou pasma: “como uma pessoa da sua própria cidade poderia achar a outra melhor?”. Não esperou. Na madrugada, quando sua visitação foi fechada, lá foi a estátua andando pelo mar até o Rio.
De manhã, em Copacabana, o sol começou a nascer. Dava para ver a Estátua da Liberdade andando pelo mar. Carlos Drummond de Andrade que estava sentado no calçadão a interrompeu :
– Ei, você não pode andar pelo Rio assim!
– Assim como?
– Assim, gigante… diminua de tamanho e a deixo passar.
– Como eu vou diminuir de tamanho ?
– Use seu objeto mágico.
– Como é que eu vou saber qual é meu objeto mágico?
– Sei lá, deve ser essa tocha ou esse livro.
A estátua abriu o livro e bambum!!! A estátua diminuiu de tamanho.
– Agora sim. Pode entrar – falou Drummond.
E lá foi a estátua toda perdida.
Quando finalmente avistou o Cristo Redentor, correu e correu até chegar bem perto dele. Então viu que realmente era tremenda a beleza daquela estátua.
Na hora ela se apaixonou pelo Cristo e o Cristo se apaixonou por ela. A partir daquele momento passaram, ela e ele, o resto do dia juntos contando histórias, rindo… Namorando.
Mas a estátua tinha que voltar para Nova York. É aí que eu entro:
– Meu Deus!!! Estátuas vivas!!!
– Calma, meu menino. Ah! Você pode levar a Liberdade até o mar, por favor?
– Ccccclaro.
Dito isto, a Liberdade deu tchau ao Cristo e foi comigo embora:
– Tchau, Cristo, meu amor!
– Adeus, Liberdade…
No dia seguinte em Nova York…
– Extra! Extra! A Estátua da Liberdade voltou e agora mudou de posição. Está olhando para o Rio de Janeiro e ninguém sabe o porquê.

A Estátua de Michael Jackson

Por Dóris 

Eu estava passando por uma banca de jornal quando deu a notícia de que a estátua do Michael Jackson havia desaparecido. Fiquei preocupada, mas quando olhei para trás a estátua estava bem ali. No início fiquei assustada, mas depois ela começou a conversar comigo. Ficamos amigos. Ela me disse que estava muito animada para conhecer o Rio, então fomos a vários lugares divertidos, primeiro ao karaokê, depois à sorveteria do shopping e também ao Hot Zone.
Quando estávamos na praia, a polícia chegou e quis levá-lo de volta, mas ele se fez de estátua viva e os policiais acabaram indo embora. Então perguntei:
-Você não quer voltar para casa?
-Não, estou me divertindo muito! – respondeu ela.
-Mas você não pode se esconder para sempre, né? Na verdade, por que você saiu de lá?
-Eu não gosto daquela vida, muita gente me fotografando e pombos pousando em mim.
-Mas, você não vai precisar se esconder mais, você precisa se enturmar com o pessoal da comunidade, tem uma mulher chamada Nívia que faz um bolo maravilhoso, vai comer bolo com ela, ela trabalha lá na escola em que estudo.
-Então está bem, vamos voltar para lá.
Então a estátua voltou ao seu lugar e toda terça come bolo com a Nívia.

Minha História com uma Menina, por Machado de Assis (a estátua)

Por Flora

Em um dia comum, não dia de trabalhador, dia de estátua, eu, no caso. AH! Esqueci-me de apresentar-me, sou a estátua de Machado de Assis(1), e, vou lhes apresentar uma história sobre um encontro, um encontro com uma menina adorável. Está bem, está bem, vou começar logo a história antes que vocês, queridos leitores, desistam de mim.
Em um dia comum, não dia de trabalhador, dia de estátua, eu, no caso. Estava em minha casa, no caso, a Academia Brasileira de Letras(2), algumas semanas depois de uma triste despedida de Joaquim e Maria(3), quando uma menina, menina pequena, me viu e ficou maluca, disse para sua mãe que já tinha me visto na Rua do Ouvidor(4) e queria falar comigo. Naquele minuto sua mãe riu, e disse que estátuas não estão vivas, só são esculturas de pessoas importantes que não existem mais (isso é uma ofensa muito grande para todas as estátuas do mundo!), depois falou que ia buscar um café com sanduíche e que era para a menina esperar na minha frente. Assim, claro, a menina aproveitou a oportunidade e começou a conversar comigo, e eu que adoro uma conversa comecei a falar, e falar…aí ela me disse que queria me mostrar mais um pouquinho mais da cidade.
Eu na hora aceitei, porque não existe coisa melhor que um passeio pelo novo Rio. Então, saímos e pegamos um tal de táxi, que para mim, particularmente, é um máximo porque não passava de um bonde particular. Fomos para um tal Shopping da Gávea(5), e, fiquei pasmo com tantas luzes. Tinha até escadas vivas!
Depois de muita diversão, a menina se lembrou que sua mãe estava lá na Academia Brasileira de Letras e precisava voltar. Eu falei que precisava voltar também. Então pegamos outro taxi e voltamos para minha casa.
Lá, a mãe da menina estava esperando completamente desesperada, e levou sua filha para casa.
Mais tarde quando já estava escuro e todos já tinham ido embora, eu fui à biblioteca e escrevi este texto.
Obrigado por ler, querido leitor.

1. Grande escritor carioca
2. Lugar onde é localizada a estátua de Machado de Assis
3. Livro Joaquim, Maria e a estátua de Machado de Assis, de Luciana Sandroni
4. Rua muito famosa nos livros de Machado e na história do Rio
5. Lugar de compras localizado na Gávea

Mariano e Bellini

Por Mariano

Um certo dia estava indo para o Maracanã ver um jogo Brasil e Inglaterra. Na entrada que eu estava, tinha a estátua do Bellini e quando ia passar por ele eu ouvi um sussurro:
– Ei! Você do sapato azul!
Eu achei estranho e continuei andando, mas vi que meu sapato era azul, então, fui até ele e falei:
– Oi?!
Ninguém respondeu, então, eu vi o jogo que, por acaso, deu empate de 0x0.
Na saída, ele não estava mais lá, estranhei. Vi que ele estava atrás de mim, me perseguindo. Peguei um táxi e fui para a minha casa. Ele continuava me perseguindo. Subi para a minha casa e ele ainda estava me seguindo. Então, tive que deixar ele entrar.
Ele me contou sua história toda, que tinha nascido em Itapira, dia 7 de junho de 1930, que vencera a 1ª Copa do Mundo para o Brasil e também que, quando ganhou a taça Jules Rimet, fez uma das marcas do futebol brasileiro, levantando-a com as duas mãos sobre a cabeça.
Depois de tudo isso eu falei:
-É melhor nós sairmos da minha casa, vamos visitar os parques do Jardim Botânico!
Ele concordou com a ideia, então, fomos para o Parque Lage. Demos uma volta, vimos micos, abelhas, borboletas etc. Fomos até lá em cima, onde fazem os piqueniques. Peguei uma bola, que eu encontrei no chão solta e muito velha, e começamos a jogar. Realmente, até a estátua dele era boa de bola. Eu perdi de 20×3.
Depois descemos e fomos até o Jardim Botânico. Eu comprei minha entrada, mas ele entrou como estátua viva. O primeiro lugar onde nós fomos foi até aquelas traíras.
Se alguém entrar aí, adeus, morreu! – eu disse.
Sem eu perceber, ele entrou no lago e respondeu:
– Eu não, lá, lá, lá, lá, lá, lá… – então foi saindo e falou – Ai, doeu!
Fomos também ao Jardim Japonês, ele adorou.
Então pegamos um táxi, fomos ao Maracanã. Ele voltou para sua posição e eu para minha casa. Nesse momento minha mãe perguntou:
– Filho, o que você fez hoje?
– Ah, mãe, vi estátuas andarem.

Um Dia com o Cristo

Por Marina

Um dia fui ao Corcovado, eu tinha 15 anos. Meu nome é Morgana e vou contar uma história. Cheguei lá em cima e disse ao Cristo:
-Oi!!! Se pudesse me ouvir seria sinistro.
-Eu posso!
-Como?
-Podendo, ué?
-Meu Deus, estou ficando maluca!!!
-Não está.
-Estou sim.
-Não está! Vamos parar de discutir, por favor!Me faz outro favor? Me apresente o Rio de Janeiro!
O Cristo fez uma mágica e ficou do meu tamanho. Primeiro, fomos ao Pão de Açúcar e ele amou! Depois fomos ao Aterro do Flamengo, ele amou também e, por fim, fomos a praia de Ipanema:
-Nossa, é linda a cidade de perto!
O passeio fez bem a ele que se sentiu vivo pelo menos uma vez na vida.

Zumbi?

Por Nina

Em Janeiro de 2013, eu estava saindo do Sambódromo, à noite e, de repente, ouvi gritos como se fossem para chamar uma multidão. Mas, quando fui chegando mais perto do som da voz, eu vi que era um homem só. Mas esse homem não era um homem, era uma estátua do …Zumbi dos Palmares!
– Quem é você?
– Eu sou um líder, o líder da resistência dos negros africanos contra a escravidão. Eu sou um marco na história do Brasil, eu sou o Francisco, ou como vocês gostam de chamar, Zumbi dos Palmares. E você, quem é?
– Meu nome é Dandara.
– Esse nome já me trouxe tanta alegria…
– Por quê?
– Esse era o nome de minha esposa.
– Mudando de assunto, como você, uma estátua, está conseguindo andar?!?
-Todas as estátuas podem agir como humanos.
– Zumbi, eu nunca entendi o seu nome. Por que te chamam de Zumbi?
– Porque na minha língua, Zumbi quer dizer fantasma, assombração, e depois de minha morte as pessoas diziam que continuavam a me ver andando na rua de noite.
Eu e o Zumbi passeamos pelo Rio de Janeiro inteiro. No fim daquele dia, eu acreditava em qualquer coisa!
Até hoje, eu continuo o visitando. Toda as quartas, à tarde, nós vamos à Confeitaria Colombo.

Pedro e o Cristo

Por Pedro

Era uma vez um garoto de 10 anos chamado Pedro.
Ele estava no Cristo com os pais, quando de repente viu o Cristo mexendo a mão. Achou estranho e falou baixinho:
– Será que estou vendo coisas?
Olhou de novo e viu o Cristo mexendo a mão novamente. Foram embora e Pedro ficou pensando nisso. Queria voltar, mas sua mãe não deixou. À meia-noite todo mundo estava dormindo, então, Pedro voltou ao Cristo.
Lá, o Cristo começou a andar em direção ao garoto e ele ficou com muito medo do Cristo pisar nele. Ele estava quase chegando, quando parou, começou a diminuir e ficou do tamanho do garoto. Os dois começaram a conversar e Pedro falou:
– Amanhã é seu aniversário, né?
E o Cristo respondeu:
– Sim.
– Quantos anos?
– 80 anos.
– Nossa, 80 anos!
– Você quer dar uma volta pelo Rio?
– Sim, quero muito.
– Vamos.
E os dois foram andando.
Primeiro foram à praia do Arpoador e tomaram um gostoso banho de mar. Depois foram conhecer o centro, mas como o cristo estava com uma fome, foram se deliciar na Colombo. Por último, foram ao Pão de Açúcar, desceram de bondinho.
– Foi o melhor passeio do mundo! – o Cristo falou. – Mas eu tenho que ir. Tchau!
-Tchau! Foi muito legal passear com você! – respondeu o Pedro.

Estátua da Liberdade vem para o Brasil

Por Rafael

Um belo dia eu recebi um e-mail. Quando eu fui ver de quem era, era um nome bem estranho, só depois fui ver que era da Estátua da Liberdade. Fiquei muito surpreso, e ansioso para ler. Achei que ia estar tudo em inglês, mas não, estava tudo em português.
No e-mail estava escrito que ela viria para o Rio de Janeiro, na próxima semana e gostaria que eu fosse buscá-la no aeroporto.
Uma semana depois, saí de Salvador, onde moro e lá fui eu. Quando a vi pegando sua mala no Galeão, fiquei muito contente e comecei a cantar “Garota de Ipanema”. Ela me ouviu cantando, também ficou muito feliz e logo veio me abraçar. Fomos deixar a bagagem dela no hotel e passear pelo Rio.
-Nossa, que cidade maravilhosa, Vinícius!
-É, né!?
-Amei essa vista de Ipanema!
-Vamos tomar um chope e comer uma batata frita, Liberzinha?!?
-Não, obrigada, Vina! Não como fritura e não tomo cerveja.
-Ah, então, vamos no ”Delírio”, é logo ali na próxima esquina e lá é cheio de salada que você gosta, você vai adorar!
-Então vamos lá, #partiu!
Os dois foram até o Delírio conversando:
-Liberzinha, em que ano você nasceu? E onde você mora?
-Eu nasci em 1886 e eu moro em Nova Iorque, norte dos Estados Unidos.
-E quanto você mede?
-Eu meço noventa e três metros.
Enfim, eles almoçaram uma deliciosa refeição e foram dar um “rolé” no Pão de Açúcar.
-Eu estou encantada com esta vista maravilhosa da Baía de Guanabara e do Cristo Redentor!!!!!
-Eu sei eles são lindos mesmo, amanhã, eu acho que nós podemos ir no Cristo!
Um dia depois… Lá no Cristo…
-Que vista!!!!!!!!! – disse a estátua da Liberdade desmaiando.
-Socorro, socorro! Nós temos que levá-la para o hospital! – disse a estátua de Vinicius.
De noite, a estátua de Carlos Drummond de Andrade foi fazer uma visita levando belas rosas e recitando sua magnífica poesia: “No meio do caminho”.
E os dois se apaixonaram, e viveram felizes para sempre!

O Menino e o Cristo

Por Rodrigo

Num dia de sol, Alexandre um menino de 15 anos que morava no Leme, decidiu ir ao Corcovado, ver o Cristo Redentor. Quando ele entrou no carro sua mãe pediu:
– Filho, você pode buscar a máquina fotográfica para mim, por favor?
Então ele foi até o quarto da mãe e buscou a máquina fotográfica.
Um tempo depois, já no Cristo, ele disse:
– Olá, Cristo! Ah, como você fosse me responder!
– Olá, qual é seu nome?
– O quê? Você me respondeu?!
– Sim, mas qual é seu nome?
– Alexandre. Você que sair comigo, Cristo?
– Como? Eu sou gigante.
– Você não consegue diminuir?
– Posso tentar.
Um minuto depois, a estátua estava do tamanho de Alexandre.
– Vamos?
– Vamos!
Então eles caminharam até o Leme
– Eu moro aqui, Cristo
– Nossa que bonito!
– E, eu amo muito morar aqui!
– Você gosta de ir à praia?
– Sim, eu vou muito à praia
– Ai, meu Deus!
– O que foi Cristo!
– São 7h30!
– Corre, temos que chegar até o Corcovado antes das 8h.
Então os dois pegaram um ônibus e foram até o Corcovado.
– Então, é isso, né, Cristo?
– É sim, Alexandre.
Eles se despediram e prometeram se encontrar mais vezes.

Alencar no Novo Rio

Por Sofia Berwanger

Em um dia de sol, Luíza e Pedro estavam passeando pelo Largo do Machado, quando viram uma praça com carros passando por todos os lados.
Luíza, curiosa, foi correndo para apreciar a praça:
– De quem é essa estátua?
– Como você não sabe quem é ele?
– Não sei quem é, mas deve ser muito velho!
– Sou mesmo, minha cara!
– Quem disse isso?
Luíza estava muito confusa!
– Desculpe, não me apresentar, eu sou José de Alencar.
– José de Alencar? Mas ele já não estava morto?
– Sim, mas estou aqui como estátua!
– Em carne e osso?!
– Não, em bronze e oco.
– Meu amigo Pedro te adora!
– E você, minha cara, qual é o seu nome?
– Eu sou Luíza Gonçalves.
– Que belo nome!
– Obrigada!
– E esse seu amigo Pedro, onde está?
– Está logo ali, bebendo água de coco. O senhor quer que eu o chame?
– Por favor!
– Já volto! Pedro!!!
– Que foi Luíza?
– Vem aqui. Estou conversando com José de Alencar!
– Claro?!
– É sério, só vem aqui! Olha, deixa eu falar com ele. José!!!
– O que foi minha cara?
– Meu Deus, ele fala mesmo!
– Sim, meu caro… Pedro!
– Você quer conhecer o Rio?
– Luíza, não é assim que se fala com um escritor!
– Tudo bem, Pedro. Eu adoraria.
– Tá, então desce daí!
– Me ajudem, eu estou sentado aqui há anos!
– Ok, espere um pouco.
Luíza e Pedro o ajudaram a descer.
– Que tal seguirmos para o Corcovado?
– Não sei não, Luíza, deve estar cheio.
– Corcovado? No meu tempo isso era so um morro.
– É, o Corcovado.
– O que é isso?
– Nossa, você é velho mesmo!
– Luíza!!!
– Tudo bem, vamos para esse tal de Corcovado!
Então, o trio entrou no ônibus e seguiu para o Corcovado
– Que estátua enorme é essa?
– É o Cristo Redentor!
– Vamos pelo elevador?
– Elevador?
– É elevador, uma “caixa” em que você entra e ela sobe e desce.
– Tem certeza que isso é seguro?
– Claro!!!
– Vamos, José, vamos, Luíza!
Alencar estava morrendo de medo daquela “caixa” cair.
– Já chegamos?
– Já!
– Saia, José, e aprecie a vista!
– Nossa é lindo e alto. Vamos descer?
O trio desceu e seguiu para o Pão de Açúcar. Lá entraram no bondinho que começou a andar.
– Como isso anda?
– Pergunte para Luíza!
– Luíza, como isso funciona?
– Ah, são cabos de aço que carregam o bondinho.
– Vamos voltar, Alencar, logo vão começar a dar falta de você.
E assim Alencar viveu um dia de gente de verdade!

A Estátua do Chacrinha

Por Sofia Coelho

Em um belo dia, eu estava fazendo o que eu sempre fazia: olhar para o esgoto.
Na verdade, eu nem sei se aquilo é um esgoto, ou um canal, ou um sei-lá-o-quê.
Oh, desculpe, nem me apresentei, eu sou o Chacrinha, seu apresentador de TV favorito! Quer dizer, a estátua dele… Bem, mas voltemos à minha história.
Eu estava olhando para o esgoto e aí eu me perguntei: “O que eu estou fazendo parado aqui?” (Eu sou uma estátua, então, era isso que eu tinha que fazer, mas não aguentava mais!)
Então, eu saí de lá escondido.
Nesse mesmo instante chegaram uns caras e disseram: “Ei, você viu o programa do Faustão ontem?” e o outro respondeu: “Claro, ele é o melhor apresentador de TV do MUNDO.”
A palavra “MUNDO” ecoou na minha cabeça. Eu precisava me juntar àquela pessoa.
E afinal, “na televisão nada se cria, tudo se copia.”
Então eu encontrei o tal Faustão.
-E aí, Faustão? – eu disse.
O Faustão se assustou, quase teve um enfarte, mas depois de tudo explicado, ele se acalmou.
-Então, você é a estátua do Chacrinha?
-Sim, eu vim aqui porque eu quero me juntar a você.
Aí, nós nos juntamos e fizemos um programa de sucesso.
Uns dez anos depois eu disse a ele:
-Bem, eu tenho que voltar para o lugar da onde eu vim.
Nós nos despedimos e eu voltei pr’aquele lugar.
Um tempo depois eu fui movido para uma praça e para meu espanto adivinha que estátua apareceu do meu lado? A estátua do Faustão!!

A estátua do Zico

Por Thomaz

Amanhã é o aniversário do Zico, o grande e eterno ídolo rubro negro e hoje é a inauguração da sua segunda estátua no Rio de Janeiro. Durante a madrugada, eu resolvi chamá-la de brincadeira e me assustei quando ela veio até mim como se tivesse vida.
Ela, a estátua do Zico, então, correu em direção ao Maracanã, dizendo que era urgente. Chegando lá, começou a conversar com sua outra estátua, que lhe deu uma bolada de bronze. As duas entraram no campo e viram a estátua do Pelé goleando a do Taffarel.
Era um futebol de estátuas entre alguns ídolos. Todas se separaram em posições para fazer o jogo do milênio, mas a polícia viu o estádio aceso e desconfiou.
Só que quando a polícia entrou, elas estavam todas paradas feito… estátuas.

“No Mar Estava Escrito uma Cidade”

Por Vítor

– Ah, mãe! Praia? Não posso ficar aqui jogando
videogame? – disse Carlos que é um amigo meu.
Ele tem 14 anos, e odeia o Rio de Janeiro. Não
entendo como, não entendo o porquê, mas é
verdade.
– É sempre a mesma paisagem, sempre o mesmo repeteco. – insistiu.
-Sabe onde fazem esses videogames? Nos Estados Unidos. E sabia que muita gente de lá vem para cá só por causa das praias? – sua mãe sempre tentava o convencer que o Rio é legal, mas nunca conseguia.
-E daí? Não vou e pronto. (Corre, ouriço!)
-Vai sim, senão eu te puxo e vou junto! – ameaçou sua mãe.
-Não, não! Já estou indo, mamãe!
Rapidamente Carlos levantou, achava melhor ir sozinho, e já podia. Pegou o dinheiro e caminhou para a porta.
-Tchau, mãe! Até de noite!
-Tchau, filho, se você passar o dia passeando pelos pontos turísticos, eu prometo que te dou aquele portátil 3D geração X que você tanto pede.
-U-hu! Valeu mãe, falou!
-Juízo, viu?
E ele foi mesmo. Pegou o ônibus para a Orla de Copacabana. Ainda era cedo, 10 da manhã, comprou um picolé de limão e foi tomando pelo calçadão. Eu também estava passeando pelo calçadão com a minha prima, Ivana, e ao contrário de Carlos, nós adoramos o Rio. E principalmente ela, que é de São João de Meriti, na Baixada. Sempre que ela vem, aproveita ao máximo.
O dia era ensolarado, mas soprava uma brisa fresca, deveria estar uns 28 graus. Estávamos na altura do posto 6 quando nos esbarramos.
-Bom dia, Carlos! – dissemos.
-Bom dia… – ele respondeu desanimado.
-Tudo bem? – perguntou Ivana.
-Tudo, só andando pelo calçadão.
-E aí, quer conversar com seu xará Drummond? – eu disse, apontando a estátua.
Carlos aproximou-se, sentou-se e disse:
-Bom dia. Dia ordinário, não?
-Nunca é ordinário um dia na Praia de Copacabana. Aprendi isso com o próprio Drummond! -disse a estátua.
-Peraí, disse “A ESTÁTUA”? – indagou Ivana
-A-es-tá-tua-fa-lou…? – disse Carlos, trêmulo.
-Pelo visto sim… – eu disse me aproximando.
-Porque não falaria? Estava contrariando esse cidadão. Problema?
-Mas você é uma estátua! – disse Ivana, surpresa.
-E isso me impede de argumentar? Prazer, representação da pessoa de Carlos Drummond de Andrade.
-Você é o Drummond? – perguntou Carlos, ainda meio trêmulo.
-Não, como disse, só a estátua dele. Mas já li tudo que ele escreveu, sua biografia e tudo mais. E conversei sobre ele com alguns que sentam por aqui.
-Voltando ao assunto, o Rio sempre é a mesma coisa. Nunca nada de bom acontece por aqui.
-Mas que heresia com a sua nação! Nunca imaginaria que um cidadão brasileiro falaria tal calúnia! Tal calamidade! Que absurdo! E eu que queria conhecer o Rio…
-Acho que um Carlos tem que dar uma volta pela cidade. – eu disse.
-Qual deles? – perguntou Ivana.
-Ambos.

Estátua da Liberdade e o Cristo

Por Yasmin

– Amiga, fiquei sabendo que está vindo um fotógrafo muito famoso do Brasil que tira fotos de estátuas!
– Ih, tô ferrada, odeio fotos, quando vejo esses “paparazzi” de helicóptero, tenho vontade de acender a minha tocha (não sei como!) e jogar nas câmeras deles!!
– Você não quer tentar aparecer na foto?? Você odeia tirar fotos?
– Pelo contrário!! Eu quero, é tirar uma foto sentada no ombro dela!!
– EU que não gosto de fotos!
– Quem? – perguntaram as meninas ao mesmo tempo.
– Eu, a estátua!
– Ahahahahahahah, uma estátua que fala!! Vamos embora!
A estátua ficou aliviada, quando escutou “vamos embora”, porque ela não aguentava mais aquela voz.
– Quando der meia noite, eu vou fugir.
“Eu escutei direito?! A estátua vai fugir?! E para onde ela vai?”
– Vou fugir para o… Não sei direito. Ah! Rio de Janeiro!
“Será que ela precisa de um namorado? Porque se sim ela pode encontrar com o Cristo!”
– À meia noite! Vou pegar o avião, ou eu posso ir andando… Mas, prefiro de avião.
No aeroporto:
– Voo para o Rio de Janeiro, por favor portão oito. Última chamada, portão para o Rio de Janeiro, portão…
– Oito! Tá, tá, tá! Eu não sou surda! É o meu.
– Por favor, senhor, passagem.
A estátua fez uma cara de raiva.
– Em primeiro lugar, eu sou uma senhora! Porque não existe o estátua, e sim a estátua! E em segundo lugar, como assim “passagem”? Ninguém me avisou nada!
A moça fez uma cara não muito boa.
– Onde eu compro a passagem?
– Ali.
A moça acompanhou a estátua.
– Três passagens, por favor.
– Três passagens?!
– É que… Eu sou muito grande.
– Desculpe…
– Senhora!
– Não posso dar três passagens para uma pessoa.
– Está bem, você ganhou. Meu marido e meu filho estão no banheiro.
– Ok, toma.
A estátua foi correndo para o portão oito. Mas quando chegou o avião já tinha ido. Ela ficou muito chateada, mas conseguiu outro voo.
Muitas horas depois…
– Olá, meu nome é comandante William, estou anunciando que vamos pousar em poucos minutos.
Chegando ao Rio de Janeiro, a estátua viu o Cristo colorido (toda noite ele fica de uma cor) e ficou com vontade de ir até lá. Mas, um pequeno detalhe, a estátua não sabia que aquela estátua era o Cristo.
– Oi, estátua, que deve estar de braços cansados!
“Quem é que está me chamando?” O Cristo pensativo, pensou e pensou “para conseguir gritar tão alto tem que ser… Ah! Não sei.”
Finalmente, a Estátua da Liberdade subiu até o Cristo. Ficou tão cansada que desmaiou, o Cristo ficou tão preocupado que a levou para o hospital.
No hospital, o Cristo pediu a estátua em casamento, e eles viveram felizes para sempre.

Michael Jackson e Freddie Mercury

Por Vicente

Um belo dia, eu acordei inspirado para escrever uma música, o que seria ótimo, se eu não fosse uma estátua. Bom, pelo menos eu sou uma estátua importante, de um astro do rock: Estátua do Freddie Mercury.
Eu estava entediado dessa rotina, acordar, tirar foto, receber flores. Todo dia é a mesma coisa.
E resolvi sair do meu pedestal. Aquela rotina estava me enlouquecendo. Saí  do pedestal e fui para o Rio de Janeiro tentar encontrar Michael Jackson, meu parceiro.
Achei uma boa ideia pegar um avião que ia para lá. Primeiro me joguei no mar que fica na minha frente, depois fui nadando até chegar ao aeroporto mais próximo e me meti dentro dele (eu havia me secado).
Entrei no bagageiro de um avião. A viagem durou horas. Ao chegar ao Rio, encontrei a estátua de Santos Dumont. Coitado! Ele era cabeça pura. Continuei andando até chegar ao Morro Dona Marta, onde encontrei a estátua do meu brother, Michael Jackson.
A gente ia formar uma gangue, mas um garoto belíssimo, chamado Vicente, nos alertou que não era uma boa ideia. Então, resolvemos vender refrescos de manga, com gosto de tamarindo e sabor de goiaba. Foi muito, muito radical.