A Proposta

E se o Cristo Redentor ganhasse vida? Isso mesmo, se um dos principais símbolos da nossa cidade pudesse passar um dia com você…Que aventuras viveriam? O que ele gostaria de conhecer de perto? Para onde você o levaria? Essa foi a ideia que tivemos depois de ler um bocado sobre a história de nossa cidade. Divirtam-se com essas incríveis histórias! Boa leitura!

O Dia em que Encontrei o Cristo

Henrique Vidal 

Em um dia qualquer eu estava passando pela estátua do Cristo, quando de repente eu olhei para ele e o vi mexendo os braços…Eu comecei a me bater para ver se não estava dormindo.  E não estava.  Eu abri o olho e olhei de novo para a direção dele, mas ele já não estava lá.  Então, ouvi alguém me chamar do meu lado.  Era ele, o Cristo!!  O Cristo tinha ficado do meu tamanho. Aí ele disse:
– Garoto, por que tem tanta gente usando roupas muito estranhas? -Eu fiquei um tempo sem responder.  Até que disse:
-As roupas estão normais, é você que está tanto tempo sem olhar para as pessoas… Elas foram se transformando com o passar do tempo.
A gente começou a conversar, às vezes, a discutir e, na maioria das vezes, ele perguntava e eu respondia.  Ele disse que de onde ele estava, a cidade parecia muito mais limpa do que na verdade era, porque de lá de cima do Corcovado não dava para ver a sujeira do Rio de Janeiro.
Teve uma hora que ele me perguntou se eu podia levá-lo para conhecer a cidade.
-Eu tenho que passar na minha casa para pegar algumas coisas que a gente vai precisar.  Você fica aí, que eu já volto.  Passou um tempo, eu fui para casa e voltei para onde ele estava.
Primeiro a gente decidiu ir para o Jardim Botânico.  Nós fomos e ele adorou!  Depois fomos para o museu MAR.  Lá ele se divertiu muito.  A gente sentou em um sofá de chumbinho, e quando ele sentou disse:
-Como é bom ficar sentado!!!-Depois vimos outras coisas muito legais, saímos do museu e logo o Cristo disse:
-Vamos para a praia?
Eu fiquei um tempo pensando em quanto dinheiro eu tinha pego…
-Está bem, trouxe trinta reais, isso dá para você provar bastante comida, e eu também trouxe frescobol para você jogar. – Disse eu.
-O que é frescobol? – Perguntou ele.
– Você vai ver quando a gente chegar lá na praia. -Retruquei.
Nós pegamos um taxi e fomos para a praia do Arpoador.  Chegamos lá e disse:
-Vamos para a água, Cristo?
-Está bem.
Nós saímos da areia e fomos para água.
Lá tinham ondas muito grandes, tão grandes que o Cristo levou mais de vinte caldos.  Teve uma hora que eu tentei pegar um jacaré, mas tomei um caldo grandão e quase desmaiei.
– Vamos descansar um pouco? – Disse o Cristo.
Eu aceitei e peguei um jacaré que foi até a areia.  O Cristo estava sentado na areia me esperando.
Nós fizemos várias coisas: tomamos picolé, jogamos frescobol, e ainda surfamos.
– Eu nunca fiz uma coisa tão legal quanto isso!- Ele gritou.
Aí eu fui olhar a cara dele para ver sua emoção e ele não estava mais do meu lado.  Eu procurei por ele por toda a praia, mas não o achei.  Eu pensei, pensei e pensei.  Até que me toquei que ele podia ter voltado ao Corcovado.
Gastei o resto do meu dinheiro em um táxi e pedi para ele me levar ao Corcovado.  O  taxista me deixou lá e eu desci do táxi e olhei para o morro .  O Cristo estava lá, mas ele estava do mesmo tamanho que eu o havia conhecido.
-Tchau, disse eu bem alto.
O Cristo ouviu e respondeu:
-Tchau!

Eu e a Estátua

Clara Atem

Em um dia ensolarado, eu estava no Corcovado apreciando a linda estátua do Cristo e a maravilhosa vista do Rio. Eu estava tomando o meu delicioso suco de laranja, quando… CABUFT! Tinha derramado o meu suco todinho!
– Que raiva! – esbravejava.
– Ei! Você aí! – chamou uma voz misteriosa…
– Quem está falando?! – perguntei.
– Eu! Estou aqui ó! – disse a tal voz…
Quando olhei para cima, me deparei com a estátua do Cristo olhando para mim!
– AAAAAHHH! – gritei.
– Oi! Sou a estátua do Cristo, você já deve me conhecer, mas eu não te conheço, qual o seu nome? – disse o Cristo.
– Meu nome… Meu nome é… Bem me esqueci, mas isso não importa! – disse, confusa.
– Por acaso você pode me levar para conhecer o Rio mais de perto?! Eu quero conhecer:a praia de Copacabana; o Pão de Açúcar; a Lagoa Rodrigo de Freitas; o Maracanã e a Urca.
– Sim, claro, será um prazer! – disse, mais calma.
– Ótimo! Vamos começar pela praia!
Descemos pela montanha mesmo, pois a famosa estátua tinha me colocado na cabeça dela. Foi rapidinho!
– Pronto, falta menos de uma quadra! – eu disse.
Quando chegamos lá…
– NOOSSAA! Como é bom pisar na areia! – disse a estátua, felicíssima.-Obrigada mesmo por ter me trazido até aqui! – continuou ele.
– Não precisa me agradecer – eu disse.
– Vamos ao Pão de Açúcar agora! – pediu, empolgado.
– Ok, vamos!
E em duas pegadas do Cristo já estávamos no lugar desejado. Quando chegamos ao Pão de Açúcar, depois de subir de bondinho, ele disse:
– UUAAUU! Que lugar lindo! Adorei essa vista! Olha, dá para ver a minha casa!
– É verdade, que legal!
– Agora vamos na Lagoa Rodrigo de Freitas!
– Vamos lá!
Quando chegamos na Lagoa, ele disse:
– MEU DEUS! Que lagoa grande!
– Eu sei! Sabia que dá para andar de pedalinho nela?! – eu expliquei – Fica logo ali!
– Que maneiro! Agora me leva no Maracanã?!
– Vamos nessa!
Quando chegamos lá, a estátua disse:
– NOSSAAA! Que estádio enorme! Pena que não dá pra ver da minha casa, porque eu fico de costas…
– Sabia que no ano que vem a Copa do Mundo vai ser no Brasil?!
– Que maneiro! – ele disse, não acreditando.
– Eu sei! Vai ser uma LOUCURA! – eu disse.
– Vamos agora na Urca!
Quando chegamos à Urca…
– Que bairro lindo! É calmo, tem casas e prédios antigos. MARAVILHOSO!
– Eu sei! Amo esse bairro! Tem um forte chamado Fortaleza de São João – eu disse.
– Que legal… Ah! Que pena, minha lista de lugares infelizmente acabou. Temos que voltar para a minha casa – disse ele – Melhor irmos agora.
– É verdade, está ficando tarde, vamos!
Quando chegamos no Corcovado, o Cristo disse:
– Puxa, nem sei como agradecer!
– Você não precisa agradecer, eu que te agradeço, esse foi o MELHOR DIA DA MINHA VIDA!
– E a gente ficou muito pouco tempo em cada lugar, me desculpe. – falei, um pouco triste.
– Tudo bem, mesmo se eu ficasse três segundos em cada lugar, ia adorar! – ele disse.
– Ok, acho que é isso… Tchau!
– Tchau!
Dei um abraço apertado na estátua e ela voltou ao seu lugar. Ainda bem que ninguém a viu pela cidade…

As Três Maravilhas

Julia Moreira de Aguiar Brito

Em uma tarde de verão, eu e minha família fomos visitar o Cristo, mas esse não foi um dia como outro qualquer! Foi um dia… assustador!
Estava lá no topo do Corcovado, quando ouvi alguém sussurrando:
– Psiu!! Ei, menina!
Olhei para trás e vi apenas o Cristo e mais ninguém… Fiquei olhando, olhando:
– Ei, menina!
Achei que estava ficando maluca, pois vi a boca do Cristo se mexendo conforme a voz misteriosa falava. Fiz uma cara de assustada, e parece que a minha careta teve resposta:
– Não faça careta para mim! Sou só eu, o Cristo Redentor! – respondeu a estátua em alto e bom som.
Fiquei meio sem jeito, afinal, uma das sete maravilhas do mundo estava falando comigo! Me ajoelhei à sua frente, pois isso não acontece todo dia:
– Pois não, Senhor Redentor – falei depressa, pois o chão estava pelando!
– O que é isto? Levanta já daí, senão o seu joelho vai ficar vermelho!
Levantei bem rápido, afinal, eu não gostaria de ficar com uma bolha.
– Queria saber se você não gostaria de me levar para conhecer a cidade.
– Mas o senhor fica olhando para o Rio há 500 anos.
– Oitenta e dois! Mais respeito! Bom… essa não é a questão. Eu apenas fico olhando o Rio, mas nunca tive o privilégio de vê-lo de perto…
– Nossa! Tem de ter paciência! Ficar olhando para o Rio, mais conhecido como a Cidade Maravilhosa, e não ir ver mais de perto? Como é que você faz isso?
O Redentor fez uma cara de quem havia comido um urutu recheado de escorpiões:
– Um dos melhores lugares aqui do Rio é a Praia do Arpoador – disse, tentando consertar o meu erro.
E pareceu ter funcionado. O Cristo abriu o maior sorrisão!
No caminho para a praia, o Cristo começou a esburacar as ruas e calçadas. Todo mundo ficou espantado ao ver o Redentor passando:
– Vamos, a praia é logo ali.
Finalmente, chegamos à praia. O Cristo ficou maravilhado com a intensidade do pôr do sol refletindo na água, enquanto as ondas batiam na areia com uma força descomunal. E para completar, havia várias gaivotas dançando e brincando com o vento, mas teve algo que realmente encantou o Cristo. Foi a areia, ficou tocando nela durante meia hora!
Depois de um tempo, sugeri irmos ao Maracanã. Ele topou na hora:
– Mas só com uma condição! – disse o Redentor, com um ar superior.
– Qual é a condição?
– Tem que ser um jogo do Flamengo.
Como eu sou flamenguista, não pude discordar.
E assim fomos nós. O Cristo esburacando as ruas e eu vermelhinha de vergonha, com toda aquela gente olhando para mim.
Logo chegamos ao Maracanã. Foi perturbador, a cada gol que o Flamengo fazia, ele gritava “É gol! Mengooooo!” E assim foi durante cinco gols! Foi 5 a 2 para o Flamengo! O jogo foi realmente divertido e pareceu que satisfez o Cristo:
– Que tal irmos para a Lagoa? – sugeri.
– Tá legal… – disse o Cristo, desanimado.
– O que foi? Por que essa cara?
– É que o Rio é tão bonito de longe, mas cheio de lixo de perto…
– Bom, isso é verdade, mas o Rio não deixa de ter beleza natural!
O Cristo abriu um sorriso novamente.
– Bom, está tarde, acho melhor eu voltar para casa e você voltar para o Corcovado.
O Redentor fez que sim com a cabeça e me pediu para fechar os olhos. Quando os abri novamente, olhei para o topo do Corcovado e vi o Cristo mais sorridente do que nunca.
Quando cheguei em casa, nem minha mãe, nem meu pai e nem meu irmão estavam lá. Depois de cinco minutos, eles chegaram:
– Oi, pai! Oi, mãe! Oi, Pepê!
– Oi, filha, desculpe a demora. É que a gente ficou preso em um buraco na rua.
– Pois é, né, mãe? Tem cada gente louca nesse mundo…

Um Passeio Inesperado

Marina Barbosa da Silva Vilela

Um dia, acordei mais feliz que o normal. Eu e minha mãe íamos ao Cristo. Abri os olhos e comecei a encarar todos os cômodos que me cercavam. Pulei da cama ( o que era raro) e corri em direção a cozinha, sem prestar atenção nos tacos se movendo abaixo dos meus pés. Assim que cheguei vi minha mãe cozinhando. A cada vez que ela mexia uma panela seu cabelo negro encaracolado balançava suavemente. Por um tempo apenas inalei aquele odor de mel e pão quente que percorria minhas narinas deixando um rastro perfumado. Ela não notou minha presença, virou-se para mim de um jeito brincalhão.
– Filha, já acordou? – Disse ela, soltando a panela. – O café está quase pronto. Vá se arrumar, querida!
– Já vou! – Beijei seu rosto e corri para o quarto.
Nada nem ninguém poderia descrever meu sentimento naquele momento. Uma alegria aguda se aglomerava dentro de mim. Abri meu armário e fitei todas as minhas blusas que ali permaneciam, imóveis. Pareciam assustadas com minha extrema ansiedade. Agarrei a primeira peça que vi, uma blusa azul. Vesti. Abri a gaveta e peguei um short jeans que havia ganhado da minha tia. Me direcionei à cozinha correndo e sentei em uma cadeira que rangeu. Peguei meu talher de ferro e comecei a engolir o pão velozmente. Minha mãe ficou incrédula, porém apenas a visão de seus olhos não era suficiente para perceber toda aquela emoção dentro de mim. E ela sabia disso.
Finalmente, saímos de casa.
O dia parecia claro e arejado. Minha mãe chamou um táxi, fazendo gestos com os braços. Eu olhava para o céu o tempo todo, sem interrupções, até no caminho.
Quando descemos do veículo, muitas crianças homens e mulheres nos cercavam, tirando fotos das nuvens no céu. Pareciam me imitar. Entretanto, logo percebi: não era do céu que tiravam fotos, era do Cristo Redentor.
Sua cabeça brilhava como ouro líquido e magníficos braços de pedra se estendiam para os lados, pareciam querer me abraçar. Era lindo!
De repente, comecei a ver sua mão se mover. Parecia uma alucinação, talvez pelo intenso brilho do sol. Esfreguei os olhos, porém nada mudou. Minha mãe me chamou para ver a vista, mas não conseguia parar de olhar para ELE. Quando eu menos esperava, o CRISTO REDENTOR abaixou os braços! Achei que fosse ilusão de ótica, ou que eu estava louca. Mas não estava. A enorme estátua, agora se movendo, não se limitou apenas a se mexer, me ergueu no ar, descendo o morro!
-AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!! – Berrei
– Por que está gritando? – O Cristo parecia calmo e amistoso.
Eu não consegui pronunciar palavra alguma naquela hora. Era muita realidade para mim. Parecia que só eu o via. Com o tempo, fui me acostumando com ele. Milhões de perguntas ecoavam em minha cabeça.
– Você sempre foi vivo? Por que saiu da montanha? Como?- Perguntei, temendo receber alguma resposta do Cristo Redentor.
-Não, eu nem sempre fui vivo. – Disse ele, me colocando na palma de sua mão. – Eu….
Quando ia voltar a falar, o Cristo esbugalhou seus olhos de pedra e quase me deixou cair.
-Essa é a praia? – perguntou-me, extasiado.
-Sim.- Respondi, sorrindo.
-É muito mais bonita de perto! Ipanema, certo?
-Certo – Eu estava ofegante, escalando a estátua até seus ombros. – É linda mesmo.
Naquele dia a água do mar estava mais azul do que nunca. Minha mãe me diria que são meus olhos jovens, mas se o Cristo também via não era só isso. E não era apenas azul. Era uma mistura de azul e verde, e conforme as ondas se formavam e quebravam tudo mudava de cor. O sol ofuscante fazia a areia brilhar intensamente. Gaivotas dançavam no céu azul, em perfeita sincronia. O Cristo quase chorou, mas o fato dele ser de pedra o impediu. Sem querer interromper, eu disse a ele:
– Quer ir a outro lugar? Onde gostaria de ir?
– Santa Teresa!
E lá fomos nós. Eu sentada em seu ombro e o Cristo observando a vista. Ele olhava em volta como se fosse de outro mundo. Quanto mais ele olhava e sorria, mais orgulhosa de morar aqui eu ficava. A estátua prestava atenção em tudo. Nas árvores, nos carros e, principalmente, mas pessoas dançando, conversando, brigando e cantando. A luz do sol iluminava muitos rostos alegres que ali passavam.
Finalmente, chegamos em Santa Teresa. O Cristo arregalou os olhos novamente. Muitas pessoas iam e vinham, todas felizes com um sorriso estampado no rosto. Ninguém parecia se incomodar com o calor INFERNAL que fazia lá. Apontei para um bar, em que músicos cantavam, dançavam e bebiam. Alguns paravam para olhar, outros até entravam no samba. O garçom também se divertia, brincando e elogiando seus clientes.
Depois de alguns minutos de silêncio, ele perguntou:
-É algum tipo de festa?
-Não, só um fim de semana comum em Santa Teresa.
Rimos juntos.
-Onde mais gostaria de ir? – perguntei olhando para ele.
– Sempre quis visitar a Lagoa Rodrigo de Freitas.
-Vamos, então!
O Cristo ficava cada vez mais deslumbrado. Passamos por algumas praias no caminho, a maioria bonitas. Ele olhava tudo a sua volta. Frequentemente até se esquecia de minha existência.
Quando chegamos a primeira coisa que vimos foi o estacionamento, repleto de carros.
– Os carros são menores do que eu pensei.- Disse ele, franzindo o cenho.
-Menores? – Indaguei, confusa.
-Sim. – Disse ele, rindo.
-Vamos logo ver a Lagoa! – Encerrei a discussão.
Com certeza a Lagoa foi o lugar onde passamos mais tempo. Primeiramente, fomos ao Parque dos Patins. Havia gente de todas as idades, em direções e velocidades diferentes. A linda vista deixava todos excitados com o parque. O chão era cinza, de concreto, e produzia contraste com o céu e com as grandes árvores carregadas de sementes e flores coloridas.
Novamente subi em seu ombro de pedra sabão e fomos visitar outro lugar da Lagoa. Algo chamou sua atenção, direcionou-se a alguma coisa.
Quando nos aproximamos mais pude ver o que chamara a atenção do Cristo. Era uma árvore ENORME!!! Sustentava muitos galhos grossos em que milhares de crianças subiam. A árvore postava-se na beira da Lagoa, que refletia suas folhas verdes como melancias.
O céu incorporou uma cor tão bonita que é impossível descrever.
Após ver a Lagoa inteira, a pergunta de sempre:
-E agora? Onde quer ir? Está anoitecendo.
-Onde você quiser! – Seu sorriso de alongou mais ainda, de bochecha a bochecha.
– Vamos ao Arpoador!
Foi o lugar mais bonito que fomos visitar.
O pôr do sol era mais que maravilhoso. O céu, especialmente naquele dia, estava tão colorido e bonito que parecia um sonho.E devia ser mesmo. Em alguns pedaços o céu era laranja, em alguns rosa com amarelo e em outros vermelho. Um vermelho forte, vivo! As gaivotas pareciam dançar com mais intensidade no horizonte. Sentamos em uma montanha pequena e e ficamos contemplando um festival de cores misturadas, baldes de tinta jogados sobre o céu aleatoriamente.
Voltamos ao Corcovado sem falar absolutamente nada. Quando chegamos ele me agradeceu gentilmente e ficou imóvel novamente.
Quando já estava indo embora eu me virei e sorri para o Cristo, como se ele ainda pudesse me ver e ouvir.
No táxi, voltando para casa, não olhava mais para o céu, olhava para o CRISTO REDENTOR.