Novembro de 2012

A Proposta

A partir dessa imagem, as crianças da F4T imaginaram-se roteristas de cinema e escreveram diferentes histórias. Aqui estão algumas delas. Histórias de amor, aventura, terror, suspense e ficção científica, todas inventadas por nossos pequenos autores. Atenção, diretores! Quem sabe um dia, uma destas histórias não vira um filme?

 

O Ladrão Bod

Artur Lobão

Um dia, um ladrão chamado Bod resolveu assaltar um banco. Mas não era qualquer banco: era um banco gigantesco, com muito dinheiro, vários tipos de jóias preciosas, ele estava tão ansioso… Seu tipo era pançudo, com uma cicatriz no rosto. Ele achava que quanto mais risco corresse, mais dinheiro ele teria. Mas era um pouco burro, pois não observava direito os lugares que ia roubar.

Um dia, Bod contratou dois comparsas para fingirem uma briga entre eles e chamar a atenção dos seguranças do banco, que logo tentaram separar a briga, agarrando os dois, segurando-os pelas costas, mas eles estavam armados e imobilizaram os seguranças, amarrando um no outro, deixando tudo livre para Bod fazer o assalto, e foram embora. Os leitores devem estar se perguntando por que os comparsas não ficaram… eu explico: Bod gostava de fazer seus assaltos sozinhos, ele “se sentia” muito, queria sempre dar uma de herói dos vilões, gostava de se comparar com o seu vilão favorito: O Alcapone. Vivia cantando aquela música do Raul Seixas.

Quando começou a sua parte no assalto, Bod, afobado, mandou todas as pessoas deitarem no chão. Todos obedeceram e deitaram, morrendo de medo, enquanto ele roubava todo o dinheiro. Para sua surpresa, quando ia pegar o dinheiro de um dos caixas, deu de cara com um velho amigo, e isso o deixou meio confuso, achando que pudesse ser reconhecido, mas, para sua sorte, estava mascarado. Continuou fazendo o seu assalto, quando de repente pensou que o amigo poderia ter o reconhecido pela tatuagem que tinha na mão. E, então, se assustou com a possibilidade de seu amigo o dedurar para a polícia. Ficou mesmo perturbado, mas no fim Bod conseguiu fugir sem deixar nenhuma pista.

Quando chegou em casa já estava todo feliz porque agora tinha muito mais dinheiro e jóias. No dia seguinte, acordou todo bem disposto, animado, para fazer mais um de seus assaltos, mesmo rico, ele sempre queria mais e mais dinheiro. O problema é que não estava imaginando onde poderia assaltar desta vez, ele não conseguia pensar em nenhum lugar, até que disse:

– Já sei, vou assaltar um pequeno parque de diversão, porque pequenos parques não têm segurança, né? E vou me divertir muito.

E Bod sai para assaltar o parque.

No parque, ele tenta a mesma tática que fez no banco, mas não dá certo, porque se distrai pensando em quando era criança, como ele gostava da Montanha Russa. Foi aí que o segurança se aproximou, ele nem percebeu. Foi preso e entregue para a polícia.

Bod ficou uma semana na cadeia e depois foi para o juiz, que ia julgar quanto tempo ele ia ficar preso, já que tinha vários crimes, ficou decidido que ele ia mesmo era apodrecer atrás das grades.

Amor no Muro

Clara Villas Bôas

Certo dia, um gato malhado de pelo preto e marrom, chamado Sapato, acordou com os olhos brilhando. Na noite passada havia se apaixonado por uma gata que cantava no muro perto da “sua” casa. Sapato tomou café da manhã, que era leite e restos de peixe, e foi passear com o olhar encantado. O coelho, Snif, que estava nas redondezas, percebeu o olhar do amigo e foi balançando as orelhas e o rabo perguntar:

– Que olhar é esse seu Sapato, parece até que está apaixonado?
– Ah, Snif, aqueles gatos vieram cantar aqui de novo e tinha uma gatinha de olhos verdes tão linda!
– Por que você não se aproxima dela e a convida para jantar.?
– Boa ideia, é que eu nem tinha pensado nisso.

Ao anoitecer, os cinco gatos pularam o muro e mais uma vez Sapato se encantou com a beleza de Flor, uma gata branca com manchas pretas e marrons e olhos verdes como a grama depois da chuva. Sapato foi se esgueirando na direção da gataria e eles o convidaram para cantar. Sapato cantou a noite inteira e assim nos dias seguintes, até as altas horas da madugada.

Com o tempo, Sapato tomou gosto da boemia e ficou mais íntimo de Flor, Mel, Migalha, Pão e Filó.
Um belo dia, Flor estava caminhando numa pradaria repleta de rosas brancas, azuis e vermelhas. Sapato foi sorrateiramente ao encontro de Flor e perguntou:

– Quer jantar comigo hoje à noite?

Os olhos da gatinha brilharam como a lua e ela sussurou:

-Sim.

Sapato foi saltitando até um bairro chiquérrimo onde derrubou uma lata de lixo e abocanhou um peixo inteirinho. Subiu o muro de uma casa e derrubou o varal para pegar um guardanapo de pano.

Era lua cheia e as estrelas brilhavam como nunca. Sapato estendeu o guardanapo sobre uma pedra, ajeitou o peixe e procurou a flor mais bela da fazenda. Quando Flor chegou, todo tímido entregou a flor para ela. A gatinha ronronou toda dengosa. Depois do jantar, seus focinhos foram chegando cada vez mais perto…

Quando estavam quase se beijando, Sapato abriu os olhos e viu o lindo rabinho de Flor descendo o muro. Tudo não passava de um sonho. Ele tinha adormecido enquanto a gataria cantava.

A Aventura de Luisa e o Cachorro

Lia 

Era uma vez uma garota chamada Luisa. Ela tinha longos cabelos pretos, bem pretinhos como carvão. Tinha uma pele clara e seus olhos eram verdes, cor de diamante. Era uma garota muito feliz que tinha um irmão mais velho, uma irmã mais nova, uma mãe e um pai.

Luisa tinha uma vida ótima, porém sentia falta de alguma coisa. Queria um bichinho de estimação. Todos os seus amigos e colegas tinham algum bichinho. Até o Júlio, o valentão da turma, tinha um bicho!

Em um belo dia, em que o sol raiava entre as poucas nuvens que estavam naquele céu azul forrado de gaivotas, Luisa saiu de casa e foi passear na praça da cidade, um lugar lindo, rodeado de plantas de diferentes cores, tipos e tamanhos. Ela viu, em um canto da praça, que geralmente está vazio, um cachorro. Ele era um vira-lata marrom claro com uma mancha escura nas costas. Seu pelo reluzente brilhava diante daquele sol de verão.

– Mas que cão lindo! – exclamou Luisa surpresa ao ver o animal – Ele é perfeito para mim!

Luisa estendeu as mãos como se fosse chamar o cachorro, mas infelizmente ele saiu correndo para o mato que ficava bem ao lado da praça. Ela correu para dentro do mato seguindo-o, mas ele era rápido demais e Luisa acabou ficando cansada.

Ofegante, Luisa olhou em volta e viu que não era um mato, e sim, uma floresta. Tinha árvores grandes e velhas fazendo com que o ambiente ficasse escuro e tenebroso. Galhos por toda parte formavam imagens medonhas. Luisa não sabia o que fazer e se sentou com medo e nervosismo. De repente, ela ouviu um latido. Era o cachorro se aproximando dela!

– Que bom que você veio! Eu estava com muito medo de ficar sozinha e agora não sei para onde ir! – disse a menina aliviada – Mas agora vamos! Temos que sair daqui!

O cachorro começou a farejar algo e Luisa o seguiu pelo caminho estreito e espinhoso. Passaram por milhares de árvores e arbustos até que a menina começou a ver uma luz no fundo da floresta.

“O que será aquilo? ’’ – pensou Luisa – “ Talvez seja o final da floresta. ”

-Venha! Vamos ver aonde essa floresta vai dar!

Então os dois amigos seguiram o caminho até avistarem o final da floresta. Eles ficaram muito felizes e saíram em disparada até irem embora daquele lugar.

Logo após saírem da floresta, encontraram-se em uma praia. Tinha areia branca e água bem verde. Estava calor e ventando um pouco. A praia não era muito grande e as ondas estavam pequenas. Os amigos avistaram na margem da água um grande e velho navio, que tinha uma bandeira na frente com uma caveira preta desenhada. O barco era estranho e parecia de piratas.

De repente, Luisa ouviu uma voz rouca se aproximando e dizendo:

-Vamos marujos! Em frente!

‘‘ Piratas! ” – pensou a menina. Então, sem pestanejar, Luisa agarrou o cachorro e se tacou para trás de uma pedra para se esconder.

O pirata líder tinha uma cara de mau tanto quanto os outros. Ele usava calças largas e rasgadas. Sua blusa tinha uma terrível caveira desenhada e seu chapéu era tão aterrorizante quanto parecia. Seus olhos eram negros e ele tinha uma longa e enrolada barba. No seu cinto carregava uma longa e afiada espada.

Olhando para aquele rosto horrível, o cachorrinho não aguentou e começou a gemer e a ganir. Luisa tentou fazê-lo parar, mas era tarde demais. Quando olhou para trás viu a horrenda imagem do capitão olhando diretamente para ela. A menina ficou imóvel ao ver aquela cara cheia de cortes e cicatrizes, mas sabia que fugir não iria adiantar nada.
Um dos marujos agarrou Luisa com força e amarrou-a com uma corda grossa e velha. A menina gemia de dor, pois quanto mais o marujo puxava a corda mais apertada ela ficava.

Enquanto os marujos entravam no estranho barco e levavam Luisa, o cachorro muito esperto se escondeu em um dos barris que estavam entrando no navio. Os piratas deixaram os barris ao lado do mastro onde amarraram Luisa. Suas roupas estavam todas rasgadas por causa dos puxões que os marujos deram e seu rosto era de tristeza e solidão.
Ao cair a noite, a menina continuava lá, sem dizer uma palavra. O barco já estava navegando nas águas escuras do mar. Olhando para o céu estrelado, Luisa pensava na mãe, no pai e em como era feliz e não sabia. De repente, ela viu o barril se mexer, e o cachorrinho esperto saiu de lá.

– Bom garoto! – disse Luisa baixinho para não acordar os tripulantes do navio – Agora temos que sair daqui!
-Au au!
-Shhhhhhh! Assim vai acordá-los!

E assim foi. Um pirata com um lenço vermelho amarrado na cabeça chegou por causa da barulheira e disse:

– O que está acontecendo aqui?!?!?!

Então, na mesma hora, Luisa agarrou o cão e, esquecendo que estavam em alto mar, pulou nas águas agitadas.

Luisa sem fôlego tentava nadar, mas o cachorro fazia bastante peso no seu colo e com isso a dificuldade de se manter na água foi grande. As ondas passavam e a menina com o coração batendo forte ia afundando cada vez mais.
De repente, as águas ficaram mais agitadas. O vento ficou mais forte e dando um imenso susto nos amigos, uma abissal baleia pulou da água. Ela era cinza e parecia faminta. A baleia abriu a sua enorme boca e junto com um bando de água entraram os amigos para dentro da goela do enorme animal.

Na barriga da baleia havia um enorme barco caindo aos pedaços. Parecia que há muito tempo, a baleia o tinha engolido. Luisa e o cachorro subiram no barco exaustos. A menina não sabia como nem quando iria voltar para casa e, triste, deitou na borda do navio e olhou para o “teto” da baleia.

– Ah, Totó! Eu estou com tanta saudade da minha mãe! E se eu nunca mais voltar para casa?! O que será de mim?!
O cachorro deitou sobre o colo da menina para tentar reanimá-la, mas não adiantou. Ela só pensava em como sair de lá. O cão muito esperto agarrou um livro de contos de fadas que estava jogado dentro do navio e deu para Luisa. A capa dele era vermelha e, apesar de não dar muito para ler, estava escrito “Contos de Criança”. As páginas do livro estavam todas molhadas, algumas estavam faltando e o livro não havia gravuras. Luisa foi passando as páginas e vendo as histórias até que chegou a história “Pinóquio”. A menina foi passando as folhas do livro e leu em uma página que Pinóquio e seu pai Gepeto saíram da boca da baleia a fazendo espirrar.

– Ah, então foi por isso que você me trouxe este livro! Você é um garoto muito esperto mesmo!

Sendo assim, Luisa fez uma enorme fogueira no barco. Ela teve que jogar cadeiras, mesas, armários e tudo mais de madeira que tinha no navio. De repente, começou a se formar uma fumaça negra no ar que foi subindo e subindo cada vez mais. Ela subiu tanto que chegou lá em cima. Luisa fez uma pequena jangada e subiu nela chamando o cão.
A baleia foi abrindo a boca para espirrar. Os olhos da menina enchiam-se de lágrimas de felicidade e o cachorro olhava para o mar todo contente.

Oanimal logo deu um grande espirro fazendo com que a pequena jangada fosse para bem longe. Luisa remou e remou. Em pouco tempo já conseguia avistar uma pequena ilha.

Chegando na ilha, os amigos se acomodaram em uma pequena caverna, pois estavam exaustos. A caverna era escura e fria, mas era melhor do que ficar do lado de fora. Quem sabe se naquela ilha não tinha algum tipo de predador ou alguma cobra, sei lá! Eles decidiram ficar lá mesmo.

Na manhã seguinte, o sol brilhava diante do rosto da garota. No céu havia uma grande manada de gaivotas que sobrevoavam a ilha. Percebendo que já era tarde, Luisa levantou num impulso e começou a chamar o cão. Ela ouviu um pequeno latido vindo de fora da caverna e pensou “Será que o cachorrinho está em perigo?!” Ela se levantou e, rapidamente, saiu para encontrar o cãozinho. Entrou no mato da ilha que não era muito grande. Quando achou o seu companheiro ele estava diante de uma ave nunca vista. Suas penas eram vermelhas, laranjas e amarelas, resumindo, cor de fogo! Seus olhos eram puxados e brilhavam diante dos dois. Suas asas eram enormes e o pássaro falava.

A ave ofereceu uma carona para os amigos e eles aceitaram. Luisa estava a ponto de chorar. Subir nas costas de um pássaro de fogo não era o que ela fazia todo dia! A emoção foi crescendo quando o pássaro decolou. Suas asas batiam forte e enquanto voejava saiam faíscas de fogo da ponta de suas asas. Dava para ver o mar, a baleia, a ilha, os piratas e, até que enfim, a praia.

O bípede aterrissou do lindo voo e deu adeus a todos. Passaram novamente pelo mato, mas dessa vez, sabendo o caminho. Depois que chegaram na casa de Luisa, todos se reuniram e o cachorrinho, finalmente, ficou com ela e todos viveram felizes para sempre!

A Aventura Submarina

Maria Isabel

Num belo dia uma menina estava andando na praia quando uma onda bem grande a pegou.O nome dela era Mariana.

Ela foi levada para bem longe, para uma ilha deserta. Na ilha ela encontrou um menino que se chamava Lucas, um menino adorável,corajoso, muito divertido e esperto.

Mariana passou uma noite na ilha deserta. No dia seguinte, outra onda pegou os dois e os levou para o fundo do mar. Mariana e Lucas tinham poderes especias: respirar embaixo da água. Ficaram lá por muito tempo e encontraram um tubarão bem grande. Lucas e Mariana nadaram e nadaram. Chegaram numa parte do fundo do mar que tinha um submarino encalhado na areia.

Lucas, como era o mais forte, subiu até a superficie. Lá tinha uma canoa na areia e em cima da canoa tinha uma corda. Ele pegou a corda, voltou para o fundo e puxou o submarino.

Eles entraram no submarino, pilotaram até chegar numa ilha bem pequena, onde encontraram uma tribo de canibais.

Os canibais correram atrás deles. Lucas se escondeu atrás de uma pedra e enquanto Mariana corria, um dos canibais veio pelo outro lado e a pegou. Eles a levaram para a cabana deles e quando a estavam levando para a fogueira, Lucas chegou e a salvou dos canibais.

Eles fugiram e chegaram na terra a salvo. Andaram, andaram e,finalmente, chegaram em casa.

Era Uma Vez Um Aniversário

Julia

No dia do aniversário de Maria, o pai trouxe o tão esperado presente em suas mãos. A esposa se aproximou e perguntou:

– Compraste o presente de Maria?
– Sim, porém foi difícil de encontrar. Eu só achei em uma velha livraria na Rua do Canário.

A filha entrou pulando no exato momento em que o pai terminava a frase e indagou:

– Pai, pai, papai! Posso ler o meu livro agora?!
– Claro, filha, mas só depois que você terminar os preparativos para a sua festinha.

O pai entregou o livro nas mãos de Maria e comentou:

– Que linda a sua fantasia de bruxinha!!

E Maria resmungou invocada:

-É princesa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A mãe explicou:

– É uma festa temática, querido.

E, brincando, o pai falou:

– Então eu vou me fantasiar de rei.
E Maria disse irônica:

– Há, há, vai ficar divino papai.

Assim que a conversa acabou, Maria foi para seu quarto dar uma espiada em seu novo livro, mas o que ela não sabia era que há muitos anos, um feiticeiro muito rabugento havia prendido os finais felizes naquele livro, e todos sabemos que sem finais felizes não há contos de fadas. Ele fez isso porque ficava irritado com a Cinderola, que ficava na balada até meia noite; com a Bronca da Neve, que ficava cantando karaokê com os coelhinhos; e sem falar da Bela Dorminhoca, que roncava tão alto que os vizinhos não conseguiam dormir direito.

O fato é que assim que Maria abrisse o livro ela libertaria os contos, os personagens e tudo mais. E foi exatamente o que aconteceu.

Na hora da festa ninguém havia chegado, estava tudo completamente vazio. Maria ficou decepcionada, mas quando a campainha tocou, ela foi atender toda animada pensando que era um dos convidados, mas quando abriu a porta, adivinha quem era? A Bronca da Neve!

Ela supôs que a mãe havia contratado uma animadora, então ela disse:

– Entre, por favor.

E a Bronca da Neve perguntou:

– Olá, anãzinha, será que eu poderia me acomodar aqui?

E Maria respondeu invocada:

– Anãzinha é uma pinóia, e além do ma…

Antes que ela pudesse terminar a frase, a campainha tocou novamente, e dessa vez era a Bela Dorminhoca e, acreditem se quiser, ela é uma princesa muito mal educada, nem cumprimentou, foi logo entrando e deitando no sofá!

Maria não aguentava mais, então ficou muito tempo matutando até que encontrou a solução. Ela descobriu que a Bela e a Bronca eram princesas de contos de fadas e aí ela solucionou tudo na base dos contos: Para espantar a Bronca da Neve, ela disse que a rainha estava à procura dela e para espantar Bela Dorminhoca foi só rolá-la até a porta, ela tem um sono muito pesado.

Depois de todo aquele trabalho, Maria estava exausta! E assim que ela deitou no sofá, a campainha tocou de novo! Mas desta vez eram os convidados, e conforme cada um ia entrando, enchiam as mãos de Maria com presentes. Esse dia ela nunca vai esquecer.

O Zumbi

Gabriel José

Era uma vez um zumbi comilão, ele era verde, com os olhos totalmente brancos e tinha algumas fraturas expostas. Ele comia quase tudo (não comia jornal, por exemplo), mas o que ele preferia era: cérebro apimentado e coração com orégano, o problema é que ele estava de dieta, então, só podia comer frutas e legumes, e por isso estava triste.
Um dia, no campinho perto da rua onde o zumbi morava, um grupinho de garotos estava a jogar futebol, mas o Pedro, um garoto que estava jogando, chutou a bola para fora do campo. Em seguida um dos garotos falou:
– Vá pegar a bola, Pedro! Foi você quem a chutou!

Os outros garotos concordaram, então ele teve de ir pegá-la. Quando o garoto chegou lá e viu o zumbi, deu um grito por dentro tão forte que quase o fez explodir, mas ele tentou se controlar.

– Não tenha medo não lhe comerei, estou de dieta, só posso comer frutas e legumes. – disse o zumbi.
– Zumbis ficam de dieta? – perguntou o garoto.
– Sim, infelizmente.

O zumbi disse isso quase chorando. O garoto ficou com pena e tentou ajudar:

– Venha comigo que eu te mostro um lugar que vai ajudá-lo.

O zumbi se interessou, então foi junto com o garoto. O garoto deu ao zumbi uma roupa decente e um chapéu para ele vestir. Depois, o levou a uma academia e inscreveu-o numa ginástica. Três semanas depois quando o zumbi tinha acabado de sair da dieta ele disse ao garoto:

– Obrigado por me ajudar, mas agora chegou sua hora!!!

O zumbi enfiou suas garras no crânio do garoto e o arrancou. Depois, segurou o cérebro e foi puxando até encontrar o coração dele. Quando encontrou, separou apenas o coração, botou pimenta e orégano e comeu seu prato preferido: cérebro apimentado e coração com orégano.

O Zumbi viveu feliz para sempre.

Perdidos

Miguel

A vida no século XXXI mudou muito. Lá, humanos viviam com robôs, E.Ts e seres estranhos, que saíram de uma civilização localizada no fundo da terra.

Havia um garoto que se chamava 5-32 (era comum pessoas terem números como nomes), ele era muito desajeitado, não conseguia nem dar três passos sem quebrar alguma coisa. 5-32 tinha um cachorro E.T chamado Gring, também atrapalhado e estranho.

Um dia, finalmente, 5-32 estava acabando um projeto de um robô. Até que Gring esbarrou num botão de autodestruição de um robô que, por algum motivo, todos os robôs tinham, e enfim, começou uma contagem regressiva: 5,4,3… De repente, 5-32 e Gring foram forçados a sair pela gigantesca janela da sala de experiências onde estavam para não serem explodidos. Eles pularam e, por sorte, no mesmo momento, estava passando um carro voador. Eles caíram sobre o carro. Lá, de algum jeito, eles dormiram ou desmaiaram.

Depois de muito tempo, finalmente, os dois amigos acordaram. Mas estavam num deserto que nunca estiveram.

– Acorde, Gring! – disse 5-32 – Você sabe onde estamos?

O cachorro olhou em volta e fez que não com a cabeça.

Eles resolveram procurar ajuda. Só viram areia, poucas plantas e um sol escaldante. Nenhum animal. Andaram, andaram até que acharam um poço que parecia ter sido cavado há muito tempo. 5-32 resolveu jogar um chocolate, o dinheiro dessa época, e fazer um desejo, mas não adiantou nada.

Depois de algum tempo naquele sol, 5-32 começara a ficar louco e disse:

– Gring, vamos pular nesse poço!

5-32 forçou-o a pular. Ele se arrependeu. Lá estava muito escuro. Até que uma luz se acendeu, era uma fogueira. Logo puderam ver exatamente onde estavam: em uma caverna junto com um velho que logo disse:

– Qual é o seu nome?
– Meu nome é 5-32 e esse é meu cachorro, Gring. Qual é o seu nome?
– Não lembro! Hahahahaha!

5-32 logo percebeu que ele era maluco, mas continuou falando:

– Estamos perdidos, sabe o caminho da cidade?
– Claro! – respondeu o homem – Sigam-me!

Eles o seguiram.

Andaram e andaram passando por rios, mares e montanhas, até que se depararam com um buraco. O velho deu um salto inimaginável e chegou ao outro lado.

-Venham – ele disse – É fácil!

Gring tentou. Também conseguiu. 5-32 pensou “se eles conseguem, eu consigo!”

Ele deu um salto como nunca conseguira na vida! E a cidade estava logo em frente. Eles choraram de alegria.
Na cidade, acabada a preocupação, sua família deu uma festa. Sua mãe e seu pai o abraçaram muito.
Depois disso, Gring e 5-32 viveram muitas aventuras.

O Colar de Aronax

Marina V.

Yanille, uma trovadora da cidade, tinha o péssimo hábito de acreditar em tudo e em todos. Um dia, estava conversando com um pomposo vendedor de cereais:

– Olá, jovem – falou o vendedor, rindo – pode ficar com toda a minha riqueza, se encontrá-la!
– Como assim?
– Uma dica. Está no meu corpo: bolso, camisa etc…

Ele nem acabou de falar e Yanille já estava procurando. Ela já tinha visto em tudo! Porém, continuou procurando até ouvir um tilintar de moedas. Finalmente, achou! Os tamancos serviam como um esconderijo.

– Muito bem, você achou – disse o vendendor botando as mãos na barriga enquanto gargalhava. – Adeus! E foi embora.
– Ei! Você prometeu sua riqueza se eu a encontrasse!
– Mas que garotinha ingênua! Hahaha!

Então ela começou a se lembrar de quantas pessoas haviam feito isso com ela. Estava determinada a não acreditar mais em ninguém. Mesmo assim, a sua vontade de ajudar os outros falou mais alto quando viu aquele senhor.

– Olá, senhor! Parece triste…
– Perdi a minha maior relíquia! Esse museu nunca mais será o mesmo! NUNCA!!!
– Que museu?
– Aquele logo alí!

Não havia passado nem dois segundos e Yanille já estava contemplando aquele lindo museu, cheio de artefatos históricos e tudo  mais. Disse:

– Nossa! Que lindo! Não falta nada para ficar perfeito! NADA!!!

O velho começou a lamentar, lembrando de sua perda.- Me desculpe – disse ela, voltando a si. – Tinha me esquecido. O que o senhor perdeu?
– Um colar.
– Só um colar? Um simples colar?!
– Não é um simples colar!!! É um colar de ouro com um pingente, com duas pedras preciosas desconhecidas, feitas pelos Astecas!!!
– Perdão! Eu não sabia que…
– Dizem que dentro do pingente há uma vida sobrenatural!
– Oh! Você tem uma vaga lembrança de onde pode estar?
– É claro que tenho! Senão nunca me chamariam de professor Aronax!!!
– Está bem professor, e onde está?
– Aqueles patifes!
– Quem?

Aronax começou a resmungar, esquecendo de Yanille.

– Professor!!
– Perdão! Um dos funcionários do sítio de escavação o enterrou.
– Por quê?
– Eu disse para você não perguntar isso!
– Não, o senhor não disse nada!
– Pare de me questionar e ouça! O sítio é a leste, perto do lago. Vá e encontre meu colar. Boa sorte!

Yanille se afastou de Aronax pensando como aquele sujeito era maluco. Mas, foi procurar o sítio. Viu carroças, terrenos para escavar e muitos trabalhadores. Aquela imagem distraiu a pequena trovadora, que não estava acostumada com tudo aquilo.

Logo se lembrou do colar e de Aronax. Essa lembrança possibilitou Yanille a continuar sua busca. Mas, algo a impediu. Somente funcionários do sítio de escavação podem mexer nas máquinas e terrenos. De repente, uma trabalhadora informou Yanille de um teste para entrar para os serviços do sítio.

Passado cinco minutos, ela já estava fazendo o teste. Felizmente, passou! Quando estava escavando, encontrou ossos, pérolas e tudo o que era desnecessário para ela. De repente, enquanto escavava ela viu um túnel úmido com várias tochas e muitos homens encapuzados entrando nele com o colar.

Logo deu um jeito de disfarçar para entrar lá também. O colar estava rodeado de homens, parecia impossível pegá-lo. Então, esperou que eles se distraíssem para poder pegá-lo e saiu correndo.

Saiu do sítio e encontrou com Aronax no museu. Ele estava inconsolável, num banco. Ele olhou para ela e falou:

– Você voltou?
– Sim, eu voltei e trouxe seu colar!

Depois disso, só foi alegria! Yanille gostou de sua aventura no sítio de escavação e se tornou arqueóloga. Ficou muito famosa e ganhou muitos prêmios.

A Outra Dimensão

Guilherme Leal

Era uma noite chuvosa, em 2037. Estive, um homem de vinte e três anos,estava indo, com um terno longo, chapéu e uma maleta com os materiais de engenheiro, encontrar o amigo Estuart (um cientista bem sucedido e conhecido como Stu).

– Ei, Stu, como vai? Sabe, eu estava observando as coisas que estavam no sótão do Museu da Cidade… e descobri objetos desde a idade medieval… E aí, você não tem a ideia do que eu achei!
– O que foi?
– Eu achei um quite de ferramentas indianas!
– Que o rei salve Londres! Eram destas ferramentas que eu precisava para finalizar uma invenção. Quando eu acabar eu te chamo.

Um longo tempo depois…

– Pronto! Está finalizada! – Falou Stuart, encantado consigo mesmo.
– O que isto faz? – Perguntou Estive.
– Eu não te expliquei?
– Não!
– Bom, esta máquina leva você para outra dimensão.
– Mas… Como voltamos para a nossa dimensão?
– Eu não sei, mas por isso eu quero mandar primeiro um rato com uma filmadora nas costas.
– Outra pergunta, para que dimensão o rato vai?
– Pode ser para qualquer uma…

E assim ,ele mandou o rato com uma filmadora em cima de suas costas. O rato virou para todas as direções, a filmadora estava mal posicionada e para piorar, uma criatura hostil atacou o rato por trás e ele caiu sobre uma superfície avermelhada misturada com marrom. A câmera quebrou e a última coisa que viram foi uma criatura completamente deformada. Os dois amigos ficaram com um pouco de medo, mas mesmo assim eles sabiam que, com ajuda, eles conseguiriam pesquisar um pouco o local. Então, chamaram a polícia e os bombeiros. Chegaram, mais ou menos, umas trinta pessoas. Eles explicaram o que havia acontecido e continuaram a pesquisa. Passada a pesquisa, ficou decidido que os dois entrariam na máquina.

Quando eles entraram, infelizmente entraram na mesma dimensão do rato, mas por sorte , em outro local (eles reconheceram pelo solo). Estive estava amarrado em várias cordas juntas para não se perder do caminho de volta. Eles deram um jeito de amarrar as criaturas e prendê-las. Sabiam que a chance deles entrarem naquela dimensão de novo era pouca, por isso decidiram ficar ali até estudarem tudo o que tinha neste lugar. Depois de anos de pesquisa e muitas descobertas, eles voltaram e mostraram que a invenção era possível. Mostraram para o mundo que sua máquina poderia levar pessoas para diferentes dimensões.

Estuart fez melhorias na nova máquina para que pudessem escolher qual dimensão as pessoas iriam. Estuart passou a ser conhecido pelo mundo inteiro.