Dezembro de 2012

A proposta

As leituras do livro “Cinco Semanas em um balão” e do texto adaptado “Meus balões” foram nossas fontes de inspiração. Foram tantos sonhos, tantas paisagens, lugares e povos diferentes… Tantas foram as viagens de balão que vivemos pelas mãos de Julio Verne e Karen Acioly que decidimos nós mesmos viver uma viagem só nossa!E é claro que não poderiam faltar em cada história muita aventura, emoção e uma dose de humor!

À memória de Tatiana

Tatiana Grinberg Limoncic

Estava andando tranquilamente comendo o meu pão de queijo, quando o novo prefeito de Frankfurt, na Alemanha, Leonardo Swithed, me fez uma proposta:

– Eu proponho que você faça uma viagem de balão, que começa em Kalgoorlie , Austrália, e termina em Nova Iorque, Estados Unidos. Você passará por cima da África e da Europa.
– E o que eu ganharei como recompensa? – Perguntei.
– Depende. Como você pretende fazer a viagem, senhorita?
– Bom, não pretendendo fazê-la sozinha, iria chamar algumas pessoas.- Respondi ainda pensando na proposta do prefeito.
– Então eu teria que dar recompensas para os outros? – Perguntou o prefeito preocupado.
– Não sei. Primeiro teria que fazer a proposta, te mando uma carta – Disse.
– Tudo bem, estou aguardando ansiosamente, foi um prazer – Disse Swithed.
– O prazer foi todo meu – Respondi.

Três meses depois o prefeito recebe a carta e lê em voz alta.

“Querido Swithed , nós, eu,Tatiana Limoncic, Marina Juppa e Sofia Quintas, decidimos aceitar a sua proposta com algumas condições.

Primeira condição: você e seu governo irão financiar todos os suprimentos incluindo a construção do balão; segunda condição: nós três iremos receber recompensas,e terceira condição é que o nosso “passeio” seja seguro.”

A resposta do prefeito foi bem simples:

“Tatiana, Marina e Sofia prometo todas as condições. Quando começamos?”
Em dez meses e cinco dias o balão estava pronto , nós nos despedimos dos nossos familiares e partimos.

– Tá, gente, temos que dar um nome para o balão!- Diz Sofia.
– Que tal nós darmos o nome depois da viagem, assim nós já vamos tê-lo conhecido melhor – Diz Marina.
– Boa ideia – Respondi.

A viagem prosseguiu calma,o vento batia suave nos nossos rostos, nós estávamos no balão há duas semanas, e de acordo com o mapa estávamos começando a passar por cima da África, quando de repente Sofia sentiu uma leve queda do balão.

– Vocês sentiram isso?-Pergunta Sofia.
– Sim- Digo.
– E você, Marina? – Pergunta Sofia.
– Também senti – Respondeu pálida.
Sem sentir, estávamos caindo lentamente, e eu, que aceitei a proposta, estava começando a ficar nervosa.
– Pelo menos sabemos quem culpar,certo?- Pergunto nervosa.
– Claro! Você!- Grita Marina.
– Não!! – Berrei, mas, infelizmente, os nativos ouviram lá de baixo. Marina e Sofia começaram a chegar para trás, quando de repente o balão estava desequilibrado.

Quando me toquei, eu estava caindo, Sofia e Marina estavam gritando lá de cima do balão.

“ Tudo vai dar certo, não vou morrer, os nativos são legais.” Eu pensava repetidamente.

Lá de cima do balão, Marina e Sofia estavam ficando preocupadas:

– Por que não existe um botão para voltar no tempo? – Pergunta Marina.
– Porque nós somos garotas de dezesseis anos no século dezoito.-Responde Sofia.

Me dei conta que ia morrer em instantes e assim foi.
Se você quiser saber o que aconteceu com Marina e Sofia pergunte a elas por que eu já não estava mais lá para te contar.

Minha primeira viagem de balão

Marina Intrator Juppa

Convidei duas amigas minhas para a minha casa: a Tatiana e a Sofia. Estávamos planejando há algum tempo viajar. Mas não seria uma viagem comum, seria uma viagem de balão.

Era dia primeiro de abril e o planejado era viajar dia cinco.

O balão já estava pronto, só faltava botar a água e a comida nele.
Nosso percurso era: sairmos do Piauí, ir para a Bahia, da Bahia vamos para Minas Gerais, lá vamos descer o balão para dormirmos. Subiremos o balão e vamos para São Paulo, de São Paulo para Paraná, do Paraná para Rio Grande do Sul, e do Rio Grande do Sul chegaremos ao Uruguai.

Chegou o grande dia, eram 5h30m da manhã. Subimos no balão e a viagem começou.

– Estou esfoemada – disse Sofia.
– Nós temos que economizar comida – falei.
– Estou com muita fome! -falou Sofia.
– Coma uma banana – disse Tatiana.

Sofia comeu apenas uma banana. O dia passou, várias perguntas e muitas respostas. A noite chegou. Nós fomos dormir. Sofia e eu deitamos no chão do balão, quando Tatiana perguntou:

– Nós não vamos dormir aí no chão, né?
– Onde você quer dormir? – perguntou Sofia.
– Vamos descer o balão!- disse Tatiana.
– Ah! Não inventa! – falei.

Passaram-se quatro dias e, finalmente, chegamos à Bahia.
Lá, descemos o balão e dormimos duas noites.
Uma velha que nós não conhecíamos saiu correndo atrás da gente querendo viajar conosco quando soube que iríamos passar pelo Paraná.

Explicamos a ela que não dava porque senão o balão ficaria muito pesado e ele não conseguiria subir.
Fomos para o balão, porém a velha não gostou da nossa resposta, saiu correndo e… Se pendurou no balão!
Nós não vimos nada, então botamos o balão no ar.

Quando o balão já estava bem alto, ouvimos um grito:

– AAAAAAAAAAAAAH!!!!!!! Me ajudem!!!!!!
Foi aí que percebemos que a velha estava pendurada no balão.
Não queríamos matá-la, então jogamos um pouco de água fora para deixar o balão mais leve e puxamos a velha para dentro do balão.

A velha não era chata, mas tinha um problemão: NÃO PARAVA DE COMER!
Não iríamos abandoná-la, então passamos por Minas Gerais e depois de alguns dias chegamos a São Paulo, quando Tatiana gritou:

– AAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!
– O que houve? – perguntou Sofia.
– A velha acabou com a comida – disse Tatiana.

Todas se desesperaram.

– Vamos dormir e depois descemos o balão em busca de comida – Falei.
Dormimos todas, mas quando acordamos vimos a velha desmaiada no balão.

– Provavelmente morreu de fome – disse Tatiana.
– Mas só passou uma noite – eu disse.
– Do jeito que essa velha é esfomeada… – disse Sofia.

Todas começaram a chorar, mas não podíamos deixar um cadáver no chão do balão, então resolvemos tacá-la lá de cima.

Descemos o balão e gastamos bastante dinheiro comprando alimentos.

Chegamos ao Paraná, só faltava chegar ao Rio Grande do Sul e depois ir para o Uruguai.
Fomos botar o balão no ar quando Sofia disse:

– Olha que pássaro bonito!
– Gente, precisamos fazer algo. É um papagaio de cara roxa, ele bica muito, vai furar o balão – disse Tatiana.
– Vamos espantá-lo – falei.

Mas já era tarde. O papagaio já havia furado o balão.
As meninas se desesperaram.

Um homem que estava passando ouviu a gritaria e peguntou:

– Meninas, para que tanto desespero?
– Um papagaio de cara-roxa furou nosso balão – falou Tatiana.
– E agora não temos como voltar para o Piauí … – disse Sofia.
– Hoje é o dia da sorte de vocês! – falou o homem.- Eu sou construtor de balões e conserto o de vocês de graça se…
– Se o quê? – perguntei.
– Se vocês deixarem eu ir junto! – disse o homem.
– Mas o balão ficará muito pesado. – falou Sofia.
– Então nada feito! – disse o homem.
– Tudo bem – falei. – Mas teremos que jogar algumas comidas fora.
– Tudo bem – disse Tatiana.
Então lá fomos nós. Passamos pelo Rio Grande do Sul.
Nos dois últimos dias ficamos com um pouco de fome, mas conseguimos chegar ao Uruguai salvos.
Voltamos para o Piauí de avião e demos o balão ao amigo que fizemos na viagem.

4 Semanas, 2 Dias, 23 Horas, 59 Minutos e 23 Segundos em um Balão

Theodoro Bretas

Era 5 de fevereiro de 1752 quando os piratas controlavam a passagem de navios pelo Mar das Antilhas e os ingleses eram inimigos deles. Perto dali, na Costa Rica, morava o Theo, que sou eu, um cientista maluco, explorador, inventor, aventureiro, louco e criador de balões, mais conhecido como Cru, estava construindo uma espécie de navio-balão, um navio que tinha mais forma de navio do que de balão e que tinha velas que viravam o envelope do balão (aquela coisa de cima), fazendo ele voar.

Eu estava construindo aquela coisa justamente para sair do Golfo do México, que era bloqueado pelos piratas. A única saída era ir pelas Bahamas, mas o Triângulo das Bermudas ficava lá e eu não queria ir por ali. O único jeito de ir para o sul do Pacífico era voando pelos Andes.

17 de fevereiro de 1752, a coisa estava pronta e eu fui direto para os Andes, e na velocidade que eu estava indo, eu chegaria lá em 25 dias.

25 dias e 17 segundos depois…

Eu acabei levando 17 segundos a mais, e a minha comida estava acabando, a água também e o maçarico estava falhando, mas eu cheguei a tempo. Repus todos os suprimentos e coisas e segui, na direção do Pacífico.

Faltando uns 900 km para a Ilha de Páscoa, vi alguns piratas, que carregaram os canhões e começaram a atirar na minha direção, mas os canhões deles eram muito fracos e não conseguiram chegar em mim, e como tudo que sobe, desce, as bolas de canhão deles voltaram e todos afundaram.

Faltando um quilômetro para a Ilha de Páscoa, vi outros piratas lutando com nativos, e os nativos venceram. Eles tomaram o navio e começaram a montar umas cabanas lá, o que foi uma ideia muito ruim, porque o navio começou a ficar muito pesado e a afundar, e todos eles tiveram que sair. Quando todos saíram, eu fui para o outro lado da ilha, onde tinha uma pedra que deixava a minha bússola confusa. Desci perto dali e vi que aquela pedra era muito rara e ia me deixar rico. Eu percebi que tinham muitas daquelas pedras ali, então eu deixei aquela no lugar e peguei uma menor, porque o meu balão estava muito pesado e se eu pegasse uma pedra grande, ele poderia não sair do chão. Voltei para o balão e ele só subiu um metro, então eu joguei aquela pedra e ele subiu como um foguete.

Indo embora da ilha, percebi que ainda não tinha usado o modo ‘barco’ do meu balão, então resolvi completar a viagem com ele. Eu liguei o modo ‘barco’ e fui até a última parada, a Austrália. Mais ou menos no meio da viagem, vi muitos corais e tubarões, e me lembrei de que a Austrália é cercada de corais e tubarões, então eu liguei o modo ‘balão’ e fui até lá com ele. Quando eu cheguei lá, eu vi que a Austrália era um deserto, e não uma selva. Então, eu voltei para a Costa Rica, onde tem água e é mais bonito.

O Invencível

Matheus Fausto

Era 19 de maio de 2015,o viajante brasileiro famoso chamado José Cavalcanti da Silva foi desafiado por um homem muito poderoso.Ele desafiou José a viajar de balão da Austrália até Toronto, no Canadá.
José aceitou a sua proposta mas só iria com um parceiro. Ninguém queria arriscar sua vida por apenas um desafio. Até que um dia José encontrou um rapaz que passava o dia observando os balões. José propôs ao jovem rapaz fazer a perigosa viagem e respondeu animadamente:

– Sim, é claro!
– Mas qual é o seu nome?
– Matheus. Matheus Fausto.
– Então tá, você vai comigo de avião para a Austrália e de lá iremos de balão até o Canadá!
– Mas não é perigoso?
– É, mas com todos os equipamentos que temos, terminaremos a viagem sãos e salvos.
– E qual será a nossa rota?
– Nós sairemos da Austrália e atravessaremos a África até Toronto.

E Matheus e José trabalharam muito no balão e chegaram à conclusão de que deveriam partir um ano depois. Passou-se um ano com muitos estudos e partiram para a Austrália. Chegando lá, passaram três dias em um hotel para descansar e partir na viagem histórica de balão.

No dia seguinte, foram para o lugar onde estava o balão que foi batizado de O invencível.

Às duas horas da tarde O invencível partiu com todos os seus dois viajantes e seus equipamentos e comidas.
O balão cruzava os ares sobrevoando o oceano Índico com o vento bem favorável. Não havia terra por onde sobrevoavam. Até que quando o sol já estava se pondo o viajante José avistou uma ilha e disse:
– Olhe, uma ilha! Iremos atracar “ O Invencível” em uma de suas árvores e passaremos a noite na ilha.
Os viajantes ficaram três semanas parando de ilha em ilha até chegarem à costa da África. Os mantimentos estavam sob controle.

No dia seguinte, começaram a cruzar a África. Quando chegaram à região de Uganda, pararam para caçar.Quando foram caçar havia uma tribo agressiva que os atacava, então jogaram uma granada nela. Mas um dos homens já tinha subido no balão, então José subiu junto com ele, enquanto Matheus vigiava lá embaixo. José empurrou-o para fora do balão e Matheus acertou um tiro nele.

Nos dias seguintes, José e Matheus tiveram uma viagem tranquila até a região do Chade, onde os dois viram dois grandes e bonitos lagos e quiseram descer para ver mais de perto a paisagem. Eles acharam tudo muito bonito e decidiram passar a noite lá. Ao acordar, Matheus não viu José e perguntou:

– José? José Cavalcanti? José?! Cadê você???
– Socorro! Socorro!

Matheus ouviu os berros e foi atrás deles, mas não encontrou nada. Só depois de muito tempo Matheus avistou José preso e com vários nativos em volta dele. Matheus jogou uma pedra para o outro lado e os nativos foram ver o que era, pois achavam que havia pessoas por lá. Enquanto isso, Matheus desamarrou José e eles foram correndo para o balão. Chegando lá, Matheus perguntou a José:

-Como eles te capturaram?
-Eles fingiram um rugido e eu fui ver o que era, aí eles me pegaram.

No dia seguinte, o vento estava a favor, então eles voltaram a viajar. Pararam em terras por um bom tempo e foi tudo tranquilo até chegarem no oceano Atlântico, o seu maior desafio.

Eles estavam bem, passando por pequenas ilhas até que chegou uma tremenda tempestade.
A tempestade era tão grande que José não resistiu: caiu no mar e morreu lá. Matheus ainda era adolescente e não tinha muita experiência…A tempestade durou muito tempo e Matheus se manteve firme. Finalmente ela acabou e Matheus terminou a sua viagem com muita tranquilidade. Chegando ao Canadá foi tratado como um rei. Ganhou como recompensa pela sua coragem um prêmio de um milhão de reais!

Depois dessa grande aventura, Matheus foi um viajante destemido até o fim de seus dias.