EXTRA, EXTRA! MANIFESTAÇÕES NA CIDADE DE TAUBATÉ, SÃO PAULO

Luísa e Letícia Menezes

Manifestações aconteceram na cidade de Taubaté no dia 6 de maio, no Sítio do Picapau Amarelo, onde moram duas senhoras, uma menina, uma boneca de pano falante, um sabugo de milho científico, um leitão e um rinoceronte, ambos falantes também. Não se sabe ainda se esses dois animais foram autorizados pelo Ibama para viver no Sítio. As manifestações iniciaram-se por conta da construção de uma estrada que deve atravessar o Sítio, derrubando a casa de um curandeiro muito querido por todos, conhecido como tio Barnabé. “Acho um absurdo esta nova estrada que o prefeito quer fazer, seus caras de coruja!” – reclamou Emília, a boneca falante.
“Politicamente falando, acho isso um desrespeito ao tio Barnabé.” – comentou Visconde, o sabugo de milho.
A prefeitura de Taubaté quer construir essa estrada para levar os cidadãos até a cidade de São Paulo num trajeto mais curto, mas a população acha que a prefeitura está enganando toda Taubaté.?????
Todos se manifestam defendendo a ideia de que essa estrada vai prejudicar a mata, os animais, o ar e a cidade não ficaria mais bonita.
Os policiais informaram que o prefeito já está repensando a construção da estrada.

EXTRA! EXTRA! Uma parte do Sítio do Picapau Amarelo será demolida

Lucas e Letícia Guimarães

Na cidade de Taubaté vai ser construída uma grande estrada para São Paulo, que passará pelo Sítio do Picapau Amarelo, destruindo uma de suas casas.
O prefeito de Taubaté, o senhor Cristaro Cabrita da Conceição Alhoudo falou que não mudará de ideia apenas por causa de uma casa, ainda mais de um velho negro serviçal.
O morador da casa, que foi identificado como tio Barnabé, ficou revoltado e protestou: “Eu nasci aqui, eu vivi aqui e moro aqui. Não vou sair daqui tão facilmente assim. Tenho minha horta, sei de tudo e conheço todos os seres que vivem nessa floresta. A prefeitura se mantém firme em sua decisão e disse que a casa será demolida em dois dias úteis.
(Mais no site www. Credeal.Le_Lu.com.A_RJ_TV/BR_Japao)

Carta ao Prefeito

Felipe e Luna

Sinhô prefeito,

Tu achas mesmo que pode demuli minha casa pá construi estrada? Na…na…não!
Encontrá outro lugarzin, sô! Senão não vou pudê caçar Saci, não vou pudê roubar a comidinha da tia Nastácia, também não vou pudê brincá com a criançada,…que mais?
Não sei mais o que dizê! Depois dessa vou sentar no pé duma árvore e chorá…
Mas fique sabendo, prefeito, que dispois o sinhô vai se arrependê. Vou chamá minha cambada, que são os amigo do sítio todo para te ensinar que isso não se faz com o lar das pessoa.
Barnabé

 

 

Apelo de Visconde

Alex e Lara

Caro Prefeito,

Esse Projeto de fazer uma estrada no meio do Sítio não está dando certo. Pelos meus cálculos o senhor vai ocupar um quarto do Sítio, secando o ribeirão, acabando com a natureza, os animais nativos e ainda por cima matando uma quantidade absurda de árvores. Com tudo isso junto, você inicia um desmatamento!
Isso é um total despropósito! Pelo que sei o prefeito deve ajudar o povo e até onde entendi, você está querendo desapropriar uma casa e desabrigar seu morador.
Veja bem, você não está respeitando as leis ambientais, o Ibama e muito mais!
Acho melhor você pensar bem no que vai fazer e compreenda o quanto prejudicará este ambiente tão harmônico que é o Sítio do Picapau Amarelo.

Atenciosamente, Visconde de Sabugosa

Estrada Maldita

Cora e Eduardo

No Sítio do Picapau Amarelo não há mais esperança e felicidade,
só tristeza.

Tudo por causa da estrada que por lá passará e a casa do tio Barnabé destruirá.

O tempo é o maior inimigo.
O velhinho Barnabé triste está, pois em sua casa quer ficar.

E quanto às árvores que tantos frutos dão?
Elas morrerão ou lá continuarão?

Todos se manifestam a favor da preservação de tudo o que lá está
e que em seu lugar deve ficar.

O velho curandeiro que tanta gente ajuda
talvez tenha que se mudar.

Mas ninguém sabe o que acontecerá.
Só o tempo nos dirá.

A Estrada

Julieta e Miranda

O Sítio é um lugar encantador,
Já viajamos para a lua,
E encontramos São Jorge,

viajamos para a Grécia
e enfrentamos o Minotauro.

Fomos para o Descobrimento do Brasil,
e lá encontramos Cabral.

Por favor, prefeito, não nos leve a mal,
mas derrubar a casa do tio Barnabé
para construir uma estrada não é nada legal!

Todo o encanto vai se perder,
e você vai se arrepender.

Os sacis e as fadas não vão querer.

Dou uma dica para você aprender:
com seres encantados não se deve mexer.

Não Destrua Minha Casa!

Sebastião e Sofia

Eu estava lá na sala de Dona Benta me deliciando com os bolinhos da Tia Nastácia, quando Pedrinho falou:
– Tio Barnabé, acho que ouvi um barulho de carro indo em direção à sua casa.
Saí correndo indo em direção a ela para ver o que estava acontecendo.
Quando vi, era o carro da prefeitura indo me avisar que iriam destruir minha casa para construir uma estrada que ia de São Paulo à Brasília. Falei para o funcionário que desceu do carro:
– Você não pode destruir minha casa, você não tem o mínimo direito!!!
E ele mostrando um papel assinado, disse:
– Tenho sim, pois tenho a permissão da prefeitura. Bem, eu sou o representante do prefeito!
– E eu tenho a permissão de dizer que você não pode demolir minha casa!
Ele me perguntou debochado:
– E por que mesmo?
– Porque é minha moradia e você não tem esse direito, já falei!
Foi quando a Tia Nastácia interrompeu a conversa com uma bandeja enorme de bolinhos de chuva.
O funcionário não aguentou e engoliu a bandeja de uma vez só.
Enquanto isso entrei no carro sem ele perceber e rasguei o papel assinado. Mostrei para ele, perguntando:
– De qual permissão você falava mesmo?
Zangado, o funcionário da prefeitura foi embora e todos voltaram para a sala para comer os bolinhos de chuva.

Mulobica na Floresta

Aisha, Leonardo e Micael

No Sítio do Picapau Amarelo, às 5h 43min da tarde, Dona Benta recebeu uma notícia que nada a agradou. A notícia dizia que a prefeitura teria que fazer uma estrada passando por dentro do Sítio. Para isso a casa do tio Barnabé teria que sair do lugar onde está. Dona Benta espalhou a notícia para todos, mas quem ficou mais preocupado além dela, foi o tio Barnabé, pois eles dois sabiam de um segredo secreto.
Esse segredo era que a casa do tio Barnabé era uma espécie de proteção para o Sítio. Então, se a casa fosse demolida, iriam entrar no Sítio as criaturas mais perigosas, como: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Cuca…
Mas todos esses não chegavam nem aos pés da Mulobica, uma mistura de Lobisomem, Mula-sem-cabeça e Cuca.
A Mulobica tem o rabo da Cuca, não tem cabeça, e tem tenebrosos dentes e unhas de lobisomem. Ela sempre atacava as pessoas com seu rabo e arrancava suas tripas com seus enormes dentes de lobisomem.
Todo 14 de abril a Mulobica aparece com seu exército de árvores.
Dona Benta deu muito duro mas conseguiu guardar este segredo que permaneceu entre eles dois, assim como a Mulobica na floresta.
Dois dias depois, de manhã cedo, Dona Benta acordou com uma voz gritando seu nome. Ela se levantou para ver o que estava acontecendo. Foi ao seu jardim e lá estava o prefeito com o megafone na mão, na mesma hora em que tio Barnabé começou a gritar como um louco, falando que eles não podiam fazer aquilo, pois há vinte e três anos o próprio prefeito havia dado uma licença para que ninguém demolisse sua casa. O prefeito lembrou e percebeu que não havia mais jeito. Acabou que tudo deu certo e Dona Benta e tio Barnabé ficaram mais tranquilos.

Ranscampumper ao Resgate

Carolina e Joaquim

Certo dia a prefeitura de Taubaté resolveu construir uma estrada para facilitar a vida de quem morava no Sítio do Picapau Amarelo. Mas para tio Barnabé só piorou a situação, pois a prefeitura de Taubaté avisou a ele que só teria mais uma noite em sua casa, porque ela seria demolida no dia seguinte.
Tio Barnabé não sabia mais o que fazer, não sabia onde iria dormir, então ele resolveu sentar no meio da mata e esperar a ajuda de alguém. De repente apareceu um anãozinho e perguntou:
– Olá, qual é o seu nome?
– Tio Barnabé. – respondeu.
– Prazer, meu nome é Ranscampumper. – falou o anãozinho.
– O que você faz por aqui? – perguntou o tio Barnabé.
– Procuro por abrigo! – exclamou o anãozinho.
-Nossa! Que coincidência! Também estou procurando abrigo, pois a prefeitura construirá uma estrada que passará por cima da minha casa e ela será destruída.
– Aconteceu a mesma coisa comigo, mas o caso era diferente, pois por cima da minha casa se passava uma ferrovia de trem.
– E agora, o que fazer?
– Bem, vamos construir uma casa juntos. Vamos precisar apenas de lenha e barro.
– Só isso? – perguntou tio Barnabé surpreso.
– Sim. Lenha para fazer a estrutura e barro para unir as lenhas umas nas outras.
Depois de muito trabalho tio Barnabé e Ranscampumper finalizaram sua casa, que ficava bem longe de onde se passava a estrada, graças a Deus.
E moram nesta casa até hoje, muito felizes.

A Lenda de Literatura Infantil

Bruno e Clara

Há muuuuuuuuito tempo atrás as pessoas diziam que tio Barnabé, um velho que morava no Sítio do Picapau Amarelo, escondia um segredo, mas ninguém sabia o que era. A única pessoa que sabia era um sabugo de milho chamado Visconde de Sabugosa.
Numa certa manhã, recebeu uma carta dizendo que sua casa seria des-tru-í-da!!!! Com essa informação saiu correndo e foi falar com Visconde:
– Visconde, olhe essa carta!
Visconde leu com tanta preocupação, mas com tanta preocupação, e disse:
– Ma…ma…mas vamos ter que revelar o GRANDE SEGREDO!
Fizeram uma reunião convocando todos do Sítio.
– Bem… eu, Barnabé e Visconde, convoco vocês aqui pra contar um segredo: embaixo da minha casa está o túmulo do Monteiro Lobato, sob a proteção de dois espíritos.
Pedrinho, interessado no assunto diz:
– Meu Deus! E o que acontece se os espíritos forem irritados?
Visconde respondeu:
– As crianças param de ler.
– Meu Deus!!!! Mas isso não passa de uma lenda, não é, Barnabé? – comentou Dona Benta.
– Não sei…
– Será?

Estrada Picapau Amarelo

Olga e Theo

Alguns turistas queriam visitar o Sítio do Picapau Amarelo, mas a caminhada de Taubaté ao Sítio demorava horas para chegar. Por isso, o prefeito decidiu construir uma estrada que levasse os turistas ao Sítio.
Mas tinha um problema: para a construção da estrada teriam que demolir a casa do tio Barnabé. Então ele teria que se mudar de sua preciosa casa. Bem cedo ele arrumou suas trouxas e se despediu de sua moradia em busca de onde morar. Ele passou por dias difíceis.
Num dia de muito sol no Sítio, eles perceberam que ele havia desaparecido. Então todos começaram a procurá-lo. Passaram-se dias e horas e ele não aparecia.
A procura do tio Barnabé demorou quase um ano, e nesse tempo, sua casa já havia sido demolida e a estrada do Picapau Amarelo, construída.
Certo dia, quando retornou ao Sítio, levou um susto, pois o prefeito, sabendo de sua triste história, deu uma casa nova de presente ao tio Barnabé. A casa era maior, mais confortável e tinha todos os pertences que ele tinha deixado.