Jornal da Notícia

Nino e Anita

SÍTIO: Demolição corrupta do prefeito vai destruir a casa do tio Barnabé

Na última semana o prefeito da cidade de São Paulo, José Campos, afirmou que vai destruir a casa do nosso querido Tio Barnabé, que fica no Sítio do Picapau Amarelo. A estrada BR19 vai passar por cima de sua casa, além de desmatar um bom pedaço da Mata Atlântica, que deveria ser preservada.
O prefeito ofereceu R$ 50.000,00 pela compra dessas terras do sítio, mas Dona Benta não gostou da negociação e foi levada para delegacia.
Na manhã de terça feira, o tribunal vai julgar se Dona Benta será presa ou não. O Saci, quando soube deste caso, também se meteu na história colocando sal no suco da prefeitura, e por isso também será julgado.
Se a casa for destruída para construção da estrada, o Tio Barnabé vai se mudar para o Rio de Janeiro e irá morar em um quiosque na beira da praia. Não percam o final dessa história, no jornal da terça-feira, onde traremos mais notícias sobre o julgamento.

EXTRA – EXTRA

Paula e Francisco Nunes

PREFEITO CHEGA DIZENDO QUE VAI DERRUBAR A CASA!

A prefeitura da cidade de Sitiolândia decidiu construir uma estrada saindo do Rio de Janeiro, passando pelo Sítio do Picapau Amarelo, com destino à cidade de Taubaté, onde o escritor Monteiro Lobato nasceu.
A estrada vai passar na frente da casa da Dona Benta, atropelando a casa do Tio Barnabé. Para isso, além da casa, terão que derrubar muitas árvores e plantas, destruindo os ninhos dos animais, a paz e a tranquilidade do sítio com barulho de carros.
A obra começou dando adeus à tranquilidade do sítio, a paz acabou quando a estrada começou a ser construída.
Tio Barnabé está morando em um abrigo no meio da cidade e estranhando muito sua nova vida.
Mais notícias no jornal das 10h.

Carta ao Prefeito

Luana e Rafael

Prefeito José,

Eu lamento te informar mas não irei permitir que destrua a casa do bobão do Tio Barnabé, quer dizer, do simpático do Tio Barnabé. Se você derrubar, vou ter que atrapalhar a vida e roubar o cachimbo de outra pessoa, no caso, você! Quer dizer, fazer Bolinhos de Chuva para você.
Eu tenho uma proposta! Passe com sua pista pelo lado direito da casa e destrua uma caverna escura onde não mora ninguém, nem mesmo uma bruxa velha e chata chamada Cuca. Se você não aceitar a minha proposta, vou ter que te atrapalhar e roubar os seus cachimbos, quer dizer, fazer bolinhos de chuva para você.
Também, tem uma prima minha que não se chama Cuca e não mora em uma caverna escura ao lado direito da casa do chato do Tio Barnabé, quer dizer, do divertido do Tio Barnabé que adoraria me ajudar a demolir a SUA casa com seus poderes mágicos, quer dizer, com a sua gentileza!

P.S.- Pense bem antes de mexer com essa casa! Coisas muitos ruins podem acontecer! Ha ha ha ha!!!

(NÃO É O) SACI

Carta ao Saci

Elena e João Felipe

Caro Saci,

Você sabia que o prefeito José quer derrubar minha casa para fazer uma estrada? Que absurdo!
Eu e o pessoal lá do sítio não sabíamos o que fazer até que Narizinho teve uma ideia. Ela disse que se mudássemos a minha casa de lugar eu poderia ficar com a ela e a estrada poderia passar corretamente.
Apesar dessa ideia ser boa, não sabíamos como executá-la. Então, a danada da Emília disse para falarmos com você. No começo não gostei porque você está sempre aprontando comigo, mas depois percebi que podia dar certo! Ela falou que você estava devendo um favor a ela, por causa de um tal de jabuti, e que se pedíssemos sua ajuda, você toparia!
O negócio é o seguinte, você chama todos os seus amigos sacis para que, com seus redemoinhos, levantem a minha casa e a levem para o outro lado do sítio.
E aí você topa? Estou esperando sua resposta

Um abraço, Barnabé

Olá, Aqui é a Turma do Sítio… Poesia

Luiza Cotrim e Francisco Thiré

TIO BARNABÉ

Tio Barnabé
Só ele que é.
Fuma seu cachimbo
E toma seu café.

Tio Barnabé
Só ele que é.
Negro velho e bom
E sempre alegre é.

Não derrube a casa
Isso é maldade
Onde o velho bom
Terá felicidade?

A CASA E A ESTRADA

Bernardo e Fernanda

Um dia no sítio do Picapau Amarelo, o prefeito Sr. Maurício bateu na porta da casa de Dona Benta e perguntou:
-A senhora é a dona deste sítio?
Dona Benta respondeu:
– Sim, sou eu mesma.
– Ótimo! Infelizmente temos que fazer uma estrada que passará por cima daquela casa – disse o prefeito apontando para um casebre de taipa no meio da floresta.
-A casa do Tio Barnabé!
– É sim. Aquela mesma – afirmou o prefeito.
Dona Benta voltou para dentro de casa muito deprimida, quando, naquele momento, Tio Barnabé estava por ali e perguntou quem era aquele homem e o que ele queria.
– Não era nada – respondeu Dona Benta.
– Sinhá, eu conheço essa cara – O Tio Barnabé disse preocupado.
– Tá bom. Ele estava me dando um triste recado. Aquele era o prefeito, e infelizmente terão que construir uma estrada que passará por cima da sua casa.
No dia seguinte, o prefeito bateu na porta novamente com um dizendo que o único jeito de não destruírem a casa era se Dona Benta assinasse um contrato onde estava escrito “se você assinar este contrato, a casa não será demolida, mas você terá que pagar R$ 2.000,00.” Ela teria que entregar esse contrato assinado e o dinheiro no dia seguinte.
Dona Benta, muito agradecida com a oportunidade, logo pegou o contrato. Após assinar, escondeu-o em seu cofre secreto. Quando ela foi dormir, o Saci invadiu a casa e roubou o contrato.
No outro dia, quando o prefeito chegou e não recebeu o contrato assinado de volta, falou:
– Então Dona Benta, infelizmente o único jeito vai ser destruir aquela casa mesmo.
– Por favor, não destrua a casa! Eu assinei o contrato, eu juro!
– Não vai dar. Não basta o dinheiro. Nós precisamos do contrato assinado.
– Ah! Então tudo bem – respondeu Dona Benta conformada.
Por sorte, as crianças tinham acabado de construir uma casa na árvore, e foi este o lugar que Tio Barnabé pediu para morar.

JURO QUE VI: A Casa Mágica

Carolina e Francisco Moraes

Diz a lenda que há muito tempo atrás a casa do Tio Barnabé ia ser derrubada para fazerem uma estrada. Mas acontece que a casa do Tio Barnabé não era uma casa normal, e sim mágica, maluca, ela era encantada!
O homem que queria derrubar a casa era o prefeito, mas não era qualquer prefeito, era o prefeito JONATHAN! Só que na verdade, o verdadeiro prefeito não era culpado de nada. Quem queria derrubar a casa era a Cuca que estava se disfarçando para poder destruir a casa do Tio Barnabé.
Todos do sítio ficaram arrasados porque não dava para a estrada passar por outro lugar, e nem dava nem para desviar da casa, tinham que passar por cima mesmo.
Pedrinho, cansado dessa história, foi caçar a Cuca. Quando chegou lá na casa dela, não a encontrou, mas achou uma coisa muito diferente, uma coisa que fez ele ficar confuso. Ele achou o prefeito JONATHAN sentado em uma cadeira, amarrado e com a boca costurada.
Pedrinho confuso disse:
– Nossa! O que aconteceu aqui? Existem dois prefeitos? Ahm?
– Hummmmm! – tentou gritar o prefeito, também um pouco confuso com o que estava acontecendo.
Enquanto isso o prefeito (Cuca) estava se preparando para demolir a casa. Pedrinho conseguiu salvar o prefeito JONATHAN e os dois foram correndo tentar impedir a demolição da casa.
Pedrinho e o prefeito correram e falaram:
– Pare essa demolição! Ou sofra as consequências!
E é claro que a Cuca disse:
– Mas quais são as consequências?
– Isso você vai descobrir se quiser.
– Então me mande às consequências, whahahá, wahahá, whahahá!
Mas, o que a Cuca não sabia, era que a casa do Tio Barnabé era mágica. Então quando ela jogou a bola de demolição, como a casa era mágica, a bola bateu nas paredes da casa, rebateu, e voltou batendo na Cuca, e ela acabou morrendo.
Mas como ela ainda estava disfarçada de prefeito, todos acharam que quem havia jogado a bola de demolição e morrido, havia sido o prefeito JONATHAN. Todos ficaram confusos, mas quando o prefeito (Cuca) finalmente morreu, o corpo se transformou em Cuca e todos perceberam a verdade, e tudo voltou ao normal.

A Lenda da Casa Encantada

Pedro e Julia

O prefeito de São Paulo tenta negociar as terras do Tio Barnabé com Dona Benta. Não querendo derrubar a casa, ela lhe conta uma lenda sobre ela.
Diz a lenda que havia uma casa num sítio muito belo, onde morava um idoso que era amaldiçoado pelo protetor da natureza, o Saci. Apesar disso, ele também protegia sua casa. Ele não deixava nada de mau acontecer. Um dia, um grupo de vândalos bem armados resolveram destruir uma parte do sítio, justo a que o idoso morava.
Na hora do desmatamento chegou um redemoinho com folhas secas e pedras pequenas. Era o Saci! Ele capturou os vândalos e os levou para a caverna da Cuca. Lá, ela os transformou em sapos.
Diz a lenda que se você quiser fazer mal para o sítio, principalmente à casa do tio Barnabé, você será amaldiçoado pelo Saci!

O Problema

Sofia e João Guilherme

Um dia o prefeito da cidade foi bater na porta da Dona Benta e disse:
– Sinto muito, teremos que demolir a casa do caseiro por motivos muito importantes. Vamos construir uma estrada! Seu casebre está me atrapalhando. Voltaremos daqui a três dias para iniciar a construção.
Quando Dona Benta contou para as crianças e para o Tio Barnabé, todos ficaram muito tristes e preocupados, sem saber o que fazer.
Até que um dia apareceu Narizinho cheia de lama, então Emília veio logo tagarelando:
– O que você veio fazer aqui, heim? Heim? Xó, xó, xó! Não quero nenhum monstro aqui! Xó! – disse Emília sem reconhecer a amiga.
Narizinho retrucou imediatamente:
– Eu não sou um monstro, sou a Narizinho, e para com isso, me trate minimamente bem, senão, eu não sou mais sua amiga!
– Tá bem, tá bem, eu te trato “mirimamente” bem. – Emília disse com seu jeito único de falar.
– Minimamente Emília. – corrigiu Narizinho – É óbvio! Como eu não havia pensado nisso antes? – Narizinho lembrou. – Você tem que falar com jeitinho com o prefeito, só assim ele vai desistir da ideia de derrubar a casa do Tio Barnabé!
– Jura? Eu vou ter mesmo que fazer isso? – Emília interrogou a amiga.
– Vai, e quando ele chegar você faz tudo que eu mandar. Desse jeito nós vamos conseguir!
Dim – dong!
– A campainha tocou! Vou ver quem é! – avisou Emília – Quem é?
– É o prefeito! Vim saber se já posso demolir a casa.
– Óbvio que não, seu cara de pau! Eu ainda nem terminei de conversar com a Narizinho! – Emília respondeu.
– Podem derrubar! – o prefeito ordenou seus funcionários.
Emília retrucou:
– Se você fizer isso nós vamos nos manifestar. Você sabe disso, né?!
O prefeito desafiou:
– Se vocês fizerem isso, vão se machucar!
A boneca perdeu a paciência e gritou:
– Tia Nastácia!
Ela trouxe uma fornalha de bolinhos de chuva e ofereceu para o prefeito.
De repente, veio um silêncio… Mas o prefeito quebrou o silêncio e disse:
– Esse bolinho é muito bom! Não vamos mais demolir o casebre!
Todas as pessoas do sítio ficaram bem aliviadas.

A Estrada

Carlos e Cecília

Um dia, eu Dona Benta, estava sossegada na minha cadeira de balanço tricotando, quando de repente, ouvi um barulho muito desagradável de carro. Era o prefeito Dom Corleone, que depois de estacionar, educadamente sentou ao meu lado e pôs-se a dizer:
– Olá Dona Benta, eu estou aqui infelizmente para te falar que houve um problema e vamos ter que fazer uma estrada dentro do seu sítio.
Quando ele falou isso, eu fiquei pensando, “em que lugar?” “Será que vai fazer barulho?” “O que será que vai acontecer?” Então falei:
– Mas em que lugar vai passar essa tal estrada?
– Pelos meus cálculos, vai passar em cima de uma casa pequena de madeira perto da floresta.
Eu fiquei pensando, e sem querer falei:
– É a casa do Tio Barnabé!
– Tio Barnabé? Quem é esse? – perguntou o prefeito.
– O Tio Barnabé é o caseiro que mora aqui no sítio.
– Bom, acho que não vai morar mais não! – disse o prefeito.
Fiquei muito aborrecida! Quem ele pensa que é para dizer o que vai acontecer aqui no meu sítio. Eu estava até pensando em deixar que essa estrada fosse construída, mas depois disso, nunca!
– Quem disse que eu vou deixar que essa estrada passe por aqui? – disse Dona Benta indignada.
– Mas senhora, se não tiver essa estrada, um monte de carros terão que dar a volta pela cidade toda!
Quando o prefeito falou isso, pensei no trânsito de carros, e então, mudei de ideia porque não seria justo com os moradores da cidade.
Tio Barnabé chegou de mansinho e disse:
– Dona Benta, dessa vez eu vou caçar o Saci. E juro que pego ele dessa vez!
-Tio Barnabé, houve um problema. Dom Corleone, o prefeito, disse que vai ter que construir uma estrada por cima da sua casa! Você sabe como podemos resolver esse problema? – perguntou Dona Benta.
– Claro! Bem que minha casa já está muito velha! A luz está até piscando. Se eu mudar de casa vai ser ótimo! Todo mundo vai ficar feliz e o Saci não vai mais invadir a minha casa nem tão cedo! Hé! Hé! – Respondeu Tio Barnabé sabiamente com uma expressão calma.
– Então já solucionamos o problema. A estrada vai passar pelo sítio e nós vamos fazer uma nova casa para o Tio Barnabé. – resolveu Dona Benta. – Mas isso só vai acontecer se os carros não buzinarem!
– Ok! – disse Dom Corleone.
– Ok! – exclamou Tio Barnabé.

O Castigo

Alice e Angelo

Diz a lenda, que em um dia comum como todos os outros no sítio, o prefeito da cidade apareceu por lá e disse para a Tia Nastácia:
-Olá senhora, tudo bem?
Tia Nastácia respondeu:
– Sim. O que o senhor faz aqui?
– Eu vim desapropriar aquela parte do seu terreno.
-Mas ali é a casa do Tio Barnabé – disse Tia Nastácia, sem entender sobre o que ele estava falando.
-É. Vai dar uma estrada ótima! – disse o prefeito, sem prestar atenção – Se me der licença, vou até lá falar com esse tal Tio Barnabé.
O prefeito chegou à frente da casa e quando bateu na porta, ela se abriu sozinha. Ele entrou e viu uma coisa que não acreditou. Tio Barnabé estava flutuando a cerca de um metro do chão e levitando um monte de objetos antigos ao seu redor.
O prefeito tossiu para chamar a atenção do velho, mas quando Tio Barnabé olhou para ele, caiu no chão, junto com todos os objetos que antes flutuavam. A maioria se quebrou e Tio Barnabé olhando para o prefeito, disse:
– O que o senhor faz aqui?
– Eu vim desapropriar seu terreno.
Quando o prefeito disse isso, pegou uma tabela de preços e foi logo falando:
– Duzentos e cinquenta!
– O que quer dizer com “duzentos e cinquenta”? – perguntou Tio barnabé.
– Este é quanto vale o seu terreno aqui na minha tabela.
Antes que Tio Barnabé pudesse dizer alguma coisa, o prefeito desmaiou e, quando o velho olhou para trás, viu um dragão cuspindo fogo.
Pouco tempo depois, o prefeito acordou e disse:
– Mil desculpas senhor. Não quero mais a sua casa não. Te dou até outro terreno, mas por favor, não me mate.
– Acho muito bom! E nunca mais volte! – disse Tio Barnabé.
Assim diz a lenda. Não mexa na casa do Tio Barnabé. Ela é encantada e protegida por um dragão que cospe fogo!