Setembro de 2012

Um pouco de Poesia

A F4T ao longo desse ano vem se aproximando e se encantando com o texto poético. Desse modo conheceram diversos autores e estilos variados de poemas. “A Lua no Cinema”, de Paulo Leminski dialogou perfeitamente com o nosso projeto e inspirou o grupo a pensar: Quem mais poderia ir ao cinema? O sol? Uma nuvem? O sapato? O violão? O que iriam assistir? Com o desafio lançado, as crianças escreveram seus poemas.

A LUA NO CINEMA

Paulo Leminsky

A lua foi ao cinema,
passava um filme muito engraçado,
a hitória de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
– Amanheça, por favor!

O Sol Cheio de Pavor

Antônio

O sol foi ao cinema
Ver um filme de terror
O filme se chamava “A noite nunca termina”
Saiu de lá
Cheio de pavor,
Imaginando um dia que não se ilumina,
Um dia sem calor.

Ladrão na escuridão

Julia

Um ladrão bobão
Que gostava de pão
Foi ao cinema
Com uma ema.

O filme contava
Sobre alguém
Que amava.

E todo dia
Ele pensava
De quem gostava.

O Sol

Vicente

Uma vez o sol foi ao cinema
ver o filme “Ai, que pena!”

Era a história de uma nuvem solitária
que nem tinha lugar para guardar a sua tralha.

Um dia o sol lembrou desse filme
e achou que era um crime.

Aaaaaah que pena
esse poema chegou ao fim.

Mas não se esqueça:
de fazer poema ,
você sempre está a fim.

O Cachorro no Cinema

Clara Atem

O cachorro foi ao cinema,
foi ver um filme de aventura,
a história de um gato
que se chama Ternura.

Ternura era um gato vira-lata
que não comia verdura,
morava sozinho e aprontava
com sua turma.

O cachorro achou a história engraçada,
ele contou para sua turma,
que ficou empolgada.
Combinou de ir ao cinema com a moçada.

O Relógio no Cinema

Lia

O relógio foi ao cinema
e sentou-se bem ao lado
da menininha Jurema.
Amiga que vale à pena.

-Está gostando do filme?
Perguntou Jurema ao relógio.
-Não vejo nada! Está tudo estranho!
Só ouço a voz de um fanho!

E num piscar de olhos
houve a solução.
Jurema deu um par de óculos
para o relógio sem noção.

A Nuvem

Gabriel José

Uma nuvem foi ao cinema,
passava um filme maroto,
a história do sol e da lua
brincando de um pegar o outro.

Mas ninguém ia conseguir
porque quando o sol morava aqui
a lua morava ali!

O pique sempre esteve com a lua,
então ela cansou de brincar,
desde então ela só pedia:
-Amanheça por favor!
Quero brincar com você,
seja lá onde for!

A Minhoca foi ao Cinema

Marina Vilela

A minhoca foi ao cinema,
mas tinha um problema,
a minhoca era muito pequena.

Pediu uma pipoca, mas com aquele tamanho
não conseguia comer
e começou a se aborrecer.

Estava passando um filme de amor,
e o homem ao lado lhe deu uma flor.
A minhoca ficou muito emocionada
e quando foi embora, se sentiu envergonhada.

Torresmo

Artur

Cansado da calmaria da fazenda,
Torresmo fugiu para passear
E para cidade lá foi se arriscar.
E, no meio da agitação,
Sentiu o cheiro de pipocão,
Bem suculento e gostoso.
O cheiro vinha do cinema.
E sem pestanejar
Já estava lá.

Os seguranças bem que o viram entrar
Mas não conseguiram pegar.
Torresmo comeu toda a pipoca.
Fugindo da atendente,
Entrou na sala do filme todo contente.

Mas deu de cara com uma cena esquisita:
A cozinheira preparava um porco na marmita.
Ele gritou assustado
Deixando todos tão irritados
que queriam matar o pobre coitado.

E sem pestanejar
O porco saiu correndo de lá
Pensando que a fazenda
Era mesmo o melhor lugar.

O Urso que Fazia Poema

Clara Villas Bôas

O urso foi ao cinema
assistir a um filme de
curso de fazer poema.
Depois do cinema
o urso pegou na pena
e do filme fez um poema.

E no poema que criou
nasceu um ser peludo, pesado.
Ninguém sabia aonde seria encontrado.

E até hoje o urso procura
o monstrengo felpudo,
sem musculatura.

A Mesa no Cinema

Guilherme Leal

A mesa foi ao cinema
ver um filme chamado “Vossa Alteza”.
Era a história de um rei sozinho.
Seu único amigo era um ovo e um ninho.

A mesa não gostou do filme, ela ficou chateada.
Se ela ouvia conversa, o rei merecia ouvir piada.
Ela não gostou de nada.

Um Encontro no Cinema

Paulo

Um dinossauro foi ao cinema,
encontrar um amigo,
mas parou e disse:
“Nem entrar eu consigo!”

Mas se encontraram do mesmo jeito.
No cinema que o dinossauro destruiu
chegou sua amiga baleia jubarte,
ele a olhou e sorriu.

Essa é a história de dois amigos.
A baleia comeu uma pipoca mista.
Na única sala de cinema que sobrou
assistiram ” O Artista”.

A Menina no Cinema

Maria Isabel

Uma menina chamada Fédia
foi ao cinema.
Pediu uma pipoca média
e foi ver um filme de comédia.

O Homem ao lado dela perguntou:
– A pipoca está mesmo gostosa?
Ela respondeu:
– Sim, está muito saborosa!

O Músico Foi ao Cinema

Miguel

O músico foi ao cinema.
O filme era sobre um violão
que ninguém tocava nele.
Todos que passavam diziam
“Que violão feio era aquele!”

O músico da história gostou,
e todos os seus amigos chamou.
E agora enfim,
o fim.

O Filme que o Teclado Viu

Gabriel 

Era uma vez um teclado
Que era muito enrolado.
Um dia ele bolou um esquema
Para entrar no cinema.

Sem ter que pagar ingresso
Ele completou o seu plano com sucesso.

O filme falava sobre um garoto
Que vivia roubando no aeroporto.
Um dia ele foi pego
Enquanto roubava um cego.
Ele foi para prisão
E perdeu seu dinheiro, então.

Desde esse dia o teclado
Nao foi mais enrolado.

O Relógio Certinho

Ian

Era uma vez um relógio
que só chegava na hora certa.
Mas ele tinha ódio
do horário, que sempre acerta

Uma vez foi ao cinema.
Ele adorou o tema,
chegou atrasado e encontrou um rato.
Os dois acharam o maior barato.

O Vilão e o Cinema

Maria Luisa

O vilão foi ao cinema
assistir um filme de ação.
O filme era tão bonito
que ele até caiu no chão.

O filme era sobre um ladrão
que foi perseguido por polícia e vilão.
Isso é estranho eu sei,
ladrão perseguido por vilão, estranhão.

O Gato no Cinema

Marina Terry

Um gato foi a dois cinemas
ver filmes de engraçadas cenas.

O primeiro passava um filme interessante
sobre um cachorro falante.

O cachorro tanto falou
que o gato tentou falar e miou.

E quando o gato foi sonhar
não parava de miar, tentando falar:
– Miau, miau, miau!!

O Sol

Henrique

O sol foi ao cinema
ver um filme de poema
Quando chegou ao cinema
era a segunda cena.
O filme era de comédia
então quando saiu de lá
começou a gargalhar!!.

O Leão e o Cinema

Breno

O rei da floresta
deu uma festa,
depois foi ao cinema
e ficou com pena,
muito chateado,
nenhum pouco consolado.

Quando tudo acabou
o leão chorou,
estava rugindo
vendo um filme
nada lindo,
com caçadores
e animais fugindo.

O Cupcake no Cinema

Tereza

O cupcake foi ao cinema
Passava um filme de ação
O cupcake sentiu emoção
O filme era sobre um lápis
Que queria voar
Mas não podia
Porque iria nevar

O cupcake adorou
E quem sabe
Até voou

A Pipoca

Guilherme Coutinho

A pipoca foi ao cinema,
ver uma cena.

A personagem era bobona
por isso a pipoca se sentiu espertona.

Saiu do cinema com muita gente,
pelo menos ela se sentiu inteligente.

A pipoca resolveu voltar mais ao cinema
para se sentir esperta por mais de uma cena.

O Peixe

Rafaela

O peixe foi ao cinema,
entrou numa sessão escura,
o filme se passava numa lagoa pura.

O peixe ficou feliz,
mas com vontade de mergulhar.
Saiu do cinema correndo
e foi para a lagoa nadar.